sexta-feira, 29 de abril de 2016

SABEDORIA VERSUS CONHECIMENTO: UM CONFLITO A SER ESCLARECIDO









SABEDORIA VERSUS CONHECIMENTO: UM CONFLITO A SER ESCLARECIDO
            Jonas Dias de Souza[1]

            A minha Mãe não teve a oportunidade de freqüentar uma escola. Era classificada como analfabeta segundo os padrões culturais e sociais em que vivemos. Contudo, se é algo que não podemos dizer a respeito dela é que não era sábia. Inúmeras vezes proibiu amizades minhas com “uns caras legais” e que posteriormente mostraram que ela tinha razão em proibir a convivência. Não saber ler e escrever não significa ser desprovido de sabedoria. Conhecimento e sabedoria não são a mesma coisa, mesmo que possam ser relacionados. Um homem que não teve a possibilidade de receber a instrução formal pode ser infinitamente superior em sabedoria a um erudito. Através da freqüência aos educandários podemos adquirir conhecimento, mas a sabedoria tem a ver com o conhecimento intuitivo das coisas e situações.
            Tive o prazer de conviver com um Pastor que também não tinha estudo, e tinha até uma dificuldade de leitura, mas quando se punha a explicar as passagens do culto prendia toda a platéia, posso imaginar muitos se perguntando como podia tal fato se suceder. Se o conhecimento é ligado à teoria, a sabedoria é ligada à prática. Talvez seja por isto que a cultura oriental valoriza a figura do idoso, do ancião, elevando-o a um patamar de respeito. Embora, sabemos que a idade não signifique necessariamente sabedoria.
            Na vida Cristã temos como adquirir sabedoria através da

COMO COMBATER A ANSIEDADE E A CORRERIA, E SENTIMENTOS PERTURBADORES COM PRINCÍPIOS BÍBLICOS?








COMO COMBATER A ANSIEDADE E A CORRERIA, E SENTIMENTOS PERTURBADORES COM PRINCÍPIOS BÍBLICOS?
            Jonas Dias de Souza[1]
            Que vivemos em uma época acelerada é lugar comum.  Sabemos o quanto a vida neste século presente está correndo até mesmo nas pequenas cidades. Penso que um dos grandes fatores para estas “cabeças quentes” é o excesso de informação que temos ao nosso dispor. Recebemos uma enorme variedade de notícias policiais, políticas, econômicas, escolares, sem, contudo, processarmos estas informações. Temos um cérebro trabalhando em excesso. Este trabalho em excesso do cérebro com vistas a processar e organizar o que recebe gera um estado de ansiedade. Em Segurança Pública temos o que chamamos de Segurança Subjetiva, ou seja, assistimos a notícia de um crime a centenas de quilômetros e o processamos como se estivesse ocorrendo na vizinhança. Este trabalho excessivo do cérebro, comparando com um carro, é como se colocássemos o motor em altíssimas rotações na primeira marcha, chega a um ponto que atingiremos o vermelho, o motor irá fundir. O contrário também é verdade, uma marcha alta com velocidade baixa, deixa o motor desequilibrado. Com nosso cérebro não é diferente. Excesso de informações sem trabalhar gera um desequilíbrio mental.  Há uma solução isto dentro de princípios cristãos?
            A Bíblia fala de um pastor que tomou sobre si as nossas dores. O profeta Isaías no capitulo 53 de seu livro, cerca de 700 anos antes de Cristo, profetizou para qual motivo seria a vinda do Messias.  Para trazer a salvação, libertar os cativos. Estamos cativos das ansiedades e das correrias. Nem tudo que sofremos pode ser considerado como oriunda do pecado. Vivemos enquanto crentes a inserção num mundo de corre-corre tamanho que nos atinge assim como aos que ainda não conheceram a Cristo. A vantagem que temos enquanto conhecedores da vida em Cristo é saber que temos um refúgio na angústia. O salmo 91 fala justamente disto, do refúgio que temos na angústia. Portanto a ansiedade, a depressão e a “cabeça quente” devem ser combatidas com a ajuda que vem do alto que é a presença do Espírito Santo. Ajuda do alto é diferente de auto-ajuda. Enquanto na ajuda do alto nos colocamos diante do trono de Deus e pedimos para ele nos ajudar em nossas fraquezas, na auto-ajuda tentamos vencer os nossos problemas mudando nossa forma de pensar. Mas como mudar a  nossa forma de pensar se estamos com o pensamento em alta velocidade e não conseguimos organizar as idéias? O princípio da leitura da Bíblia é essencial para começarmos a entrar nos eixos. Precisamos desligar a televisão e ligar a Bíblia.  Não sejamos radicais a ponto de nos desligarmos do mundo ao nosso redor, não é nada disto. Ocorre que em meio a um deserto de notícias ruins, devemos selecionar aqueles programas que edificam (coisa rara hoje em dia porque até os programas das igreja estão ruins) e dedicar mais tempo para a comunhão com Deus através da leitura da Bíblia. Na Bíblia Deus revela o Plano dele para

