sábado, 20 de fevereiro de 2016

ESTUDOS SOBRE ORAÇÃO: A SOLICITAÇÃO DA AJUDA QUE VEM DO ALTO


A SOLICITAÇÃO DA AJUDA QUE VEM DO ALTO.
Jonas Dias de Souza

Porque escrever sobre ORAÇÃO? Há quem diga que orar se aprende orando, esta é uma verdade. Mas é preciso estudar sobre a oração. Saber suas bases bíblicas. Saber que esta forma de conversar com Deus, é uma arma poderosa nas mãos dos Cristãos.
Deus vinha até o jardim conversar com o homem no início da criação. Isto era uma demonstração de que Ele gostava de ouvir o homem. Saber o que ele pensava. O que sentia e o que desejava.
Hoje, Ele ainda gosta de nos ouvir. E a oração é nada mais que falarmos para Deus dos nossos anseios e ansiedades. Das nossas alegrias e tristezas. Das nossas expectativas com relação à vida. Deus pode nos falar de várias maneiras, mas, somente através da oração nós podemos falar com Ele.
Imagine se toda vez que sentasse com seu pai terreno para conversar você dissesse as mesmas coisas. Seria muito chato não? Por isto é que a oração deve ser espontânea. Sair do âmago do coração. Do mais profundo interior de nosso ser, e dizermos a Deus. Podemos pedir, implorar, agradecer, e apenas gemer. É isto mesmo. Até os nossos gemidos inexprimíveis são entendidos por Deus. O Espírito santo se encarrega de traduzir para Deus aquilo que a nossa dor na alma não consegue deixar-nos verbalizar.
É por isto que tão importante quanto orar é saber sobre orar. Como e quando e de que forma. Saber biblicamente, para podermos orar de forma que Deus se agrade de nossas palavras. 



Oração: Uma aproximação da pessoa a Deus por meio de palavras ou do pensamento, em particular ou em público.
Inclui:

·         Confissão
·         Adoração
·         Comunhão
·         Gratidão
·         Petição Pessoal
·         Intercessão pelos outros
Para ser atendida requer:
·         Purificação
·        
·         Vida em União com Cristo
·         Submissão à vontade de Deus
·         Direção do Espírito Santo
·         Espírito de Perdão
·         Relacionamento correto com as pessoas
A confissão é o ato de confessar, ou seja, declarar aquilo que se crê ou que se sabe. É necessário confessarmos os nossos pecados e as nossas faltas para Deus.
“Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoar perdoaste a maldade do meu pecado”. (Salmo 32:5)
Assim como devemos afirmar que cremos em Deus que é poderoso e nosso Salvador.
“ A saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Romanos 10: 9-10)
É também necessário darmos testemunho da realeza de Cristo Jesus.
“Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão,” (I Timóteo 6: 13)
Você pode ler mais sobre este assunto nas Sagradas Escrituras no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo escrito por João. Leia João 18: 33-38
A Adoração é o culto, a reverência e a homenagem que devemos prestar ao Deus todo poderoso. Devemos empregar as primícias de nossa energia vital, prestando culto somente a Deus.
“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus, de todo teu coração; e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.” (Mateus 22: 37)
Encontramos nas Sagradas Escrituras o ensino de Jesus cristo sobre quem devemos adorar. (Única e exclusivamente a Deus).
“Então disse-lhe Jesus: Vai – te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.” (Mateus 4: 10)
Jesus, grande conhecedor das escrituras, referia-se com autoridade às ordens escritas no Antigo Testamento.
“O Senhor, teu Deus, temerás e a Ele servirás, e pelo teu nome jurarás.” (Deuteronômio 6: 13)
“Ao Senhor, teu Deus, temerás; a Ele servirás, e a Ele te chegarás, e pelo seu nome jurarás.” (Deuteronômio 10: 20)
Leia também: Josué 24: 14 e I Samuel 7: 3
A CONSTITUIÇÃO DA ADORAÇÃO CRISTÃ:
1)    Pregação
“No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até a meia noite.” (Atos 20: 7)
A pregação é o anuncio da mensagem divina e redentora de Cristo.
Devemos orar a Deus para que no seu altar não seja pregada outra mensagem. O profeta Isaias nos ensina no capítulo 53 como deve ser a nossa pregação. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo na sua primeira epístola aos Coríntios nos diz que a pregação é a forma escolhida por Deus para se dar a conhecer.
“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (I Coríntios 1: 21)
2)    Leitura das Escrituras
“Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.” (I Timóteo 4: 13)
A oração é uma forma de adoração.
“Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.” (I Timóteo 2:8)
3)    Louvor
“Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”. (Efésios 5: 19)Ofertas 
“Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.” (I Coríntios 16:1)
Nesta passagem é realizada uma coleta para ajudar os crentes de Jerusalém. Ajudar o próximo é uma forma de ofertarmos nossa adoração a Deus.
4)    Batismos
Leia Atos 2: 37 -47 que trata das primeiras conversões.
O batismo como cerimônia é o meio pelo qual uma pessoa se torna membro de uma Igreja Cristã. Mas, é mais do que isto, é sinal de arrependimento e de perdão.
Sinal de nossa união com Cristo, na sua morte e na sua ressurreição. Leia mais: Atos 2: 38; Gálatas 3: 26-27 e Romanos 6: 3-5.
5)    Ceia do Senhor
A participação na Ceia do Senhor, é o momento da adoração em que os Cristãos relembram o sacrifício de Jesus. A ceia era a segunda maior refeição do dia, e tomada geralmente no começo da noite. Na noite em que foi traído, Jesus Cristo instituiu esta cerimônia, que nós, crentes denominamos Santa Ceia ou Ceia do Senhor. Ocorreu logo depois da refeição da Páscoa, serve como a participação simbólica no Corpo e no Sangue de Cristo.
Nas Escrituras Sagradas, o apóstolo Paulo em sua primeira carta aos coríntios ensina a forma, o modo de celebrar a Ceia do senhor. Leia: I Coríntios 11: 23-34.
6)    Comunhão
 Quando nos associamos com uma pessoa; participamos de seus sentimentos; de suas experiências, diz-se estamos em comunhão. A comunhão com os demais crentes pressupõe a participação na vivência, parcerias e ainda, propósitos e atividades comuns.
A participação na cerimônia da Ceia do Senhor ou Santa Ceia, é também chamada de comunhão. Comungar significa “tomar parte em”.
Quando pertencemos a um grupo que comunga das mesmas idéias, do mesmo corpo de doutrina, valores ou sentimentos, estamos em comunhão com este grupo.
Biblicamente aprendemos que:
“Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu filho Jesus Cristo, Nosso Senhor”. ( I Coríntios 1: 9)
“Porventura, o cálice da benção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura, a comunhão do corpo de Cristo? (I Coríntios 10: 16)
A benção apostólica, geralmente dada pelo Pastor ou Presbítero ao final dos cultos, fala-nos da comunhão.
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém”. (II Coríntios 13: 14)[1]
Esta benção apostólica e que também é uma saudação do apóstolo, nos direciona para o princípio veraz da Trindade. Ele faz uma distinção das pessoas da Trindade, resumindo sua fé trinitariana.
O intelecto humano é limitado para entender o plano salvífico. Oramos e pedimos a Deus para nos dar a fé (aliado à leitura das Sagradas Escrituras) para entendermos que:
7.1)       O Pai ama e envia o filho.
“ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3: 16)
7.2)       O filho vem cumprir sua obra e retornar ao Pai.
“ Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.” (João 5: 30)
“Ouviste o que eu vos disse: Vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o pai, porque o pai é maior do que eu.” (João 14:28)
7.3)        O Pai e o Filho enviam o Espírito santo.
“Mas aquele consolador, o Espírito santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14: 26)
7.4)       E o Espírito Santo intercede junto ao Pai.
“ E da mesma maneira também o Espírito ajuda nas nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por por nós com gemidos inexprimíveis.” (Romanos 8: 26)
Na Bíblia temos documentado que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, possuem os atributos da divindade e que são incomunicáveis, a saber:
a)    Eternidade
·         O Pai (salmo 90: 2)
·         O Filho (Isaias 9: 6)
·         O Espírito santo (Hebreus 9: 14)
b)    Onipotência
·         O pai (Isaias 14: 27)
·         O Filho ( Filipenses 3: 21)
·         O Espírito Santo (Lucas 1: 35)
c)    Onisciência
·         O Pai ( Salmo 139: 1-6)
·         O Filho (Colossenses 2: 2-3)
·         O Espírito Santo ( I Timóteo 4: 1)
d)    Onipresença
·         O Pai (Hebreus 4: 13)
·         O Filho (Mateus 18: 20)
·         O Espírito Santo ( Salmo 139: 7-10)

e)    Divindade
·         O Pai ( João 17: 3)
·         O Filho (Romanos 9: 5)
·         O Espírito Santo ( Atos 5: 3-4)

7)    Gratidão
Devemos reconhecer e agradecer a Deus (sempre em nome de Jesus) por tudo que ele tem feito pelo mundo e em especial por nossas vidas.
Somente o fato de estarmos vivos demonstra a dádiva divina. Listar os motivos para agradecermos é tarefa infindável. Lembremos do hino que fala “Conta as bênçãos. Conta quantas são. Recebidas da divina mão. Dize-as todas e verás surpreso o quanto Deus já fez.” A oração de agradecimento deve ser a tônica da vida cristã.
8)    Petição Pessoal
Embora Deus seja onisciente, precisamos levar até ele as nossas necessidades pessoais e particulares. No silêncio de um refúgio ou em nossos pensamentos devemos clamar por nossas vidas. Vários setores de nossa vivência cotidiana deve ser alvo de nossa petição pessoal.
É preciso identificar onde sentimos mais necessidade de buscar apoio no Deus verdadeiro. É claro que, numa escala de valores e sob o aprendizado da Bíblia (a palavra inerrante de Deus), quando buscamos primeiramente o reino de Deus, teremos bençãos nos demais setores da vida.
“Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6: 33)
A primeira coisa a se fazer é buscar o Reino de Deus. Procurar  fazer a sua vontade. Pedir-lhe um direcionamento para a vida pessoal, de maneira que, a vida pessoal seja uma forma de trabalhar em prol de seu reino.
O vocábulo primeiro nos remete aqui para a dignidade divina. Deus deve ser buscado como o primeiro de todos. O especial, e o principal motivo de nossa vivência.
A justiça aqui referida, é a do sentido interno, sendo que devemos primar por apresentar um coração puro e reto diante de Deus. Buscar a justiça e a piedade de Deus fará com que os outros setores de nossa vida cresçam.
Esta justiça tratada em Mateus 6: 33 é o contrário de uma justiça externa.
Se existisse uma chave, um segredo, este seria a entrega total para Deus, no sentido de confiar nele. Mas isto não é segredo, está claro como a mais pura água cristalina que dá refrigério ao cansado. Não devemos viver numa “ansiosa solicitude pela vida”. Jesus toma a nossa solicitude para si.
“ A solicitude no coração do homem o abate, mas uma boa palavra o alegra.” (provérbios 12: 25)
A solicitude é aquela ansiedade, ou preocupação em face de uma dificuldade que se aproxima. Nestas horas devemos nos lembrar de o Senhor Deus é o nosso pastor. Orar pedindo e buscando em primeiro lugar o Reino de Deus deve ser o início de toda caminhada humana. Cantar um hino de louvor a Deus e ler a Bíblia. É a boa palavra que nos alegra.
9)     Intercessão pelos outros
Interceder é “pedir em favor de”, e intercessor é aquele que pede, que intercede. Entre o homem e Deus só há um intermediário que é Jesus Cristo o Filho de Deus. Os crentes oram uns pelos outros, pedindo em nome de Jesus que atenda determinadas necessidades ou pedidos. Sempre de acordo com a vontade divina.
Através das orações intercessórias  levamos nossos irmãos ao cântico de vitória. Devemos nos lembrar sempre que Deus é por nós.
Em Romanos 8: 31-39 temos o “Cântico da Vitória: Deus é por nós”.
Quem pode ser contra alguém que está ao lado de deus todo poderoso. Sob sua mão.
Se Deus deu o próprio filho para salvar-nos, nos dará com ele todas as coisas.
Somos justificados por Deus, quem é que fará acusações contra nós? Cristo intercede por nós. E nada é capaz de nos separar do amor de Deus. Não há tribulação, angústia, ou perseguição e fome ou nudez. Não há perigo e nem espada que seja capaz de nos separar do amor de Deus.
Quem nos afasta da presença do senhor (mas não do seu amor) é a nossa própria decisão pessoal através de nossa vontade. Mas será possível orarmos por nossos irmãos ou conhecidos sem sabermos de suas necessidades pessoais?
A resposta é sim. O que iremos descobrir é: Como orar e como pedir?
O termo “conhecido”  é aqui aplicado à pessoa (homem. Mulher, criança) que fazendo parte de nossa vivência social, ainda não aceitou a reconheceu a legitimidade e primazia de Cristo como único e suficiente salvador. Mesmo que este seja nosso irmão fraterno.
Para estes devemos orar pedindo a Deus que prepare um caminho que o conduza até sua presença. Oramos em prol de sua conversão  e conseqüente salvação.
“ E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” (Romanos 8: 26)
Não basta somente orarmos, devemos levar até os nossos conhecidos a palavra de Deus, ora com um folheto, outra com uma Bíblia e com testemunhos de nossa vida pessoal baseada na vivência cristã.
Na primeira carta do apóstolo Paulo a Timóteo, ele nos deixa o ensino da necessidade de orarmos por todos os homens.

