domingo, 14 de fevereiro de 2016

RELATIVISMO RELIGIOSO: O PERIGO QUE ENFRENTA A APOLOGÉTICA.





RELATIVISMO RELIGIOSO: O PERIGO QUE ENFRENTA A APOLOGÉTICA.
Jonas Dias de Souza[1]

Na Pós-modernidade é comum ouvirmos a expressão “todos os caminhos levam a Deus”.  A facilidade de difusão de culturas, crenças e religiosidades por meio da internete e da facilidade ao acesso da mídia, expande cada vez mais esta noção, de que todos os caminhos levam a Deus. Dentro deste pensamento se um religioso distribui por voluntariedade ajuda aos pobres, o senso-comum coloca neste ato um caminho para alcançar a Deus. Não somos contra a necessidade do serviço social, pelo contrário, acreditamos nos ensinamentos de que a Caridade anda em conjunto com a Fé.  “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras?” (Tiago 2.14ª). O que não podemos fazer é entrar no senso comum do relativismo religioso e abrirmos concessões para a invasão de doutrinas espúrias que confrontem aquelas doutrinas bíblicas. A bíblia é a razão do nosso caminhar, e sendo a bússola do Cristão, não podemos enxergar o que ela não diz. Não encontramos na bíblia a idéia de sincretismo religioso.  As religiões que afastavam o povo de Deus de seus caminhos eram combatidas com veemência. Não podemos admitir contudo, que baseado na bíblia, sejamos autores de violências contra aquelas pessoas que praticam a religiosidade confrontante com as verdades do critianismo.
A violência é inaceitável em todas as suas formas, até mesmo porque, teríamos que cortar (literalmente) a própria carne e também metaforicamente, expurgando de nosso meio falsas ovelhas. O problema maior no que concerne às heresias está no fato de que elas nascem no nosso meio.  Culpamos o diabo por uma coisa que ele não faz, e esquecemos de olhar para o interior de nossos púlpitos. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.” (João 10.1) Os ladrões e saltadores estão naqueles que permitem os elementos sincréticos em seus cultos com desculpa de que estamos vivendo uma época da tolerância religiosa. O que vemos? Elementos de cultos afros dentro do “cristianismo”. Um altar que reúne o romanismo, o espiritismo e o cristianismo, e que mais confusão coloca no meio. Podemos debater as religiões no campo das idéias, sem que nos matemos e nos espanquemos. Infelizmente, este posicionamento é visto como retrógrado e quadrado. Mas isto é apologética.  Princípios bíblicos são inegociáveis. O principal objeto de negociação dentro do sincretismo é a SOBERANIA DE DEUS.  Isto mesmo. Quando abrimos mão de princípios bíblicos e subimos ao altar com outros deuses (pois é isto que acontece) estamos dividindo com eles a adoração que é devida somente ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Não há doutrina bíblica que apóie a junção destas religiosidades. Se tal acontece é por mera liberalidade humana. O único caminho de Salvação é Jesus Cristo, e a única palavra de Deus sobre isto é a Bíblia. O que falta nesta era pós moderna é evangélico que seja comprometido com a singularidade de Cristo. Se a Bíblia rejeita o fato de que há outros caminhos que levam a Deus, devemos rejeitá-lo também. Este sincretismo e relativismo religioso que impera atualmente é a forma popular de pensar que todas as religiões levam a Deus.
A religião é justamente o esforço da humanidade em evitar a verdade de Deus. Que sentido há em pregarmos e divulgarmos e ensinarmos a Bíblia se todas as religiões levam a Deus? Ateístas e Teístas navegam no mesmo barco se assim o crermos. Dizemos não à violência, mas dizemos sim para uma apologética centralizada no conhecimento da Bíblia. Bíblia aliás que deve ser estudada como uma unidade e não fragmentada, como acontece hoje. Lamentavelmente, vemos, um versículo tomado de forma isolada e uma tessitura de conhecimentos culturais desfiados a guisa de pregação, tem-se filósofos (nos quais me enquadro), psicólogos, professores e doutores e pouquíssimos pregadores genuínos da Bíblia.
Há um só caminho que é Jesus Cristo. Os demais são esforços para atingir este caminho, mas são esforços vãos.  Nos resta o consolo de a Palavra de Deus não volta vazia. “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaías 55.11-12)





[1] Servo de Deus. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia pela EETAD. Congrega na Assembleia de Deus Missões em São João del-Rei.

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