quinta-feira, 24 de março de 2016

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA: A NECESSIDADE DE UM RETORNO ÀS ESCRITURAS.









O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA:  A NECESSIDADE DE UM RETORNO ÀS ESCRITURAS.
Jonas Dias de Souza[1]

                Não é novidade dizermos que a Páscoa não se resume a chocolates em forma de ovos de coelho, o que por si só é um disparate, pois coelhos são mamíferos. Mas a mentalidade capitalista impõe uma investida de aumento do consumo e são não damos os chocolates somos politicamente incorretos.  Eu particularmente, penso que chocolate deve ser uma iguaria que se consome com páscoa, sem páscoa, assumo com isto a minha vontade por este tipo de caloria. Descontração à parte, temos que criar uma reflexão aprofundada sobre o sentido da Páscoa enquanto cristãos. Para lembrar, nesta época do ano (segundo a historiografia quase oficial) é que Pedro Álvares Cabral avistou a primeira porção de terra de nosso Brasil, chamando-a de Monte Pascoal.
            O que a Páscoa? Segundo o Dicionário Bíblico

domingo, 20 de março de 2016

O MINISTÉRIO DE RECRUTAMENTO E O MINISTÉRIO DE AMADURECIMENTO: A DUPLA MISSÃO DA IGREJA À LUZ DA GRANDE COMISSÃO.






O MINISTÉRIO DE RECRUTAMENTO E O MINISTÉRIO DE AMADURECIMENTO: A DUPLA MISSÃO DA IGREJA À LUZ DA GRANDE COMISSÃO.
Jonas Dias de Souza

O recrutamento de novos membros para o exército de Cristo se dá principalmente através da pregação. Eís porque afirmamos que a pregação deve ser cristocêntrica, girar em torno e sobre Cristo, enfatizando a missão salvífica da cruz.  Não sabemos como tem sido o final dos cultos nas igrejas, mas recomendamos que todo culto termine em apelo. Este convite não pode ser negligenciado, sob pena de não colhermos os frutos que é o nascimento de novos filhos.
Este nascimento de novos filhos é o que chamamos de atração, a verdade é que devemos falar em recrutamento. A Bíblia utiliza uma linguagem tipicamente militar: batalha, exército, armadura, espada, general de guerra (Confiram Efésios 6). Então, falarmos em recrutamento e alistamento coaduna com a mensagem cristã.  Comparemos com o alistamento obrigatório para o jovem de 18 anos, só que o exército de cristo não limita sexo e nem idade. Mas a convocação ocorre a todo o tempo, ou pelo menos deveria ocorrer mediante o apelo ao final de cada pregação cristocêntrica. O clímax desta convocação é o apelo para que a pessoa aceite a Cristo como legítimo, único e suficiente Salvador, e a partir desta confissão pública de fé está no exército de Cristo. Atrair é a missão dada por Cristo e que convencionou nomear de

quarta-feira, 16 de março de 2016

Sobre portas fechadas.






Sobre portas fechadas.
Jonas Dias de Souza[1]

Existe um adágio popular que diz “que quando o mundo nos fecha uma porta, Deus abre-nos uma janela para que vejamos algo novo.” Mas existem portas que são fechadas por Deus e estas nenhum homem abre, como a porta da arca de Noé. Recentemente assistimos na igreja ao filme “Quarto de Guerra” que conta a história de batalhas ganhas em oração. E como cristãos conhecemos histórias que são ganhas de fato em oração, e oração silenciosa, daquelas em que o crente se fecha em seu quarto e ali ele batalha com Deus.
A Bíblia mostra uma série de acontecimentos que tiveram seu lugar entre portas fechadas, e é atrás destas portas fechadas que a vaidade não encontra guarida.  Quando a porta se fecha para que possamos falar com Deus, sem aquela preocupação com o mundo (sem celular, sem internete, sem perturbação de qualquer espécie) as bases do inferno sofrem abalos estruturais, e o inimigo fica furioso. Concluímos, portanto que existem qualidades de portas fechadas.  Portas podem ser  fechadas para uma trama maligna, mas portas podem ser fechadas para o bem. Para guardar o bem ou para impedir de entrar o bem. Portas podem ser fechadas para o evangelho, mas podem ser fechadas para o pecado em definitivo.
Vejamos exemplos de portas fechadas para momentos de intimidade com Deus:
1)      A  salvação de Noé foi encontrada atrás de uma porta fechada.

“Eram Macho e fêmea os que entraram de toda carne, como Deus lhe havia ordenado; e o Senhor fechou a porta após ele.” (Gênesis 7.16)
O quadro sombrio que se desenhava com a chuva que destruiu o mundo, tornou-se bonança e segurança quando Deus fechou a porta.  A humanidade (exceto a família de Noé)  fechou a porta para a Graça oferecida por Deus.  Noé creu e foi salvo. Quando o Senhor fechou a porta, todos na arca ficaram abrigados. Esta benção de Noé foi uma benção da obediência. Obediência que trouxe paz no meio das procelosas ondas e das tormentas ruidosas.

domingo, 6 de março de 2016

O QUE É SER EVANGÉLICO?