“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,
Pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade.
Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso salvador,
que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.
Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.
Para o que [ digo a verdade em Cristo, não minto] fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade.
Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.” (I Timóteo 2)
O apóstolo Paulo nos adverte que devemos orar pelos crentes e também pelos não-crentes. O objetivo é descrito como sendo “para que tenhamos uma vida quieta e sossegada”.
É possível orarmos para nossos irmãos mesmo sem conhecê-los em sua necessidade. No primeiro capítulo de Colossenses, o apóstolo nos ensina como e o que pedir para nossos domésticos na fé.
“Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós.” (Colossenses 1: 3)
Devemos orar para que a gratidão pela fé transformadora seja uma constante em nossas vidas e na de nossos irmãos. Quando saímos da escravidão do pecado para uma vida espiritual respeitada ocorre um resgate de nossas vidas.
“Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.” (Colossenses 1:9)
Pedimos a Deus que ajude  nossos irmãos a entender qual seja a tua vontade. A compreender o que venha a ser o desejo de Jesus Cristo em suas vidas.  E em nossas orações pedimos a Deus que lhes abençoe com a dádiva do entendimento espiritual profundo.
“Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1:10)

O homem natural está numa busca constante por conhecer a si mesmo. Esta sede de autoconhecimento o torna presa fácil para os denominados gurus de auto-ajuda. Mas o homem deve buscar ajuda do alto. A nossa oração deve ser no sentido de solicitar a ajuda de Deus para vivermos para Ele, enquanto nos dá conhecimento de nós mesmos. Peçamos para os nossos conservos mais conhecimento de si mesmo.
A função do conhecimento não é ir se acumulando, mas nos dando uma correta direção de nossas vidas. O conhecimento de Deus não está encoberto ou destinado a poucos, mas, é francamente aberto e acessível a todos, é preciso, contudo, que peçamos a Deus esta sabedoria.
“Pedi, e dar-se vos á, buscai e encontrareis; batei, e abrir-se vos á. Porque, aquele que  pede, recebe; e o que busca, encontra: e, ao que bate, se abre.” (Mateus 7: 7-8)
Mas peçamos com sabedoria.
Voltando ao que podemos pedir a Deus para nossos irmãos:
“Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força de sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo” (Colossenses 1:1)
Nós devemos pedir a Deus que dê perseverança aos nossos irmãos; que lhes abençoe com alegria, força, gratidão e sabedoria.
LEMBRETE:
Graças damos; orando; Fé; amor; orar; conhecimento; vontade; sabedoria; inteligência; espiritual; andar; agradando; corroborados; fortaleza; glória; longanimidade; gozo.

O QUE NOS TRANSMITE A CERTEZA DE QUE DEUS OUVE NOSSAS ORAÇÕES?
1)    Purificação
O cristianismo exige a vivência moral limpa e irrepreensível cujos parâmetros são as Sagradas Escrituras.
Obediência ao Deus soberano e vivência com amor ao próximo. Alcançamos esta purificação através da Fé.  Que há poder no sacrifício vicário, ou seja, a morte de Cristo na cruz em nosso lugar, pagando os nossos pecados. Tornamos-nos puros quando reconhecemos o poder do sangue do cordeiro em nossas vidas.
A igreja foi santificada pela morte de Cristo. Fomos separados para o serviço especial de Deus, mas para isto, devemos nos purificar.  O Cristianismo exige que vivamos uma vida de renúncias às coisas que lhe são incompatíveis.
“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.” (Tito 2: 11-14)
O poder para vivermos uma vida de purificação é obtido pela manifestação do Espírito Santo. É preciso trabalharmos ativamente para Cristo.
2)   
A palavra Fé se liga à confiança em Deus e na sua palavra. Quando começamos a compreender a Bíblia, vemos que ela trata da história de Jesus. Desde o princípio há um plano de Deus (Via Jesus Cristo) para salvar a humanidade das garras do pecado. Falar de Fé é falar de fidelidade a Deus. É depositar nele uma confiança extremada (absoluta), crendo que Le nos direciona para uma vida melhor. As pessoas iam até Le a procura de cura, e Jesus as curava. Positivamente, e fé é uma crença segura e inabalável.
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” ( Hebreus 11:1)
Hodiernamente se confunde a fé com as boas obras, e isto, é algo que remonta aos tempos do Antigo Testamento. As boas obras são o resultado de uma fé positiva. A fé não nos salva. O que nos salva é a graça redentora de Cristo. Mesmo sendo ele o autor e consumador de nossa fé.
A misericórdia de Deus permite a concessão da fé, para que tenhamos um relacionamento com seu filho Jesus. Por meio da fé, Cristo nos ajuda a ser como ele, e então nós passamos da morte para a vida. É importante ressaltar, que mesmo no Antigo testamento, a graça era a base da salvação.
Quando transferimos para as boas obras o motivo da salvação, estamos desacreditando o sacrifício de Cristo. Devemos receber a graça de Deus e deixar que Ele plante a semente da Fé dentro de nosso Ser. Não é possível haver fé sem conversão, pois, a fé é a confiança na obra salvadora e redentora de Cristo.
Converter-se é mudar de vida. É abandonar os caminhos mundanos. Esta fé (confiança) em Cristo faz com que o nosso relacionamento com Deus seja perfeito. E o caminho é só e somente só, pela Fé em Cristo. Devemos orar pedindo a Deus que nos dê a fé verdadeira e genuína.
3)    Vida em União com Cristo
Quando aceitamos a Cristo e o confessamos publicamente pelo batismo, devemos manter uma vida de união com Ele. A vida eterna, que é, uma vida sem fim revestida de qualidades espirituais e bênçãos, deve ser o nosso alvo, e esta vem pela graça de Cristo. Mas enquanto estamos encerrados no homem natural, devemos ter uma vida em união com Cristo.
“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.” (João 4: 14)
Quando alimentamos o nosso interior com a palavra do Evangelho de Cristo, estamos vivendo em união com Cristo. Quando parametrizamos a nossa vida pelo direcionamento do amor de Cristo estamos vivendo em união com Cristo.
“Aquele que crê no filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 4: 36)
4)    Submissão a vontade de Deus
“Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então bastardos e não filhos”. (Hebreus 12: 8)
Ter as orações atendidas requer que andemos em obediência a vontade de Deus. No capítulo 12 do livro de Hebreus, temos um convite à santidade.
Quando nos submetemos a vontade de Deus, estamos nos santificando. Ao obedecermos, devemos orar para que Ele manifeste a vontade dele para as nossas vidas e nos dê o discernimento para entendê-las. Os atos visíveis de obediência e justiça são o resultado de uma fé verdadeira.
Submissão a vontade de Deus, nada mais é, do que cumprir a sua palavra. A palavra de Deus e suas admoestações contidas na bíblia deve ser a bússola do crente.
“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural.” (Tiago 1: 22-23)
A palavra é a mensagem de Deus. Uma vida equilibrada pressupõe oração e palavra. A oração em demasia (sem nenhuma palavra) nos transforma em espiritualistas. A palavra em demasia (sem nenhuma oração) nos transforma em legalistas.
5)    Direção do Espírito Santo
Vamos aprendendo que a vivência cristã é feita de forma a nos aproximar de Deus. Quando nos colocamos sob a direção do Espírito Santo, esta aproximação da santidade fica verdadeira.
O Espírito santo é a terceira pessoa da trindade, e aplica sobre nós ( na vida das pessoas) as bênçãos salvadoras e redentoras.
“Quem crê em mim, como diz a escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do espírito, que haviam de receber os que nele cressem, porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado”. (João 7: 38-39)
A expressão água viva refere-se a vida eterna. Onde o Espírito Santo é aceito traz a vida eterna. Desde o evento de pentecostes descrito em Atos 2, o Espírito Santo está disponível para os crentes fiéis. O Espírito santo é o espírito da verdade, que os crente vêem e conhecem. È o consolador que nos conforta e nos aconselha. É uma pessoa poderosa de Deus Pai, e fica ao nosso lado. Trabalha conosco e batalha por nós. É nosso advogado. Quando enfrentamos uma batalha judicial na vida secular, nós nos deixamos guia pelo nosso advogado. Na via Cristã o Espírito Santo advoga por nós e nos guia, mas respeitando o nosso livre arbítrio, pois ó o faz com nosso consentimento.
6)    Espírito de Perdão
Perdão é a remissão de pena. O ato sacrificial que Jesus realizou na cruz, ao derramar o seu sangue, redimiu do castigo, a humanidade. Contudo, é necessário que aceitemos este perdão, aceitando a pessoa de Cristo. Não há como aceitar a benção e recusar o dono da benção. Para que nossas orações encontrem guarida no Deus misericordioso, é mister que tenhamos um espírito de perdão.
“Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade.” (Miquéias 7:8)
Deus, por sua benignidade e misericórdia, deu seu único filho para morrer no lugar da humanidade. Esta dimensão de perdão, é vertical. A misericórdia divina apaga, remove, anula o castigo que é resultado do pecado cometido.
O sacrifício de Cruz, foi o ato pelo qual Jesus resgatou a nossa dívida. O castigo sofrido na cruz era nosso. Os perdoados estão ligados ao remidor (perdoador) pela fé.
“Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”. (Colossenses 1: 13-14)
Cristo nos tirou. Significa que estávamos em perigo e Deus por sua infinita misericórdia nos resgatou. Nos salvou e nos colocou livre do perigo gerado pelo pecado, que é a perda e a destruição.
Cristo nos tirou da potestade das trevas, ou seja, na vida mundana de concupiscências nós andávamos sob o domínio dos príncipes das trevas, que são de maneira geral os que se opõem à verdade do evangelho. Nesta passagem de colossenses, é um espírito mau.
Esta dimensão vertical do perdão resulta na reconciliação do pecador com Deus. A morte de Cristo Jesus é o sacrifício perfeito, e, ao contrário do Antigo Testamento, não precisa ser renovado. Quando recebemos perdão dos nossos pecados, mudamos de atitude e de vida.
Na esfera humana ou dimensão horizontal, encontra-se o perdão de ofensas. O homem afasta o ressentimento e o desejo de vingança. Onde entra o perdão, temos o resultado do retorno à amizade. O elo de amizade rompido volta a se unir.
Quando realizou o resgate do pecador, Cristo o transportou para o reino de Amor. “O reino do filho do seu amor”, a boa-vontade e ao amor fraternal inspirado por Jesus.
“Antes, sedes uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. (Efésios 4: 32)
Os evangelhos ensinam esta lei do perdão. Na oração do “pai nosso”, Cristo nos ensina. A misericórdia divina deve nos inspirar a perdoar o  nosso próximo. O espírito de perdão torna a nossa oração audível para Deus.
7)    Relacionamento correto com as pessoas
O correto relacionamento com o nosso próximo implica em amá-lo da forma como Jesus nos ensinou. Devemos nos perguntar sempre: E se fosse comigo?
Implica simplesmente em amor.
“Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4: 25)
O que fazíamos antes de sermos resgatados (antes de aceitarmos o perdão) por Cristo não faz mais sentido. Nós nos despimos da velha roupagem e revestimos com a roupa nova concedida pelo Espírito santo. A mentira tem a força para romper a unidade e instalar conflitos, destruindo a confiança. Amar o próximo em todas as áreas do relacionamento humano.
A ORAÇÃO ENSINADA POR JESUS: O PAI NOSSO
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!” (Mateus 6: 9-13)
O outro nome desta oração é “Oração do senhor”. Ela foi ensinada por Jesus aos seus discípulos, e devemos pautar as nossas orações por ela.
Louvamos a deus em primeiro lugar, solicitando que ocorra a instalação do seu reino de amor aqui na terra. Em seguida podemos peticionar, apresentando a Deus as nossas necessidades.
Temos lutas diárias e necessidades diárias que devemos apresentar a Deus todo-poderoso. Quando tomamos Deus por nosso Pai, devemos respeitá-lo duplamente. É Jesus cristo nos falando que Deus é majestade, e, ao mesmo tempo pessoal e amoroso. Nós louvamos a deus na primeira sentença ao declará-lo nosso Pai.
“ Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque, e Jacó no reino dos céus”. (Mateus 8: 11)
A aliança com Abraão nos anuncia o reino de Deus. O coração dos crentes deve estar pleno deste reino. O reino de Cristo será estabelecido completamente quando houver a destruição do mal na terra. Na oração do pai Nosso, nós estamos suplicando para que o reino de Deus se cumpra neste mundo e no que há de vir. Deus é aquele que nos sustenta diuturnamente e devemos confiar a ele a provisão diária de que necessitamos. O “pão nosso de cada dia” é mais do que físico, é o alimento espiritual que necessitamos. Deus nos livra do mal e nos sustenta nos períodos em que somos tentados.
Há ainda a exortação de que devemos perdoar para sermos perdoados. Afirmamos que Glória, poder e majestade pertencem ao Senhor para sempre.
Muito embora o “Pai Nosso” seja o criador, preservador, e o governante, ele cuida de suas criaturas com carinho. Quando nos tornamos filhos, este carinho é especial. Por causa deste cuidado paterno é que o chamamos de Pai. Nós, os salvos em Cristo Jesus, podemos,  apropriadamente chamá-lo de Pai. Nós temos um Deus cujo nome é santo, é santificado. Quando nós aceitamos a Cristo como salvador, nós nos tornamos santificados com Cristo porque perdemos a comunhão com o mundo e nos tornamos comunhão com Deus. O mundo possui arraigado um egoísmo próprio, ao qual nós deixamos, posto que fomos libertos por Cristo, na cruz.
“Santificado seja o teu nome”. Quando realizamos a invocação do nome de Deus, nós chamamos sua pessoa para estar presente, nos abençoando.
“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do pai, e do filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28: 19)
A realização de algo “em nome de Jesus”; é realizado; é feito pelo seu poder, que se faz (está) presente.
“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta-te e anda”. (Atos 3: 6)
Quando oramos “em nome de Jesus”, Ele, junto ao pai, está intercedendo por nós. “Santificado seja o teu nome”. Estamos enfatizando o senhorio total de Cristo, como expressão do próprio Deus. Seus atributos, os seus relacionamentos e manifestações são santos. Ele é santificado, honrado, invocado e revelado.
“Venha o teu reino”. No Novo Testamento, a expressão “Reino” são sinônimas, assumem o significado do “Divino Reino Espiritual”, do “Reino Glorioso do Messias”.
A descrição que sabemos deste reino teocrático é de uma era de ouro, com paz e bem-aventurança. Neste reino, a verdadeira justiça será manifesta.
Neste momento ele existe nos corações dos crentes, ou seja, no coração dos que aceitaram a Jesus Cristo como salvador ele está latente. Nos outros corações, ele precisa ser convidado a entrar, o que é feito e ensinado mediante a evangelização.
“Venha o teu reino”. Neste mundo, o reino de Deus é formado pela comunidade (Igreja/Eklésia) daqueles que recebendo a Jesus como salvador, e graças a ação do Espírito Santo forma a sua igreja. Jesus é a cabeça da igreja.
Conforme dissemos e reafirmamos, o reino de Deus possui duas dimensões: Uma interior no coração dos homens, presente e governando. Uma exterior, revestindo a igreja visível e invisível.
“Seja feita a tua vontade”. Não compete ao homem fazer a vontade humana realizar a obra de Deus. Mas submeter a vontade humana à vontade divina, para que esta se torne um instrumento a serviço de Deus. Que seja realizada, cumprida, a vontade de Deus. Esta vontade divina impera tanto na terra (lugar de homens), como no céu (habitat dos anjos). A junção destas expressões nos dá a idéia do universo.
“Porque foi do agrado do pai que toda a plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”. (Colossenses 1: 19-20)
“O pão nosso de cada dia dá nos hoje”. Nós temos necessidade do alimento físico para mantermos nossa máquina (corpo) funcionando. Mas também,  temos necessidade do pão espiritual. No Antigo Testamento temos os “pães da presença de Deus” ou “pães da proposição”, que eram doze pães (com 2 kg cada) arrumados no santo lugar e simbolizavam a aliança de Deus com as 12 tribos. Estes pães eram trocados no sábado e os sacerdotes comiam os pães mais velhos. Na nossa vida nós temos necessidade do pão espiritual de cada dia. Este pão é a essência, a substância (ousia[2]) que permite nossa existência. O pão que nos sustenta. É a presença diária de Deus nas nossas vidas, da qual, temos premente necessidade. Temos necessidade de que nossas falhas sejam perdoadas. Como seres humanos, estamos sempre devendo alguma coisa. Uma ofensa, uma transgressão que precisa ser reparada. Uma falha no dever moral; uma negligência. “Perdoa nos”. Por causa de nossas ofensas a Deus e consequentemente seu perdão, devemos fazer o mesmo para com nossos irmãos; perdoar.
A vida do crente é um contínuo crescimento espiritual. Nós nãos somos perfeitos, mas, buscamos uma proximidade com a perfeição divina. Existem seduções para o pecado, que por vezes, podem suplantar nossa capacidade de resistência (no nosso estágio atual de crescimento espiritual), por isto, o conselho de Jesus Cristo: Orar para que Deus possa nos livrar do mal.
Mas afinal o que é tentação?
Consiste numa atração para realizar o mal com a esperança de obter prazer ou lucro. Origina-se no tentador, conforme é possível conferir no capítulo 3 do livro de Gênesis. Ou, de dentro do ser humano. A bíblia ensina que nenhum ser humano é tentado além de suas forças. Quando Jesus foi tentado pelo diabo (no deserto) ele venceu, por isto, ele socorre aqueles que são tentados. É dever do crente orar para não ceder à tentação, assim como é, dever do crente socorrer aqueles que caem.
“Livra-nos do mal”. Pedimos que Deus por sua misericórdia livre-nos do mal. Por mal, podemos entender qualquer ação ou coisa que não esteja em harmonia com a ordem misericordiosa de Deus, e ainda, aquilo que do ponto de vista moral está errado. Aquelas ações que ferem a vida e prejudicam a felicidade em Cristo Jesus e que provoca uma desordem no mundo.
“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.” (Romanos 7: 19)
O mal é o pecado. E clamamos a Deus que nos livre do mal.
Clamamos que nos livre do sofrimento: “Disse, porém Abraão: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e agora, este é consolado, e tu, atormentado.” (Lucas 16: 25)
Clamamos que nos livre da desgraça: “ Como está escrito na lei de Moisés, todo aquele mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos a face do Senhor, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades e para nos aplicarmos à tua verdade”. (Daniel 9: 13)
Clamamos que nos livre do dano: “ Este montão seja testemunha, e esta coluna seja testemunha de que eu não passarei este montão para lá e que tu não passarás este montão e esta coluna para cá, para mal.” (Gênesis 31: 52)
Clamamos que nos livre do crime: “O governador, porém, disse: mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja Crucificado! (Mateus 27: 23)
Clamamos que nos livre da calúnia: “Bem aventurados sóis vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa.” (Mateus 5: 11)
O mal é degenerativo, é a impiedade, é aquilo que nos afasta da presença gloriosa de Deus.
“Amém!” O vocábulo que se origina na língua hebraica, significa uma concordância: Assim seja feito; verdadeiramente; é assim; certamente; de fato; com certeza.
Amém é utilizado como um título para Cristo Jesus, nos dando a garantia de que ele cumprirá aquelas promessas e bênçãos prometidas ao seu povo.
“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” (Apocalipse 3: 14)

