terça-feira, 5 de julho de 2016

A SEGURANÇA NO TEMPLO RELIGIOSO E EM SEU ENTORNO: BREVES CONSIDERAÇÕES.






A SEGURANÇA NO TEMPLO RELIGIOSO E EM SEU ENTORNO: BREVES CONSIDERAÇÕES.
                                                                                                                             Jonas Dias de Souza

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Salmo 127.1)

Vivemos hoje um clamor por segurança. Seja na rua, em casa e até mesmo nas igrejas. Já tivemos oportunidade de abordar o assunto em artigo anterior e novamente teceremos algumas considerações. O templo religioso precisa ser protegido fisicamente. Não podemos espiritualizar tudo que acontece, obviamente temos ações que são influenciadas pelo inimigo, mas temos aquelas que são frutos da maldade humana e por pessoas debaixo da influência de drogas e álcool. Neste sentido, urge que o corpo dirigente do templo se prepare para oferecer segurança extra aos crentes presentes na reunião. Chamamos de segurança extra, porque entendemos que
a igreja deve ser aliada dos órgãos responsáveis pela segurança pública e não concorrer com eles.
A Constituição Federal, diz que:
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;” (Artigo 5º da CF).
Temos ainda no Código Penal:
 “Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
        Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
        Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.”
Por outro prisma a Carta Magna também prevê que: "Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos,(...)"

Percebe-se que o legislador preocupou-se em proteger o bom andamento do culto, contudo, o que temos feito? Temos utilizado mecanismos que possam se irmanar com o legislador?




Vejamos algumas ações que podem minimizar as ações externas contra a comunidade da igreja:
     1)     Criação de uma Equipe de Apoio: Notamos Ministérios de louvor, de pregação, ministério disto e daquilo outro, mas temos sentido a ausência de um ministério de apoio. Este ministério será formado por homens e mulheres hígidos fisicamente, com capacidade para dialogar e intervir se necessário for,  em caso de quebra da segurança. Por exemplo: Um cidadão notoriamente embriagado tenta adentrar o templo com intenção diversa de ouvir a palavra. Como o templo é um lugar público, este cidadão será observado por esta equipe com discrição (sem chamar muito a atenção), mas que esteja pronta para intervir caso seja necessário. Então o primeiro passo é escolher esta equipe (debaixo da orientação do Espírito Santo) que terá um número compatível com a capacidade da igreja. Uma sugestão é manter na equipe aqueles membros que possuam uma atuação na área na vida secular.
    2)     Capacitar a Equipe de apoio: Esta equipe será a responsável por fazer o elo com os órgãos de segurança pública: Polícia Militar, Guarda Municipal, Defesa Civil e Bombeiros e outros existentes. Por exemplo: Comunicar via ofício para a autoridade responsável pela segurança ostensiva (via de regra a Polícia Militar) o endereço da igreja com as datas e horários dos cultos principais, solicitando que sejam realizadas passagens periódicas pelas viaturas da área. Outras formas de ações podem ser voltadas para evitar vandalismo nos automóveis dos membros da denominação, com a ação desta equipe nas proximidades da igreja. Caberá a cada denominação listar as fragilidades encontradas, o que pode ser feito através da dinâmica da tempestade de ideias.

Sugestões:
·       Manter uma lista de telefones úteis com endereços de Delegacia de área, hospitais, pronto socorros e ter a mão um celular funcional, ou seja, um número de telefone que seja voltado para esta finalidade.
·       Possuir entre seus membros pessoas de iniciativa e que possam prestar orientações e informações fidedignas para as autoridades.
·       Manter um cadastro de pessoas que comparecem esporadicamente para pedir assistência social, como passagens, por exemplo, anotando números de documentos. A experiência mostra que o fato de pedir documentos inibe em grande parte a ação de aproveitadores da Boa Fé da Igreja.
·       Conhecer as saídas de emergência do templo, as localizações dos extintores de incêndio, e ter iniciativas para usá-los.
·       Executar ações voltadas exclusivas para a segurança, não sendo utilizados como recepcionistas. Mas se encontrar preparado para uma intervenção, assumindo o diálogo com possíveis perturbadores da ordem.
·       Possuir meios de comunicação entre membros da equipe, por exemplo, rádios portáteis com fones de ouvido discretos e que permitam o acionamento ágil. Temos várias marcas e modelos com preços acessíveis e fácil utilização.

·       Ser identificada de modo a se destacar entre os presentes. Crachás, mas preferencialmente camisas com a inscrição “Segurança”, “Apoio” ou coletes.

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