O QUE É SER EVANGÉLICO?
Jonas Dias de Souza[1]

                Severas discussões ocorrem sobre o termo “Evangélico”, e a reflexão necessária é: O que é ser evangélico? Sabemos que na essência, este termo é muito contestado.  Para o senso comum, evangélico é aquele que não pertence à Igreja Católica, seja a apostólica romana ou outras ramificações, como a ortodoxa oriental.
            Temos presenciado, contudo, uma mistura de elementos do culto afro brasileiro em alguns cultos tidos como evangélicos. Isto nos impõe uma ida além da mera reflexão, uma tomada de posição de defesa do que podemos chamar evangélico. Sabemos que a raiz do adjetivo evangélico, vem de uma palavra grega que  implica ou designa a notícia tida como “Boa mensagem” ou “Boa Nova”. Esta notícia é a da ressurreição, com ensinamentos do Cristo.  A mensagem apostólica que é noticiada com o auxílio imprescindível de Deus mediante a Fé, e que na verdade é a Salvação plena em Jesus Cristo (Graça pela Graça) é o evangelho. Reside nesta constatação a premente necessidade de termos pregações exclusivamente cristocêntricas. O adjetivo assume mais do que o significado genérico de cristão segundo a deturpação da inteligência comum. Esta reflexão mais aprofundada, nos leva a perceber que a vivência do cristianismo evangélico é centrada no próprio evangelho e não mais na lei. Não somos capazes de enquanto homens vivermos segundo a lei, porque quem tropeça em um item tropeça em todos. O que nos redime é a Graça redentora de Cristo Jesus, propiciada pela sua morte na Cruz. O apóstolo Paulo em sua Carta aos Romanos afirma e ensina que, “ todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus” e continua ensinando que

sexta-feira, 4 de março de 2016

O PARADOXO ESCATOLÓGICO COMO O FIM DE TODAS AS COISAS.




O PARADOXO ESCATOLÓGICO COMO O FIM DE TODAS AS COISAS.
Jonas dias de Souza1


Um assunto que suscita muitas discussões é a escatologia. Considero muito difícil chegarmos a um consenso algum dia. Consideradas as várias correntes teológicas existentes, é natural que estas discussões avancem ao longo do tempo até que o próprio tempo coloque fim em todas as coisas. Obviamente o tempo do fim é conhecido somente pelo Pai, esta afirmação é bíblica, e suscita mais controvérsias com alguns dizendo que após a ascensão aos céus, Cristo tomaria conhecimento desta data. Controvérsias e conjecturas à parte, somos levados a perguntar o motivo deste assunto despertar tanto medo na humanidade e possuir tanta dificuldade no meio evangélico.
Escatologia é um assunto difícil (penso eu) porque ela é metafísica na sua forma de pensar. Falamos de uma metafísica sem o sentido pejorativo que é aplicado ao termo. Sabemos que existe uma parte prática no evangelho (práxis) mas existe a parte da fé. Esta fé ultrapassa a barreira do físico e do natural. Ocorre que a crença fundamental do Cristão é a volta de Cristo que será precedida de eventos que fugirão da naturalidade, será portanto sobrenatural. Prendemo-nos muitas vezes a conceitos do léxico, sem aprofundarmos reflexivamente no que vem a ser ou no que poderia ser.
Escondemos nossos pensamentos com medo de sermos intepretados de forma a não conseguirmos ser entendidos naquilo que pensamos. Isto é normal, porque nossas falas são inseridas em contextos de vida diferente do nosso e da nossa realidade. Qual o motivo que nos levou a aceitar a Cristo? Sabemos que o Espírito Santo convence da justiça, do pecado e do juízo. Contudo, existe um motivo natural que muitas vezes não nos damos conta. Um exemplo, pode ser a paz em nossa consciência. Mas se aceitamos a Cristo somente para termos uma qualidade de vida melhor nesta vida, seremos muito pobre em nossa fé. Acreditar que haverá uma vida futura, eterna e incomparável com esta é que faz nascer a escatologia. É mais do que um estudo sobre o fim das coisas, é saber ler na história da humanidade e nos acontecimentos mundiais (tendo sempre a Bíblia como parâmetro) que estes eventos estão cada dia mais se intensificando. O que para um incrédulo é motivo de medo, para o crente é sinal de regozijo e alegria.
Então o crente se alegra com o fim do mundo? A resposta é um sonoro sim. Se alegra porque sabe que o Rei está voltando e seremos transformados em seres diferentes. Estudar escatologia não deve ser feito com medo ou apreensão, mas com a alegria de que é salvo e justificado em Cristo Jesus. Esta alegria é que nos dará a facilidade para compreendermos os eventos mundiais à luz da escatologia. Neste interlúdio temporal não podemos nos esquecer de que fomos comissionados pelo Rei a anunciar a sua volta.
Graça e Paz.
1Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus em São João del-Rei/MG. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.