AS ORAÇÕES DE JESUS.
JESUS ENSINOU A ORAR.
A bíblia nos mostra que, antes de proferir suas orações, Jesus ensinou a orar em seu nome.
“E naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo pedirdes a meu pai, em meu nome, ele vo - lo há de dar.”  (João 16: 23)
“Pedi, e dar-se-vos á, buscai e encontrareis; batei e abrir-se-vos á.” (Mateus 7:7)
Pedir é o mesmo que implorar; requerer ou desejar de forma ardente. No que se refere a Deus, é súplica, é orar a Ele. Peticionar. Pedir é  verbo transitivo direto. Quem pede, pede alguma coisa para alguém. O verbo transitivo exprime a ação que transita do sujeito a um objeto direto ou indireto.
Como sabemos que, não há outro intercessor entre o homem e Deus, senão Jesus. Devemos pedir em nome dele; em nome de Jesus.
Quem pede recebe.
Quem busca encontra.
Quem bate tem abertura.
Mas, é necessário pedir em nome do dono da benção.
Jesus estava ensinando um novo relacionamento entre os crentes e Deus. Se na vigência do pacto antigo os sacerdotes faziam a ligação. Agora, ele surge como um sacerdote eterno. Após a ressurreição o véu que nos separava é arrancado. Os crentes, agora podem chegar diretamente a Deus; inclusive são agora sacerdotes. E sendo a oração uma forma de comunicação com Deus, deve ser feita em nome de Jesus.
Há uma exortação que depõe toda uma linha de pensamento (Teologia da Prosperidade e Confissões positivas) que fala que o crente não sofre.
“Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16: 33)

JESUS OROU POR SI MESMO
“Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora, glorifica o teu filho, para que também o teu filho te glorifique a ti.
Assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quanto lhe deste.
A vida eterna é esta: Que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.
E, agora, glorifica-me tu, ó pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” (João 17: 1-5)
Durante a leitura da bíblia e pelo contexto cultural da época, verificamos que Jesus era experimentado em orações e jejuns. Às v´[esperas da consumação de sua obra aqui na terra, ele ora a Deus pai solicitando por sua ajuda. Cristo nos dá o ensinamento sobre como obter a vida eterna. É conhecer a Deus por intermédio de seu filho Jesus. É exigência da vida eterna, um relacionamento pessoas e muito próximo com deus.
Ao aceitarmos a Cristo como Salvador; ao renunciarmos à nossa vida mundana de pecados, somos inundados pelo amor de Cristo que passa a morar em nós através do Espírito Santo.
A petição de Jesus é que tenha seu lugar restaurado (de honra e autoridade)  junto ao trono de Deus. Sabemos que ele teve esta oração atendida, pois ressuscitou e ascendeu aos céus, bem como, temos o testemunho de Estevão.
“E disse: Eis que vejo os céus abertos e o filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (Atos 7: 56)
Nós aprendemos a importância de glorificarmos a Deus. Aprendemos ainda, que Jesus tem poder sobre a natureza humana, podendo dar a vida eterna.
JESUS OROU POR SEUS DISCÍPULOS
“Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mo destes, e guardaram a tua palavra.
Agora, já tem conhecido que tudo quanto me deste provém de ti,
Porque lhes dei as palavras que me deste; e eles a receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste.
Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado.
E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti.
Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a escritura se cumprisse.
Mas, agora, vou para ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.
Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
Não peço que os tires do mundo, mas que o livres do mal.
Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
Santifica-s na verdade; a tua palavra é a verdade.
Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.” (João 17: 6-19)
Cristo manifestou aos homens a presença viva de Deus. Através do filho nós pudemos conhecer o Pai. No capítulo 1, o apóstolo João ensina o que Cristo confirmou em sua oração.
“Deus nunca foi visto por alguém. O filho unigênito, que está no seio do pai, este o fez conhecer.” (João 1: 18)
Várias passagens bíblicas ensinam que, é através de Jesus Cristo que conhecemos a Deus. Ele tornou Deus conhecido, revelou. Mostrou-nos o poder divinal. Nos fomos dados ao filho pelo pai.
“Tudo o que o pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6: 37)
A oração é em favor dos que naquele momento aceitaram  e reconheceram a Cristo como enviado pelo Pai. Ainda hoje, há uma guerra entre o mundo e os cristãos, isto, devido aos choques de valores e da forma de pensar. Cristo, sabedor das dificuldades que viriam, pede a Deus que, “livre do mal” as suas ovelhas.
Aprendemos que nós não somos do mundo, e somos santificados pela verdade que está contida nas Sagradas Escrituras. Isto é questão de Fé.
JESUS OROU PELOS FUTUROS CRENTES

“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, par que sejam como nós somos um.
Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim.
Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da criação do mundo.
Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.” (João 17: 20-26)
Todos os futuros seguidores de Jesus Cristo foram incluídos nesta oração. Ele roga a Deus em nosso favor: unidade, proteção e santificação.
Obtemos confiança para trabalhar para Jesus, quando nos tornamos sabedores que fomos alvos de sua oração.
Nós cristãos devemos orar por outros cristãos. A vida cristã deve ser um exemplo, um diferencial num mundo de valores relativos e de mudanças de valores. O verdadeiro crente em Jesus Cristo possui qualidades, que no mundo moderno estão difíceis de encontrar: não fofocar sobre os outros; dedicar-se ao ensino; trabalhar em equipe com humildade; evita divisões.
Sendo Jesus a videira, cada cristão é um ramo desta videira, que se interliga a todos os outros, formando uma unidade. Este foi um dos clamores de Jesus ao pai. Quando nos tornamos fiéis participantes do corpo de Cristo, e entramos na unidade cristã, nós não podemos ser “roubados” dele, pois estamos também na mão do deus todo poderoso.
O “ministério particular de Cristo” é aqui encontrado, fazer o nome de Deus conhecido no coração de cada ser humano.
Estas orações de Jesus Cristo nos revelam a intimidade existente entre Deus pai e deus filho. A entrada par o coração de Deus é crer em seu filho Jesus.


CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORAÇÃO
1)    Para Vencer a tentação:
“ E, voltando para os discípulos achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26: 40-41)
2)    É possível muda a resolução divina através da oração:
“Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o juiz de toda terra?” (Gênesis 18: 25)
3)                Devemos pedir em acordo com a resolução de Deus e aguardar a resposta:
“ E foi-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou ao seu lugar.” (Gênesis 18: 33)
4)    Devemos pedir sem receio ou temor:
“E Isaque orou instantemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.” (Gênesis 25: 21)
5)    Deus tem respostas para nossa oração:
“(...) E Rebeca sua mulher, concebeu.” (Gênesis 25: 21b)
6)    A nossa preocupação deve ser transformada em oração:
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de deus, pela oração e súplicas com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4: 6-7)
7)    A oração deve vir seguida e balanceada com nossa ação:
“Então, disse o Senhor a Moisés: Porque clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” (êxodo 14: 15)
8)    Devemos orar e não murmurar:
“Então, contendeu o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Porque contendeis comigo? Porque tentais ao Senhor?”(Êxodo 17:2)



9)    A nossa oração muda atitudes e muda também acontecimentos:
“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.” (Atos 12:15)
“E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão, e, tocando a Pedro no lado, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! E caíram-lhes das mãos as cadeias”. (Atos 12: 7)
10)  Devemos pedir o que realmente desejamos, pois a nossa oração muda atitudes e acontecimentos.
“E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e disseram: Quem nos dará carne a comer?” (Números 11:4)
11)  A oração ajuda-nos a lembrar da Bondade de Deus:
“Quando, pois, tiveres comido e fores farto, louvarás ao Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu.” (Deuteronômio 8: 10)
12)  Tomemos Josué como exemplo ao orarmos:
“Então, Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o seu rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pós sobre as suas cabeças.” (Josué 7: 6)
13)  Por que Deus (por vezes) não responde as nossas orações:
“Samuel disse a Saul: Porque me desinquietaste, fazendo-me subir? Então, disse Saul: Mui angustiado estou, porque os Filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim e não me respondes mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer.” (I Samuel 28: 15)
OBS: Este Samuel era falso, pois Saul havia consultado uma pitonisa de En-dor. Esta passagem mostra que podemos incorrer em erro travestido de oração.
14)  Sentimentos de culpa não devem impedir-nos de orar:
“Então, Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Jeová, peço que te lembres de mim e esforça-me agora, só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos Filisteus pelos meus dois olhos.” (Juízes 16: 28))  


15)  Devemos orar quando nos sentimos desencorajados:
“Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente.” (I samuel 1: 10)
16)  Devemos ter cuidado com o que prometemos a Deus quando orarmos:
“E votou um voto dizendo: Senhor dos exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.” ( I Samuel 1: 11)
17)  Não podemos pecar, deixando de orar pelos outros:
“ E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito.” ( I Samuel 12: 23)
18)  Nossa oração pode refletir um desejo...
“Então, entrou o rei Davi, e ficou perante o Senhor e disse: Quem sou eu, Senhor Deus? E qual é a minha casa que me trouxeste até aqui?
E ainda isso, ó Deus, foi pouco aos teus olhos; pelo que falaste da casa de teu servo para tempos distantes; e proveste-me, segundo o costume dos homens, com esta exaltação, ó Senhor Deus. Que mais te dirá Davi, acerca da honra feita a teu servo? Porém tu bem conheces o teu servo.
Ó Senhor, por amor do teu servo e segundo o teu coração, fizeste todas essas grandezas, para fazer notórias todas essas grandes coisas!
Senhor, ninguém há como tu, e não há Deus além de ti, conforme tudo quanto ouvimos com nossos ouvidos.” (I Crônicas 17: 16-20)
OBS: Davi desejou edificar o templo mas Deus não permitiu.
19)  Deus pode nos dar uma resposta negativa:
“ E disse Davi a Salomão: Filho meu, quanto a mim, tive em meu coração o edificar casa ao nome do senhor, meu Deus. Porém a mim a palavra do Senhor veio, dizendo: Tu derramaste sangue em abundância e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome; porquanto muito sangue tens derramado na terra, perante a minha face.Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe ei de dar de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome, e paz e descanso darei a Israel nos seus dias.Este edificará casa ao meu nome; ele me será por filho, e Eu a ele por pai; e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel, para sempre.” (I Crônicas 22: 7-10)
20)  Ao orarmos devemos pedir a deus...
“O Senhor, nosso Deus, seja conosco, como foi com nossos pais; não nos desampare e não nos deixe, inclinando a is o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos e para guardar os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos que ordenou a nossos pais.
E que estas minhas palavras com que supliquei perante o Senhor estejam perto, diante do Senhor, nosso Deus, de dia e de noite, para que execute juízo do seu servo e o juízo do seu povo de Israel, a cada qual no seu dia, para que todos os povos da terra saibam que o Senhor é Deus e que não há outro. (I Reis 8: 57-60)
21)  Podemos orar, mas nem sempre devemos esperar por respostas imediatas.
“E o senhor apareceu de noite a Salomão e disse-lhe: Ouvi tua oração e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifícios.” (2 Crônicas 7: 12)
22)  Com oração é possível salvar outra nação.
“ E aconteceu que Ezequias, tendo-o ouvido, rasgou as suas vestes, e se cobriu de pano de saco, e entrou na casa do Senhor.
Então, enviou a Eliaquim, o mordomo, e a Sebna o escrivão, e aos anciãos dos sacerdotes cobertos de pano de saco, ao profeta Isaias filho de Amoz; os quais disseram-lhe: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, e de vituperação, e de blasfêmia; porque os filhos chegaram ao parto, e não há força para os ter.
Bem pode ser que o Senhor, teu Deus, ouça todas as palavras de Rabsaqué, a quem enviou o seu Senhor, O Rei da Assíria, para afrontar o Deus vivo e vituperá-lo com as palavras que o Senhor teu Deus, tem ouvido; faze, pois, oração pelo resto que se acha.
E os servos do Rei Ezequias vieram a Isaias.
E Isaias lhes disse: Assim direis a vosso Senhor: Assim diz o Senhor: Não temas as palavras que ouvistes, com as quais os servos do Rei Assíria me blasfemaram.
Eis que meterei nele um espírito e ele ouvirá um ruído e voltará para a tua terra, à espada o farei cair na sua terra”. ( 2 Reis 19: 1-7)
23)  A oração pode nos aproximar de Deus.
“ E orou Ezequias perante o Senhor e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.
Inclina, Senhor, o teu ouvido e ouve; abre, Senhor os teus olhos e olha: E ouve as palavras de Senaqueribe, que ele enviou para afrontar o Deus vivo. Verdade é, ó Senhor, que os reis da Assíria assolaras as nações e as suas terras.
E lançaram os seus deuses no fogo, porquanto deuses não eram, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.
Agora,pois, Ó Senhor, nosso Deus, sê servido de nos livrar da sua mão; e assim saberão, todos os reinos da terra que só tu és Deus o Senhor Deus.” (2Reis 19: 15-19)
24)  Uma oração pode nos perpetuar na lembrança das gerações futuras.
“ E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe chamou o seu nome Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei a luz.
Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo e meus termos amplificares, e atua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja aflito! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. (I Crônicas 4: 9-10)
25)  A nossa oração deve ser sincera e séria.
“Nós, pois, jejuamos e pedimos isso ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.” (Esdras 8:23)
26) A nossa oração deve ser espontânea.
“O Rei me disse: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus.” (Neemias 2: 4)
27) Nós devemos orar por nossos filhos
“Sucedia, pois, que tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jô, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; poruqe dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.” (Jó 1:5)
28) Devemos orar e também nos preparar.
“Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles.” (Neemias 4:9)
29)  Quando temos certeza da resposta à nossa oração alcançamos a paz.
“E eu me deitei e dormi, acordei, poruqe o Senhor me sustentou.” (Salmo 3:5)
30)  Deus não escolhe qual ou quais orações irá ouvir, ouve todas.
“Sabei, pois, que o Senhor separou para si aquele que lhe é querido; o Senhor ouvirá quando eu clamar a Ele”. (Salmo 4:3)
31)  Mesmo na atribulação devemos evitar o pecado, e orar.
“Perturbai-vos e não pequeis, falai com o vosso coração sobre a vossa cama e calai-vos.” (Salmo 4:4)
32)  Através da oração descobrimos o segredo de um relacionamento próximo com Deus.
“Dá ouvidos as minhas palavras, Ó Senhor; atende a minha meditação.
Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei.
Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei.
Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal.” (Salmo 5: 1-3)
33)  Mesmo sentindo que Deus está longe de nós devemos orar.
“Porque te conservas longe, Senhor? Porque te escondes nos tempos de angústia?” (Salmo 10:1)
34) Nós devemos orar e também louvar, e por vezes, passar imediatamente da oração para o louvor.
“Porque estranhos se levantaram contra mim, e tiranos procuraram a minha vida; não põem a Deus perante seus olhos. Eis que Deus é meu ajudador; o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma.” (Salmo 54: 3-4)
35)  A nossa oração é uma arma contra o mal.
“De tarde, e de manhã, e ao meio dia, orarei; e clamarei, e Ele ouvirá a minha voz.” (Salmo 55:17)
36)  A oração libera a tensão do estresse.
“Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem minha esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado.” (Salmo 62: 5-6)
37)  A nossa oração coloca o nosso foco em deus.
“Clamei a Deus com a minha voz; a Deus levantei a minha voz, e Ele inclinou para mim os ouvidos.” (Salmo 77:1)


38)  Nós devemos orar de forma intercessória.
“Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam.
Haja paz dentro de teus muros e prosperidade dentro dos teus palácios.
Por causa dos meus irmãos e amigos, direi haja paz em ti!
Por causa da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem.” (Salmo 122: 6-9)
39)  Algumas pessoas tem receio de falar com Deus.
“Acaz, porém disse: Não o pedirei, nem tentarei ao Senhor.” (Isaias 7:12)
40)  A oração pode de fato mudar os acontecimentos.
“Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele Isaias, filho de Amós, o profeta, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.
Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor.
E disse: Ah! Senhor, lembra-te, peço te, de que andei diante de ti em verdade e com coração perfeito e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo.
Então, veio a palavra do Senhor a Isaias, dizendo: Vai e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; e eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos.” (Isaias 38: 1-5)
41)  Quando estiver em meio ao pânico ore. Ore ao Senhor Deus dos exércitos.
“E Daniel entrou e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que pudesse dar a interpretação.
Então, Daniel foi para a sua casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus dos céus dos céus sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com os restos dos sábios da Babilônia.” (Daniel 2: 16-18)  
42) E quando deus responde, qual deve ser a nossa atitude?
“Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu.
Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.
Ó Deus de meus pais, eu te louvo e celebro porque me deste sabedoria e força; e agora, me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.”
43)  Orar requer disciplina.
“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém) e, três vezes no dia se punha de joelhos, e orava e dava graças, diante do seu deus, como também antes costumava fazer.” (Daniel 6:10)
44)  Nós devemos e podemos orar em qualquer lugar e a qualquer tempo.
“E orou Jonas ao Senhor, seu deus das entranhas do peixe.
E disse: Na minha angústia, clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.” (Jonas 2: 1-2)
45) Não devemos usar a oração para parecermos santos.
“E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. (Mateus 6:5)
46)  A oração deve ser entre você e Deus.
“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu pai, que vê o que está oculto te recompensará.” (Mateus 6:6)
47) A oração não deve ser uma repetição superficial.
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. (Mateus 6:7)
48) Devemos ser persistentes na oração.
“Perseverai em oração, velando nela com ação de graças.” (Colossenses 4:2)
49) Deus conhece nossas necessidades...
“Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes.” (Mateus 6:8)


50)  A oração do Senhor.
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome.
Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia dá nos hoje.
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores
E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre amém!” (Mateus 6: 9-13)
51)  Devemos orar com discernimento, para pedir as coisas certas.
“ E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?
E, pedindo lhe peixe, lhe dará uma serpente.” (Mateus 7:9-10)
52)  Deus toma atitudes em relação a nossa oração.
“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso pai, que estás nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11)
53)  Ao orarmos devemos confiar no Espírito Santo.
“Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu pai, que estás nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus 18:19-20)
54) Quando oramos o que podemos pedir? Podemos pedir qualquer coisa?
“Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence concedê-lo, mas isso é para aqueles a quem está reservado.” (Mc 10: 38-40)
55) Devemos encontrar tempo para orar.
“E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e fopi para um lugar deserto, e ali orava.” (Marcos 1:35)
56) Uma oração eficiente possui chaves que devem ser adquiridas.
“ E disse lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.” (Marcos 9: 29)

57) Existem orações com condições.
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em deus, porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que recebereis e tê-lo eis.” ( Marcos 11: 22-24)
58)  Jesus orou no Getsêmani.
“E tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. E disse: Aba pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.”
59)  Deus responde as nossas orações.
“mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará a luz um filho, e lhe porás o nome de João.” ( Lucas 1:3)
60)  Antes de tomarmos decisões importantes devemos orar.
“E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte  a orar e passou a noite em oração a Deus.” (Lucas 6: 12)
             “ Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e aterra produziu o seu fruto.” ( Tiago 5: 17-18)
61)  A oração nos coloca debaixo de potente mão de Deus. (Sob o controle de Deus).
“E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque sai dele virtude que curava a todos.” (Lucas 6: 19)[3]
62)  A oração é importante na evangelização.
“E dizia lhes: Grande é, em verdade, a Seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois ao senhor da seara que envie obreiros para a sua seara.” (Lucas 10: 2)
63) Orar constantemente é preciso.
“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer, “ (Lucas 18:1)