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.





A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.
Jonas Dias de Souza[1]

            A esperança é uma força motriz que move o ser humano. Através da esperança a vida segue rumando pelas intempéries de uma forma mais resoluta. As dificuldades são vencidas, os obstáculos transpostos. Mas, mais forte do que a esperança é a Fé. A esperança traz consigo uma dúvida interior. A Fé traz a certeza de que as coisas mudarão. Enquanto depositamos a esperança nas ações humanas, depositamos a Fé na ação de Cristo. E paradoxalmente mantemos uma mais do que uma esperança, somos revestidos de uma ESPERANÇA EM CRISTO. Explico. A esperança na humanidade não se compara com a esperança em Cristo.
            Cristo prometeu retornar pouco antes de subir aos céus diante de um monte de testemunhas. Se na lei basta três, a ascensão de Jesus foi presenciada por várias pessoas. Nas palavras do médico e historiador, e evangelista Lucas, é utilizado o plural “levou-os fora”.  Marcos afirma que “depois de lhes ter falado”.  Antes desta subida aos céus, houve a promessa de que iria retornar. João 14 fala desta promessa, que está sendo cumprida no que respeita à preparação dos lugares. A Fé nos mostra que o céu está sendo preparado para aqueles que aceitarem a Cristo como salvador.
            Como será está segunda vinda?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O CRISTIANISMO NO BERÇO DA FILOSOFIA: PAULO DISCURSA NO AREÓPAGO CONFRONTANDO EPICUREUS E ESTÓICOS.








O CRISTIANISMO NO BERÇO DA FILOSOFIA: PAULO DISCURSA NO AREÓPAGO CONFRONTANDO EPICUREUS E ESTÓICOS.
Jonas Dias de Souza[1]
               
                O povo Grego estava acostumado a intensos debates em praça pública. Não era incomum que as idéias fossem debatidas entre os que se encontravam na rua, isto aliado à intensa curiosidade que o grego possuía para as novidades e a abertura para novas formas de pensar, permitiu a Paulo um terreno fértil para a pregação do evangelho.  Abordamos este assunto no artigo Sobre a plenitude dos tempos.
Sabemos que Paulo enfrentou duas correntes do pensamento clássico grego: o Estoicismo e o Epicurismo.  “E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendia, com ele.” (Atos 17.18).  Eram duas correntes muito em voga na Grécia, embora distintas.  Chega então Paulo, mostrando  um caminho diferente, uma nova perspectiva de ver o mundo partindo dos ensinamentos de Jesus de Nazaré.  A bíblia não traz na íntegra o discurso de Paulo, sabemos que não se resumiu a poucas palavras por causa da estrutura do discurso grego.  E considerando que Lucas foi o historiador, é provável que tenha colocado uma síntese das palavras Paulinas em Atos.
O discurso filosófico possui uma estrutura que em linhas gerais segue ou possui os seguintes componentes