64)  Extraia lições da mais longa oração de Jesus, olhe para os céus.
“Depois de assim falar, Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o Filho te glorifique;
 assim como lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos aqueles que lhe tens dado.
  E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.
  Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.
  Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.
  Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus, e tu mos deste; e guardaram a tua palavra.
  Agora sabem que tudo quanto me deste provém de ti;
  porque eu lhes dei as palavras que tu me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste.
  Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me tens dado, porque são teus;
  todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado.
  Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
  Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.
  Mas agora vou para ti; e isto falo no mundo, para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos.
  Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
  Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.
  Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
  Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.
  Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviarei ao mundo.
  E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.
  E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;
  para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
  E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um;
  eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.
  Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.
  Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheço; conheceram que tu me enviaste;
  e eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer ainda; para que haja neles aquele amor com que me amaste, e também eu neles esteja”.  (João 17)

65)  Devemos orar pelos outros como Jesus orou por nós.
“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra hão de crer em mim.” (João 17: 20)

66)  Devemos usar a oração para tomar decisões.
“Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.
E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago.
Todos estes perseveravam unanimente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos.” (Atos 1: 12-14)

67)  As orações dos crentes primitivos devem servir de exemplo para nós.
“E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a deus e disseram: Senhor, tu és o que fizeste o céu, e a terra, e o mar, e tudo o que neles há; que disseste pela boca de Davi, teu servo: Porque bramaram as gentes, e os povos pensaram coisas vãs?
Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma contra o Senhor e contra o seu ungido.
Porque, verdadeiramente, contra o teu santo filho Jesus, que tu ungistes, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado se havia de fazer.
Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que falem com toda ousadia a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu santo filho Jesus.
E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” (Atos 4: 24-31)

68)  Não fiques surpreso quando deus responder.
“E, considerando ele nisso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.
E, batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar.
E, conhecendo a voz de Pedro, de alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta.” ( Atos 12: 12-14)

“Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós em minhas orações que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.” ( Romanos 1: 9-10)

69)  A resposta de Deus vem na hora certa.
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gálatas 4: 4-5)
70)  Nós devemos orar pelos outros (intercessão).
“Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;
Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade com gozo, dando graças ao pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz.
Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados.” (Colossenses 1: 9-14)

71)  Nossa oração correta tem poder.
“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelo reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade.
Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.
Porque há um só deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. (I Timóteo 2: 1-6)

72) Devemos orar pelos líderes do Governo.
(I Timóteo 2: 2)

73) Há situações que prejudicam as orações.
“Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.” ( I Timóteo 2: 8)

74) Devemos orar em reverência, mas, com uma certeza intrépida.
“ Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, afim de sermos ajudado em tempo oportuno.” ( Hebreus 4: 16)

75) Devemos orar pelos líderes cristãos.
“Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.” (Hebreus 13: 18)

76) Nossas orações enfrentam problemas mais comuns do que pensamos.
“Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” ( Tiago 4: 2-3)

77)  A oração é parte do processo de cura que é oferecido por Deus.
“Esta alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tiago 5: 14-15)
78) A oração deve tomar o lugar da vingança.
“E, finalmente, sedes todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis, não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a benção.” ( I Pedro #: 8-9)

79)  Devemos orar sobretudo pela vontade de Deus, isto é primordial numa vida de oração.
“E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. (I João 5: 14-15)

80)  Podemos orar pelas iniqüidades de nossos irmãos.
“Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para a morte, orará, e Deus dará vida àqueles que não pecarem para a morte.
Há pecado para a morte, e por esse não digo que ore. Toda iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para a morte. (I João 5: 16-17)

A ORAÇÃO DE JONAS

“E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, lá das entranhas do peixe;
  e disse: Na minha angústia clamei ao senhor, e ele me respondeu; do ventre do Seol gritei, e tu ouviste a minha voz.
  Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim.
  E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; como tornarei a olhar para o teu santo templo?
  As águas me cercaram até a alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça.
  Eu desci até os fundamentos dos montes; a terra encerrou-me para sempre com os seus ferrolhos; mas tu, Senhor meu Deus, fizeste subir da cova a minha vida.
  Quando dentro de mim desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
  Os que se apegam aos vãos ídolos afastam de si a misericórdia.
  Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz de ação de graças; o que votei pagarei. Ao Senhor pertence a salvação.
  Falou, pois, o Senhor ao peixe, e o peixe vomitou a Jonas na terra.” (Jonas 2)

            O que aprendemos com o profeta Jonas a respeito da oração, é que, não existe um lugar específico para orar e tampouco um horário apropriado. Podemos fazê-lo a qualquer hora e lugar, que Deus nos ouve. Ele inclina os seus ouvidos para as nossas orações.
            Não existe, para o bondoso Deus, pecado que seja grande em demaisa, ou situação que seja difícil ao extremo.
            A oração de Jonas é tida por estudiosos da Bíblia, como uma oração de Ação de Graças e não como uma petição. O profeta agradece a Deus por não ter morrido afogado. A forma surpreendente pela qual ocorre sua libertação o assombra por ter escapado da morte certa e iminente.
            Outro aspecto que podemos considerar é a facilidade com que o homem esquece-se de Deus quando as coisas vão bem. Quando a nossa vida caminha “às mil maravilhas” temos como certa a presença de Deus em nossas vidas. Mas quando passamos por alguma dificuldade clamamos por ele.
            O que gera este tipo de comportamento?
            Uma vida espiritual e inconstante, permeada por momentos “altos” e momentos “Baixos”.
            Precisamos procurar um compromisso com deus dia após dia. A chave de um relacionamento que seja sólido, firme, (com Deus) é o compromisso diário, cultivado através do louvor, da adoração e sobretudo através da oração de gratidão. O segredo para uma vida espiritual forte é uma busca constante por Deus, quer nos momentos ruins e também nos bons.
            Quantas vezes nos esquecemos de que a misericórdia divina nos acompanha. Se nos afastamos de Deus, ele se afasta de nós. Este é o maior sofrimento humano, a ausência de Deus em nossas vidas. Não devemos nos esquecer de fazer um estudo completo do livro de Jonas, pois a sua mensagem é que o genuíno arrependimento pode mudar o juízo de Deus, mesmo tendo este juízo sido profetizado.
            E por onde começar?
            Que tal por uma oração sincera e uma conversão?
            Que tal pelo abandono das práticas pecaminosas?
            Que tal pelo agradecimento?
            Deus perdoou os marinheiros pagãos e o povo ninivita.
A ORAÇÃO DE JONAS É AÇÃO DE GRAÇAS.
Quando começamos a ler o capítulo 2 do livro de Jonas, por vezes não atentamos nas formas verbais da poesia que é esta porção bíblica. Mesmo na língua portuguesa podemos ver a poesia inerente aos escritos guardados nas sagradas escrituras.
“E orou Jonas ao Senhor, seu deus, das entranhas do peixe.
E disse: Na minha angústia, clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.” ( Jonas 2: 1-2)
            O profeta estava orando no interior das entranhas do peixe. Podemos pensar como, fazer uma oração de agradecimento na situação difícil em que estava?
            Mas vemos aqui a demonstração de confiança do profeta Jonas no Deus de Israel. Jogado do navio, podemos imaginar que o profeta lutou por instantes ou horas em meio às águas.
            A primeira oração de Jonas não vem escrita no capítulo. Mas quando analisamos os tempos verbais temos: Clamei, respondeu, gritei, ouviste.
Estão todos no Pretérito Perfeito.
            Imaginemos as procelosas ondas que cobriam o profeta, que o lançavam de um lado para outro. Imaginemos a ausência de luz e até mesmo a água penetrando lhe nos pulmões. Inobstante a isto, em sua luta o profeta grita. Já não é mais a oração silenciosa no templo, ou no silêncio do aposento, mas a oração bradada na dificuldade.
            Estudiosos denominam o livro de Jonas, de “Atos do Antigo testamento”. Temos nesta porção bíblica a demonstração nítida da misericórdia divina para com aquelas pessoas que o buscam em humildade e sinceridade.
            Mesmo que a conhecida “alta Crítica” rejeite este livro por causa da dificuldade do grande peixe, é um exemplo de Fé, a oração de Jonas. Sabemos que deus é infinitamente poderoso a ponto de parar o sol e abrir o mar. Em contraponto a estas altas críticas teológicas, temos o tratamento que o próprio Cristo deu ao livro de Jonas, vendo o como histórico.
“Então alguns dos escribas e dos fariseus, tomando a palavra, disseram: Mestre, queremos ver da tua parte algum sinal.
Mas ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas;
pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.
Os ninivitas se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui quem é maior do que Jonas.” (Mateus 12: 38-40)
     
      A oração do profeta Jonas afirma a fidelidade. Afirma a disponibilidade de Deus. Podemos perceber que “nada pode separar de Deus alguém que lhe pertence, e que nenhuma situação pode impedir uma oração sincera de ser ouvida pelo Senhor.

“quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Romanos 8: 35)

“Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação.” (Tiago 5: 16)

      Como dissemos, esta é uma oração de ação de graças e não uma petição por libertação. A libertação ocorreu com o envio do grande peixe. Aprendemos que podemos orar em qualquer lugar e em qualquer hora, certo de que sempre somos ouvidos por Deus.

“Quando desfalecia em mim a minha alma, eu me lembrei do Senhor”. (Jonas 2:7a)

            Será que estamos agindo igual a Jonas? Quando tudo na vida vai bem nós consideramos a presença de Deus como algo certo. E quando vai mal nós clamamos por ele.
            Não adianta encobrirmos aqui a desobediência nítida do profeta. A desobediência é explícita em Jonas 3: 2. Mas o profeta resolveu voltar aos braços de Deus através da obediência à sua palavra.
A ORAÇÃO DE NEEMIAS
O fundamento do concerto é o arrependimento. O significado do nome Neemias é “Jeová conforta”. Por esta tradução vemos que a oração é um bálsamo confortador que nos liga ao todo poderoso Deus. A oração é a ligação para aquele que é mais do que todas as espécies de amizade existente. Quando iniciamos a leitura do livro deste servo de Deus, vemos logo no primeiro capítulo que Neemias foi um homem de oração, e mais ainda, de ação.
Neemias começa nos falando que chorou e lamentou. Que jejuou e orou perante o Deus dos céus, e, isto por alguns dias.
 “ Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu,
e disse: Ó Senhor, Deus do céu, Deus grande e temível, que guardas o pacto e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos:
Estejam atentos os teus ouvidos e abertos os teus olhos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos;
na verdade temos procedido perversamente contra ti, e não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a teu servo Moisés.
Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a teu servo Moisés, dizendo: Se vós transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos;
mas se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.
Eles são os teus servos e o teu povo, que resgataste com o teu grande poder e com a tua mão poderosa.
Ó Senhor, que estejam atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que se deleitam em temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. (Era eu então copeiro do rei.)”  (Neemias 1: 5-11)

      O povo estava esquecido de Deus, já não o estimava como dantes. Como sabemos, o pior sofrimento humano é justamente o sentimento de ausência do Deus vivo. Jerusalém em ruínas era a prova física do descaso do povo.

      Neemias se insere na responsabilidade pelos pecados cometidos pelo povo. Mesmo sendo um homem íntegro, ele chamou para si a responsabilidade. Quantas vezes nos isentamos da responsabilidade? Quantas vezes negligenciamos nossa culpa?
      Quantas vezes iniciamos uma tarefa sem orarmos a Deus?
     
      Para entendermos a importância desta oração em que Neemias coloca-se nas mãos do deus altíssimo, é preciso que estudemos o livro de Esdras. O que faremos aqui é um pequeno esboço.
      Neemias se desenvolve enquanto acontecimento, por nós conhecido, no vigésimo ano do reinado de Artaxexes I, o que se dá por volta de 445 a. C. Um exemplo de ação sem a orientação divina pode ser vista em Esdras 4: 21,“Agora, pois, daí ordem a fim de que aqueles homens parem o trabalho e não se edifique aquela cidade, a não ser com autorização minha.”, quando o próprio rei mandou que cesasse a edificação do muro. Por isso, o que havia sido feito foi destruído pelos vizinhos do norte e colocado fogo nos portões recém construídos da cidade. Esta notícia chega a Neemias que se entristece. Como o cerne de nosso estudo é a oração, aconselhamos os amados em Cristo a estudarem o livro para verem o resultado.
      O âmago da oração de Neemias é a confissão de pecados. Para ele, a derrubada e o incêndio dos portões e do muro não eram simplesmente algo resultante de ações políticas ou militares. Prova disto é a permissão alcançada para realizar a obra. Mas, estes fatos destruidores , eram antes de tudo, um castigo de Deus por causa da impiedade dos pecados do povo.
      Ora, Neemias era justo e correto, e mesmo assim, não se furtou em se colocar como igual na responsabilidade.        

“Estejam atentos os teus ouvidos e abertos os teus olhos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando eu os pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos;” (Neemias 1:6)

Quando lemos:
“Quando te sobrevierem todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que pus diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações para onde o Senhor teu Deus te houver lançado,
e te converteres ao Senhor teu Deus, e obedeceres à sua voz conforme tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, de todo o teu coração e de toda a tua alma,
o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todos os povos entre os quais te houver espalhado o senhor teu Deus.
Ainda que o teu desterro tenha sido para a extremidade do céu, desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e dali te tomará;
e o Senhor teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais.”( Deuteronômio 30: 1-5)
Percebemos a misericórdia de Deus para os que se arrependem. Neemias como grande estudioso que era, pois o cargo que ocupava indicava isto, e além de tudo remanescente fiel a Deus, conhecia esta promessa e em sua oração lembra-a a Deus. Embora seja desnecessário lembrar a Deus suas promessas, nada impede que em nossas orações mencionemos as Sagradas Escrituras. E este servo de Deus se lembra da Graça redentora por Deus prometida ao povo. Ele coloca francamente o seu intento na sua oração. “Ó Senhor, que estejam atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que se deleitam em temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. (Era eu então copeiro do rei.)” (Neemias 1:11)
      Mas, este jejum e esta oração, este choro e este lamento durou cerca de quatro meses. Como sabemos disto? O mês de Quisleu (Ne 1:1) é tido como os meados dos nossos atuais Novembro e Dezembro; e o mês de Nizã (Ne 2:1) como meados de Março a Abril. Aprendemos sobre perseverança.
            Como informação, na Igreja em que congrego, o 4º trimestre de 2011 foi dedicado ao estudo ao estudo do Livro de Neemias. Tendo como título “Neemias integridade e coragem em tempos de crise” realizamos estudos enriquecedores para a vida Cristã. Dentre outras verdades práticas, extraímos, “Quando o povo de Deus arrepende-se de seus pecados, além de receber o perdão divino começa a viver uma fase de copiosas bênçãos.”

PRINCÍPIOS DE ORAÇÃO

“E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço,
visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra?
Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.
Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei.
Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante do Senhor.
E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio?
Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão?
Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?
Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.
Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei.
Disse Abraão: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta.
Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Senhor. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei.
Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Senhor, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Senhor: Por causa dos dez não a destruirei.
E foi-se o Senhor, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar.” (Gênesis 18: 17:33)


Quando intercedemos por outras pessoas, podemos fazer com que Deus proveja libertação em determinadas situações, ou que poupe de seu juízo ao pecador dando oportunidade para que se arrependa. Os pais devem orar constantemente por seus filhos, colocando-os sob a mão protetora de Deus. Não devemos nos esquecer, contudo, que o grande convencedor da necessidade de Deus é o Espírito Santo.
Temos nesta passagem o aprendizado da promessa que Deus fez a Abraão de que as Nações seriam abençoadas através dele. É aceitável que Le orasse pelo seu parente próximo, no entanto ele orou por toda a cidade de Sodoma.

O servo de Deus que nos lê, não deve pensar que nossas orações farão Deus mudar de idéia (se Ele não quiser), mas pode mudar a nossa forma de pensar. Deus é bondade, mas também é justiça. A oração tem a primazia de nos fazer compreender um pouco mais os desígnios de Deus.
Através de nossas orações nós podemos pedir qualquer coisa para Deus. Mas devemos entender que as respostas dele são dentro de sua própria ótica. Deus não vê o mundo como nós vemos. Além disto, temos que primar pelos pedidos de natureza espiritual. É preciso atentar para o fato de que as respostas do deus altíssimo não se enquadrarão sempre em nossas expectativas. Lembre-se que Deus é onisciente e, portanto conhecedor de toda a nossa história. Será que ao ouvirmos uma resposta diferente da esperada, estamos fazendo-nos de surdos para a resposta de Deus.
A criatura deve ser grata ao criador pela sua justiça, e nós devemos ser gratos por não sofrermos a mesma justiça de Sodoma.
Inúmeras vezes somos como Ló, falhamos em dar testemunho para a nossa família. Neste momento precisamos da ajuda de um intercessor. Com o sacrifício perfeito de Jesus, ganhamos o único intercessor, intermediador entre a humanidade e Deus. Jesus, o sacerdote eterno intercede por nós junto ao Pai. A oração é o elo de ligação, pelo meio do qual levamos a ele nossas petições e gratidões.
É preciso lembrar que o pecado dos Sodomitas havia atingido o ponto máximo e o soberano Deus estava na iminência de castigá-los. O que aprendemos com a intercessão de Abraão é que este, sendo amigo de Deus, era por conseqüência dos homens. Não há como sermos inundados do Amor de Deus e perdermos o Amor pelos pecadores. À semelhança de Deus, Abraão não amava o pecado e sim os pecadores.
O que proporcionou a Abraão a primazia de ter sido comunicado dos planos de Deus, foi uma comunhão com ele obtida através da oração. O conselho do Senhor é para aqueles que o temem, e ele lhes faz saber o seu pacto. (Salmo 25:14)
      Ao orar de forma intercessória pelos Sodomitas, o patriarca coloca-nos (como aprendizado) uma questão que atravessa gerações e nos alcança.
     
      Como Deus sendo um juiz justo poderia castigar os bons juntamente com os maus?
      Quando fazemos uma análise da oração de Abraão pelos sodomitas tiramos alguns aspectos:
A)   Combinação de destemor com devoção;
B)   Consideração do caráter de Deus e de sua justiça;
C)   Persistência;
D)   Confiança (deixando os resultados na mão de Deus).
O retrato do “justo Ló” é semelhante ao do crente que se deixa contaminar pelas belezas materiais do mundo e se despe aos poucos da sua armadura espiritual.
Se existe uma fórmula para o crescer espiritual, ela é representada pela junção de ORAÇÃO E PALAVRA.  A chave do avivamento genuíno é oração e palavra.
Ainda podemos mencionar a oração do patriarca por Abimeleque, pedindo e conseguindo que Deus abrisse as madres da mulher e servas.


PARTE II


AS ARMAS DO DIABO CONTRA A ARMADURA DO CRISTÃO. ESTAMOS EM GUERRA.
            (Gênesis 2 e 3; Efésios 6; 1 Pedro 5.8)
Quando fazemos uma comparação entre a vida do Cristão e a vida do militar, vemos que precisamos constantemente de armamentos e equipamentos. Na atualidade os milicianos combatem usando colete á prova de balas, escudos balísticos e um fardamento que visa proteger o corpo.
Nos tempos antigos não era diferente. Os soldados romanos era os pioneiros no combate com equipamentos de proteção. Um destes equipamentos, embora simples atualmente, naquela época consistia num diferencial, que era o calçado.
Baseado nesta comparação tem-se uma das mais importantes passagens bíblicas, listadas pelo apóstolo Paulo na sua Carta aos Efésios.  Além de ser um conselho para os membros daquela igreja, consiste num conselho para cada crente em particular.
Nossa luta nesta vida é mais séria do que pensam algumas pessoas. Sementes de violência são plantadas em nossas cabeças a todo instante pelo inimigo. Sementes de dúvidas, de descrença e de desânimos. Ocorre que temos a nossa disposição armas excelentes e não fazemos uso delas por falta de capacitação.
Desde o inicio do mundo lutamos contra as armas que o diabo usa para nos tentar. Ocorre que muitos poucos sabem como enfrentar e como utilizar corretamente as armas de que dispomos para fazer frente aos ataques do maligno.
Como sabemos a missão do diabo para com este mundo é; roubar, matar e destruir.
Assim foi com o primeiro casal no jardim: roubar a exclusividade da relação que este mantinha com Deus; matar a inocência deste casal e destruir a humanidade no seu nascedouro.
Quando lemos no livro de Gênesis 2:15-17, vemos que a ordem de Deus era para não comer:
“E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
  E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,  mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”  (ARC)
O Diabo entra com sua primeira arma a DÚVIDA e coloca no coração da primeira mulher uma reflexão negativa sobre as palavras de Deus, Gênesis 3:1, diz assim:  “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”
Devemos atentar para o sinal de interrogação, que transcreve a dúvida deixada no ar pelo Diabo.  Podemos inferir os pensamentos de Eva. Será que ele disse isto mesmo? Será que eu entendi corretamente?
Temos em seguida a segunda arma do diabo que é o DESVIO. Esta arma faz as coisas erradas parecerem atraentes a ponto de você desejá-las mais do que as coisas certas.  “Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” (Gn3:4 -5)
A astúcia da serpente desviou as palavras de Deus, dizendo o contrário do que ele realmente dissera. Isto é após ouvir da boca da mulher o que Deus realmente havia dito. Pois ele não é onisciente.
Além destas duas armas, o diabo utiliza outras três armas, a saber:
O DESENCORAJAMENTO, ele faz você olhar para os seus problemas e não, para Deus.
A DERROTA,  que faz você sentir-se um fracassado, e não ter ânimo em sequer tentar.
A DEMORA, faz você adiar algo de modo que nunca consiga terminá-lo.

Vejamos cada uma destas armas á luz do dicionário:
Dúvida entre outras coisas significa: “figura retórica em que o orador lança mão de perguntas e súplicas com as quais sugere que o público o assessore; com esse recurso ele reforça a atenção dos ouvintes e fortalece a credibilidade de seu ponto de vista.”
Desvio é: “bifurcação,e ainda, deslocamento, erro, roubo e vadiagem e antonímia de aproximação”.  Antônimo de aproximação, ou seja o contrário. Ele procura nos afastar das coisas de Deus.
Desencorajamento: “ato ou efeito de desencorajar(-se); desalento, desânimo.”
O mesmo que prostrado que é : que se prostrou
1          em estado de prostração, abatido (física ou psiquicamente); alquebrado, debilitado
2          sem ânimo, sem forças; derrubado, desanimado.
Derrota: “perda de uma batalha, uma guerra; insucesso militar”.
Demora: “espaço de tempo que se estende para além do esperado ou do desejável; dilação, atraso, espera.”
Não devemos esquecer ainda de que ele se utiliza de outras artimanhas para retirar as palavras do coração. No seu objetivo de roubar, matar e destruir ele é ardiloso, manhoso e astuto.
Podemos dar combate às suas armas, com a armadura que nos foi preparada com o sacrifício vicário de Jesus Cristo. A arma mais poderosa é o nome de Jesus. Revestimos-nos da armadura e clamamos pelo nome de nosso General. Sozinhos não somos páreo para o inimigo, mas quando lutamos ao lado de nosso General, podemos dar combate às potestades e às hostes da maldade.
A NOSSA ARMADURA.
Os crentes devem tomar contato com esta armadura e suas peças,  pois estamos sujeitos ao ataque do inimigo, desde o momento que o abandonamos e aceitamos a Cristo como nosso e suficiente salvador. Conquistamos nossa armadura através da Oração, da leitura devocional da Bíblia e participação no Evangelho como um todo.
1) Devemos nos revestir com o CINTURÃO.  Sua finalidade é a VERDADE. Satanás luta usando mentiras. E por vezes estas mentiras satânicas podem soar como verdade. Mas nós Crentes temos as verdades de Deus que podem vencê-lo.
2) Temos através de uma vida santificada e pela Fé a nossa disposição a COURAÇA. Seu uso é para com a JUSTIÇA.  O inimigo ataca com freqüência o nosso coração. Como sabemos o coração é o centro de nossas emoções, dignidade e confiança. A JUSTIÇA divina é a peça da armadura que protege nosso coração e assegura a aprovação de Deus. Como prova de sua aprovação e de seu amor, ele enviou seu único filho para morrer por nossos pecados.
3) Devemos calçar os SAPATOS,  para o Crente em Cristo Jesus, esta peça da armadura consiste na PRONTIDÃO PARA DIVULGAR O EVANGELHO. Um dos objetivos de nosso inimigo é nos convencer de que o relato das Boas Novas é uma tarefa inútil e desprezível. Tenta nos convencer de que o peso desta tarefa é grande e que ela possui mais coisas negativas do que positivas. Tenta nos convencer de que não teremos controle sobre as dificuldades. “Mas os sapatos que Deus nos deu representam a motivação para seguir proclamando a verdadeira paz que está disponível em deus e somente nELE.” Essas Boas Novas devem ser proclamadas, pois o mundo precisa ouvir.
4) Podemos utilizar o ESCUDO.  Assim como o soldado desta era moderna utiliza o colete a prova-de-balas; o Crente em Cristo utiliza-se do ESCUDO DA FÉ. Satanás tenta nos atingir através de seus insultos, reveses e tentações. O Escudo visa nos proteger dos dardos inflamados lançados pelo maligno. São setas invisíveis. Com Cristo, abrem-se as nossas perspectivas e podemos enxergar além de nosso alcance humano, pois sabemos que a vitória será nossa. A vitória é nossa pelo sangue de Jesus.
5) Devemos proteger as nossas cabeças com o CAPACETE. Ele é representado pela nossa SALVAÇÃO. Satanás deseja que tenhamos dúvidas a respeito de DEUS, de JESUS  e da SALVAÇÃO. O capacete protege nossa mente para que não tenhamos dúvidas na obra redentora de Cristo Jesus, realizada com sua morte no madeiro, vertendo seu sangue para nos tornar mais alvo que a neve. A nossa Salvação provém de Deus através de Jesus Cristo com a ajuda do Espírito Santo.
6) Temos também uma arma de ataque que é a ESPADA.  A Espada é uma arma que permite o combate corpo-a-corpo. Um combate próximo do inimigo. A palavra combate é descrita como: “luta entre forças militares, de extensão menor que a batalha e travada em espaço restrito entre grupos pouco numerosos.”. 
A ESPADA é a PALAVRA DE DEUS.  A Espada é a única arma de ataque descrita nesta armadura. Em alguns momentos devemos tomar uma posição de ofensiva contra o inimigo. Quando somos tentados, devemos contar com a Palavra de Deus. Precisamos confiar na verdade. A verdade é a Palavra de Deus.  O Espírito Santo é nosso ajudador e consolador, e nos provê com esta armadura. Mas, exige de nossa parte a vontade de buscar através de Orações, Jejuns e leituras bíblicas a capacitação para empregá-la na divulgação do Reino de Deus.
O apóstolo Paulo nos exorta “orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.” (Ef 6.18)
ORAÇÃO:[4]
“Uma aproximação da pessoa a Deus por meio de palavras ou do pensamento, em particular ou em público. Inclui confissão (Sl 51), adoração (Sl 95.6-9; Ap 11.17), comunhão (Sl 103.1-8), gratidão (1Tm 2.1), petição pessoal (2Co 12.8) e intercessão pelos outros (Rm 10.1). Para ser atendida, a oração requer purificação (Sl 66.18), fé (Hb 11.6), vida em união com Cristo (Jo 15.7), submissão à vontade de Deus (1Jo 5.14-15; Mc 14.32-36), direção do Espírito Santo (Jd 20), espírito de perdão (Mt 6.12) e relacionamento correto com as pessoas (1Pe 3.7).”

. A perseverança é: “Permanência num estado ou numa atividade, mesmo em caso de oposição ou fracasso”. Como vemos em  Mc 13.13 “E sereis aborrecidos por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.” AMÉM






CHAMADOS PARA A ORAÇÃO.
Orar se aprende orando. A única maneira de termos uma comunhão real com Deus é através de uma Oração sincera e de um coração contrito. No entanto podemos conhecer sobre a Oração para que possamos ajudar aos nossos irmãos. Todo crente deve ser um intercessor. É imperativo, é extremamente necessário que o crente se conscientize de seu dever de interceder pelos domésticos da fé, que são seus irmãos, e também pelos dirigentes da Igreja, da cidade da nação e pelas autoridades.
O Apóstolo Paulo nos ensina em sua Carta aos Efésios: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:11-12)
O restante da exortação Paulina é por demais conhecidas, e trata de como devemos nos armar para esta Guerra. Se participarmos de uma Guerra, é indispensável que estejamos preparados para usar as armas que nos são colocadas a disposição. Como sabemos os dois Pilares da Vida Cristã são: Oração e palavra.
Há momentos em que não conseguimos Orar. Somos tomados de pensamentos diversos e outros sentimentos naturais e inerentes a nossa condição humana. Não pensem que isto é normal. É a Guerra se travando. São os inimigos de Cristo lançando suas armas contra nós. Podemos lutar. Como nos armar? O Apóstolo nos ensina: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho (...)”. (Efésios 6: 13-19)




Mas a Oração tem Inimigos. O Diabo emprega muitas armas para nos desanimar da Oração. Veremos Seis destas armas, a princípio.
CANSAÇO: Por vezes somos tomados por aquele cansaço que nos paralisa. Mas a forma de vencer este cansaço reside na Oração. Podemos vencer esta fadiga (que não é natural) dobrando os joelhos e Orando. Podemos aprender com o Profeta Isaias: “Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” (Isaias 40:29) E ainda: “Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” (Isaias 40:31)
DISTRAÇÃO: Quando nos propomos a Orar. Distraímo-nos com freqüência. Pensamentos diversos de nossos objetivos nos assaltam. Durante a Oração nos damos conta de que nossos pensamentos estão longe. Estamos divagando ou popularmente falando “viajando”. Para derrotar esta arma do inimigo, contra atacamos orando em Voz alta.  Aprendemos na Palavra de Deus que: “Mas eu invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.  De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz. 18  Livrou em paz a minha alma da guerra que me moviam; pois eram muitos contra mim.” (Salmos 55:16-18)
INTRANQUILIDADE INTERIOR: Se um desassossego inexplicável nos domina na hora de Orarmos. Vencemos com Oração. Não importa a origem da intranqüilidade: Pecado, Nervosismo ou incredulidade. É na Oração que recebemos ajuda para esta situação. Derrotamos esta arma orando, e se faltar as palavras, podemos recorrer ao que está escrito na Bíblia. Por exemplo: “Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.” (Salmo 55:22)
PRESSA: A arma de maior sucesso utilizada pelo inimigo em desfavor do Povo de Deus é a pressa. A pressa é aquela falta de paciência para fazer as coisas. É não aguardar o momento certo, e nos impede de confiarmos na providência divina. A Oração é que nos propicia um trabalho perfeito. O trabalho humano não tem fim. Portanto não podemos utilizar a quantidade de serviço para fugirmos da Oração. É mera ilusão com a qual o inimigo nos tenta. As Orações diárias fazem nossas atividades laborativas e cotidianas ficar envoltas num poder divinal. Podemos ler nas Sagradas Escrituras: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi.” (Isaias 55:2-3) O tempo que passamos em Oração nos faz perceber que nosso tempo foi melhor utilizado.
DESÂNIMO: Muitas pessoas que são de Oração quedam-se diante do desânimo. Desânimo pode ser visto como aquela falta de qualidade para olhar longe o suficiente. Pensamos num imediatismo e esquecemos que temos que trabalhar confiando em Deus, que é aquele que nos faz ver o resultado de nosso trabalho. Quando trabalhamos confiante em Deus, não desanimamos. Devemos aprender com o Apóstolo Paulo em sua Segunda Epístola aos Coríntios: Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; (2 Coríntios 4:8-9) É preciso escolher a vontade de Deus para nossas vidas e assim prosseguir firme na batalha, crendo na Salvação por meio de Nosso senhor Jesus Cristo. Vitória decretada na Cruz através do sacrifício salvífico. “A vontade de Deus é que tu ores. A de Satanás que tu não ores”.
INDOLÊNCIA: As pessoas que desejam tornarem-se pessoas de Oração são alvejadas pelo inimigo com a arma da Indolência. O que é afinal, a Indolência? Segundo Houaiss: substantivo feminino
1          ausência de dor
2          estado daquele que se põe acima das paixões; impassibilidade, indiferença, ataraxia.
3          caráter do que revela indiferença, apatia; distanciamento
4          falta de disposição física ou moral; morosidade, ócio, preguiça.
É inadmissível que num mundo onde o Pecado anda tragando e desviando o Povo, que o crente não sinta dor. Devemos lembrar que o Céu faz festa quando se arrepende um pecador. Não podemos ficar indiferentes ou impassíveis diante da Guerra Espiritual que se desenrola. Urge levantarmos clamor pelos que estão destituídos da Glória de Deus. Evangelizar deve ser a principal atividade da Igreja. Infelizmente temos visto várias formas de “Teologias” em atividade. Propõe aos pecadores quase tudo em matéria e se esquecem do principal que é falar da possibilidade de uma vida eterna lançada no inferno, se não cuidar de sua alma. Orar para apoiar Evangelistas, Missionários e Verdadeiros Líderes deve ser uma atividade constante na vida do crente. Será que existe um segredo para se livrar desta arma maligna? Sim! Devemos Orar com a Bíblia. Isto mesmo. Orar com a Bíblia. Quando nos quedamos de joelhos e somos tentados. Precisamos abrir a Bíblia e começar a falar as palavras. Deus fala conosco através das Sagradas Escrituras. Ler sempre as palavras que falam de Oração. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mateus 7:7)
Devemos falara para Deus que não conseguimos pedir, mas que somos miseráveis, precisando de sua misericórdia. Isto a primeira vista pode parecer assustador, mas é a solução. Quando confiamos na Misericórdia Divina alcançamos as muitas bênçãos que são para nós destinadas.
Misericórdia é segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida:
1) Bondade (Js 2.14, RA).
2) Bondade, AMOR e GRAÇA de Deus para com o ser humano, manifestos no perdão, na proteção, no auxílio, no atendimento a súplicas (Êx 20.6; Nm 14.19, RA; Sl 4.1). Essa disposição de Deus se manifestou desde a criação e acompanhará o seu povo até o final dos tempos (Sl 136, RA; Lc 1.50).
3) Virtude pela qual o cristão é bondoso para com os necessitados (Mt 5.7; Tg 2.13).

Mudança de comportamento. Necessário para alcançar uma vida cristã plena.
TEXTO BÍBLICO:  FILIPENSES 4
Em determinado tempo de nossas vidas temos que mudar o nosso comportamento. Comportamentos típicos da juventude não encaixam bem em homens adultos. Assim como comportamento infantil não servem para jovens. Com a vida Cristã é a mesma coisa. Chega um momento em que paramos de receber comida na boca, via culto, e começamos a nos alimentar sozinhos, via estudo bíblico sistemático. Isto, contudo, não significa abandonar os cultos e nos tornarmos infreqüentes na igreja. Pelo contrário, quanto mais crescemos espiritualmente mais assíduos nos tornamos. Por conseqüência a igreja cresce com nosso crescimento espiritual.
Uma mudança típica de comportamento quando nos convertemos é deixar de lado a murmuração. Crente que murmura de forma insistente é crente que ainda não alcançou a plena confiança nos desígnios do Senhor Jesus cristo. É crente imaturo.
Quando estudamos o Livro de Filipenses, em especial o capítulo 4, deparamos com algumas lições que nos ensinam sobre esta mudança de comportamento. Vemos sobre a SUFICIÊNCIA DA VIDA E A ALEGRIA DA ESPERANÇA. O apóstolo Paulo nos ensina que é preciso aprender a viver contente. Viver uma vida repleta de alegrias. Ser crente em Cristo Jesus não é ter uma vida sem lutas. Muito pelo contrário as lutas aumentam. Pois passamos a combater uma Batalha espiritual. Uma guerra muito mais difícil de ser travada. Posto que não se combate com carne e sangue. Combatemos com as armas espirituais.
“Não digo isto como  por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho”. (Fp 4:11)
As questões que se apresentam :
1)Somos capazes de viver contente perante qualquer circunstância que tenhamos que enfrentar?
2)Será que passamos por grandes necessidades ou estamos descontentes por não ter o que desejamos?
Ao respondermos a primeira questão baseado na nossa força humana, podemos nos preparar para um fracasso gigantesco. Mas quando respondemos baseado na força oriunda de nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo, e na confiança de seu sangue remidor. Podemos estar certos da vitória.
Uma maneira de conquistarmos a vitória neste assunto é exercitarmos a caridade.
“Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.” (Fp 4:5)
O Cristão deve confiar no Senhor. Confiar naquele que entregou a sua vida para que pudéssemos desfrutar de uma comunhão com Deus.
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas com ação de graças”. (Fp 4:6)
A segunda questão é uma questão pessoal. Mas o verdadeiro cristão se contenta com as palavras de salvação. O que vier de benção material deve ser usado para contribuir com o crescimento do Reino de Deus. Desejos não têm limites para o mundo. Estudando a Bíblia, crescendo espiritualmente, passamos a controlar os nossos desejos.
A chave de Filipenses pode ser encontrada nas palavras do apóstolo Paulo, no primeiro capítulo. “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho”. (Fp 1: 21)
Viver é cristo. Fora dele o que existe são coisas tentando preencher vazios existenciais e espirituais. Ocorre que coisas deterioram. Cristo é a fonte de água viva e inesgotável. A dedicação ao estudo sistemático e comprometido das Sagradas Escrituras mostra-nos o fruto do espírito Santo. Pois quando nos entregamos à oração e ao estudo da palavra, somos transformados. Esta mudança de comportamento que podemos adquirir na vivência Cristã, nos faz viver com;
·         Alegria no sofrimento
·         Alegria no servir
·         Alegria em crer
·         Alegria em Dar.
Alcançamos uma promessa graciosa e que abrange a nossa vivência cristã, refletindo no mundo. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Fp 4: 13)
O que são essas fortalezas? São as vivências de acordo com o que nos recomenda a vida Cristã, e observações das doutrinas bíblicas. Os nossos desejos passam a ser o desejo de servir a Cristo. Sabe o que acontece? Confiamos que Deus atende as nossas necessidades. Ele sempre nos dará aquilo de que precisamos para viver. Para o apóstolo Paulo, ele deu coragem para enfrentar a morte. E também proverá tudo o que necessitarmos no céu. Mas temos que saber a diferença entre os nossos desejos e as nossas necessidades.
Outras questões se apresentam para reflexão:
1)    A que nos dedicamos quando sentimos um vazio interior?
2)    Como podemos encontrar o verdadeiro contentamento?

Vejamos a resposta baseada na Palavra de Deus.
A nossa Perspectiva deve ser:
“Irmãos, quanto a mim, não julgo que haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Jesus Cristo.” (Fp 3: 13-14)

A nossa prioridade deve ser:
“Quanto ao mais, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é honesto, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4:8)

A fonte de nosso poder deve ser:
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em Glória, por Cristo Jesus.” (Fp 4: 19)
É através de nossa confiança em cristo que mudamos as nossas atitudes e os nossos desejos. No lugar de cobiçarmos tanta coisa passamos a aceitar a provisão de Deus para as nossas vidas.

Como encher-se do Espírito Santo?
Texto Base: Efésios 5
            Para todo o crente em Cristo Jesus, o encher-se do Espírito Santo é assunto de extrema importância. Em tempos de cultos emocionais e cair no espírito, em tempos de teologias de prosperidade e pesudo-teologias, é preciso, contudo, termos muito cuidado, para não confundirmos as coisas. Na Igreja primitiva, o falar em línguas foi um sinal da presença do Espírito Santo, mas na Eclésia do mundo hodierno não se constitui no único sinal. E há crentes que sofrem por não haver ainda experimentado este falar em línguas. E este sofrimento, não é necessário, pois impede o caminhar de forma segura na presença de Deus. A primeira coisa é reconhecer-se totalmente dependente de Deus para guiar a sua vida em todos os aspectos.
            A presença do Espírito Santo é mostrada em muitas passagens de Atos dos Apóstolos. Não podemos nos esquecer que as promessas de Jesus Cristo foram cumpridas e o Espírito Santo é uma delas.
“E comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.” (Atos 2:4) O versículo seguinte mostra que este é o Batismo de Cristo. João Batista batizou com água, Ele, contudo batizaria com o Espírito Santo. Vemos que esta promessa é extensiva aos filhos de Deus  desta época. O Espírito Santo se fez presente na prisão de Pedro e João. “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos,” (Atos 4: 8)
            Na reunião da Igreja em Oração o local tremeu. Isto é sinal de aprovação divina. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus.” (Atos 4: 31) Hoje esta experiência pentecostal é renovada, com coragem diante do mundo e generosidade para com os irmãos de fé. Isto não pode ser considerado para o crente algo impossível. Ser cheio do Espírito ainda hoje deve ser um requisito para a escolha de mordomos para a casa do Senhor. A mordomia deve ser realizada na presença do Espírito Santo. “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço.” (Atos 6: 3)
            No capítulo 7 de Atos dos Apóstolos, que é um resumo do Antigo Testamento, temos uma grande Apologia do Evangelho. O mártir Estêvão faz uma das defesas mais sublimes da Fé Cristã encontradas na Bíblia Sagrada. Esta atitude só é possível graças a Presença do Espírito Santo na vida do Apóstolo. “ Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo fitou os olhos no céu e viu a Glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita,” (Atos 7: 55) Neste capítulo vemos como a Trindade sustenta o crente que é fiel. O Espírito Santo enche de Paz e Amor, mesmo nas horas mais difíceis. A Glória de Deus se manifesta, e faz com que Firmeza e Esperança sejam uma constante na vida de fidelidade Cristã. Para este Apóstolo Jesus Cristo exaltado e de pé abriu os céus para recebê-lo. Isto é possível por causa da presença do Espírito santo. Esta perseguição não foi em vão, ela visava acabar com um comodismo que poderia reinar, e durante as várias fugas os crentes espalham as notícias de salvação. Em Antioquia acontece de serem chamados Cristãos. E vemos a presença do Espírito Santo, agora em Barnabé. “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de Fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” (Atos 11: 24)
            O crente que fica cheio do Espírito santo torna-se útil na obra.  A palavra “Cristãos” significa “pessoas de Cristo”. Assim como Estevão; Barnabé era homem bom, não egoísta. Ele parte em busca do maior perseguidor dos cristãos naquela época. Barnabé vai para Tarso à procura de Paulo. Somente podemos creditar estas ações à presença inconfundível do Espírito santo. Era cheio do Espírito santo, pois exortou, alegrou-se e evangelizou de forma eficaz. E através de suas pregações, várias conversões fizeram com que o povo de Deus crescesse. O mesmo Espírito Santo impulsionou os pregadores para a Igreja gentílica, e isto nos fez participantes das boas novas do Evangelho. O Espírito Santo mais do que enchia a vida dos pregadores Paulo e Barnabé, ele inundava. “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria do Espírito Santo.” (Atos 13: 52)
O crente cheio do Espírito Santo demonstra alegria em meios às dificuldades e perseguições.
Você pode se perguntar como um texto começa em Efésios e de repente utiliza Atos dos Apóstolos para falar do Espírito Santo. Ora, Paulo escreveu de algo que ele já possuía experiência. O apóstolo já havia sentido e sido testemunha da ação eficaz do Espírito santo na vida dos Cristãos, para poder exortar os novos convertidos.
            Os crentes em Cristo Jesus devem ser uma unidade. Unidade é mais que simples união, é união íntima.
            Esta unidade Cristã se dá em várias faces, a saber:
1)    Corpo: Através da Comunhão com outros Crentes que é a Igreja. Por isto é necessário assiduidade nos trabalhos da Igreja.
2)    Espírito: Através do Espírito Santo que ativa a comunhão.
3)    Esperança: A esperança comum do futuro glorioso que nos aguarda.
4)    Fé: Que é o nosso compromisso único e singular na pessoa de Cristo Jesus.
5)    Batismo: Que é o sinal de nossa entrada na comunidade Cristã e por conseqüência na Igreja.
6)    Deus: Um único Pai que nos une e nos guarda para a eternidade.
Pequenas diferenças doutrinárias podem até existir, mas a união no Espírito Santo une como uma argamassa, como um cimento, esta construção sólida que é Igreja de Jesus.


Ciente desta necessidade, o apóstolo Paulo exorta os crentes a encherem-se do Espírito Santo de Deus:
“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5: 17-21)
Vamos diferenciar:
Uma coisa é o salvo por Jesus ser a habitação do espírito Santo, como Paulo nos ensina na primeira carta aos Coríntios: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3: 16) e ainda “Ou não sabeis vós que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Coríntios 6: 19)
Outra coisa muito diferente é o Crente ser cheio do Espírito Santo. É preciso reconhecer que ainda que o crente seja o templo do Espírito Santo, nem sempre está cheio do Espírito Santo. Podemos ilustrar com um vaso e azeite. Um vaso pode conter azeite sem, contudo estar cheio de azeite. Porém este vaso pode encher-se de azeite.
É preciso muita atenção, pois a crise é de vaso e não de azeite. É preciso encher do Espírito santo, mas antes de tudo é preciso haver vasos. Temos duas necessidades a primeira é de crentes ou vasos, e isto está em crise. A segunda é o azeite, o Espírito Santo. Há que ter estas duas combinações.
E qual é a maneira do crente encher-se do espírito Santo? Vemos que a maneira do crente encher-se do Espírito santo deve acontecer através de um processo, que é ensinado pelo apóstolo Paulo no texto em estudo.
1)    Deixar a insensatez de lado. “Por esta razão não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.” (Efésios 5: 17)
A palavra Insensatez é o mesmo que demência. A insensatez é o ato resultante da falta de ponderação, do juízo. É o mesmo que imprudência, loucura. É ainda o desatino e a irreflexão. Podemos evitar a insensatez? Sim! Através da leitura e do estudo sistemático e da meditação com conseqüente obediência à Palavra de Deus.
2)    Abandonar o pecado. “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,” (Efésios 5: 18).
 Nós temos aqui um contraste entre o vinho e o Espírito. O crente que é cheio do Espírito santo não apresenta as características daquele que não possui a presença do Espírito, mas possui o vinho do mundo. Temos na Bíblia alguns sinônimos para o Vinho do Mundo, que é o pecado: Desobediência, rebelião, transgressão, engano, iniqüidade, injustiça. Mal, maldade, erro, perversidade, impiedade, concupiscência, depravação.
Crente com vinho do mundo:
A)   Andar cambaleante;
B)   Dias perdidos;
C)   Mente entorpecida;
D)   Cântico discordante.

Crente com o Espírito Santo:
A)   Coração repleto de comunicabilidade;
B)   Coração repleto de louvor a Deus;
C)   Gratidão permanente, abrangente e universal;
D)   Desejo de servir.
3)    Adoração Coletiva. “Falando entre vós com Salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos Espirituais” (Efésios 5: 19)
Vemos que não é qualquer tipo de adoração. Deve ser uma adoração Cristocêntrica. Participar dos cultos e da Escola Bíblica Dominical. Entrar nas atividades da Igreja de forma ativa e pró-ativa. Participar das atividades ministeriais, sociais, este deve ser o desejo de todo crente. A igreja possui vários ministérios: Louvor, assistência, conservação...inúmeros departamentos estão sempre precisando de trabalhadores na Seara.
4)    Adoração particular. “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Efésios 5: 20)
Todo crente deve ter seu momento devocional diário. Avivamento sem prática devocional não existe. A prática devocional mantém tanto o avivamento, quanto a plenitude do Espírito.
Podemos elencar várias práticas devocionais, que por si só dariam temas para inúmeras pregações e escritos, vejamos algumas: Prática devocional da leitura da Bíblia; da oração; do desabafo ou de derramar a alma perante o Senhor; da confissão à Deus; da restauração ou seja a prática devocional de colocar-se contritamente nas mãos do divino oleiro; da humildade; da introspecção que é o investigar-se à procura de erros e acertos; da vigilância; do discernimento; do equilíbrio; da espera; da descomplexação que é soltar as amarras do pecado[5]; da confiança; da ousadia; da resistência; do poder em Cristo Jesus obtido pela Fé em deus; da vontade cujo dom é o de gerir o livre arbítrio com inteligência; da alegria.
5)    Exaltação de Deus e Ação de Graças, em todas as situações.  Orar agradecendo por tudo, conforme nos ensina o versículo 20.
6)    Amor fraternal. “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5: 20)
Ao fazer a vontade de Deus estamos nos enchendo do Espírito Santo. Na vida Cristã há necessidades de ações práticas. De caminhar em direção ao conhecimento da Palavra de Deus. Oração e Palavra, obediência à vontade de Deus. Pedir e agir em conformidade. Deus se move pela obediência e não pela aparência. Quando a Bíblia nos fala de Crentes cheios do Espírito Santo, fala-nos de crentes obedientes. Encher-se do Espírito Santo é um privilégio dos Salvos em Cristo Jesus, pois somente os salvos recebem o Espírito Santo. Contudo, existem pessoas salvas que se contentam com uma vida de crente pequeno ou médio. Esquecem-se com o passar do tempo que Cristo é uma fonte inesgotável de água viva.
“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” (João 7: 38-39)
Temos alguns exemplos comparativos de crentes vazios do Espírito Santo:
A)   Uma Igreja sem membros;
B)   Um piano sem cordas;
C)   Um livro sem nada escrito;
D)   Um tanque de combustível com apenas um litro de gasolina.
O crente com um limite mínimo de presença do Espírito Santo em sua vida é algo triste e lastimável: “Manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia demonstrará porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.” (I Coríntios 3: 13)
O crente cheio do Espírito Santo é o meio pelo qual Deus opera grandes coisas. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gálatas 5: 22-23)
O crente cheio do Espírito Santo está com a capacidade máxima para produzir muito fruto do Espírito. Cabe a você decidir.
VASO CHEIO OU VASO VAZIO?

Quando oramos aprendemos qual o dever do homem no pacto?
Texto Base: Êxodo 24
            Deus se propôs a fazer uma aliança.
            Ela é apresentada de três formas.
            Israel concorda em obedecer.
            A aliança é confirmada formalmente.
            É feita uma festa como forma de comemorar a aliança realizada.
Em primeiro lugar é preciso definir o que vem a ser um pacto. O pacto é um acordo entre duas pessoas, onde cada uma possui um papel a ser desempenhado. Quando ocorre o descumprimento das cláusulas especificadas, haverá sanções que também deverão estar explicitadas no acordo.
Biblicamente é possível vislumbrar os papéis a serem desempenhados pelos homens diante de Deus. No livro de Êxodo vemos que o povo israelita assumiu de forma voluntária um papel para desempenhar no pacto feito com Deus. A perícope bíblica fala da Aliança de Deus com Israel.
Representando o povo foram escolhidos 70 anciãos, cujo objetivo era falar ao povo da natureza da aliança. A nação Israelita começa com a entrada de 70 almas no Egito. Moisés era o intercessor. Arão e seus filhos eram os representantes do futuro sacerdócio Levítico. Em termos modernos são os pregadores comprometidos com a palavra de Deus e que não fazem do púlpito uma forma de ganhar a vida espoliando suas ovelhas. A palavra grega que traduz ancião é “presbyteros”. Onde concluímos que ao falarmos em ancião na igreja moderna estamos falando de pastores, diáconos, e líderes legítimos. Legítimos porque há líderes que outorgam a si o presbitério. Não reconhecem um chamado de Deus para ser seu embaixador, pois se descompromete com a Sã Doutrina.
O povo Israelita assumiu a sua parte no pacto, através da obediência. Retornando um pouco até Êxodo 19: 8, vemos que: “Então o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.”
Vamos destacar nesta passagem algumas ações dos envolvidos na construção deste pacto, inicialmente, duas palavras, uma do povo e uma de Moisés.
 A palavra do povo é “faremos”. Faremos está no Futuro do presente. O futuro do presente indica um fato que irá acontecer no futuro. Ou seja, um fato posterior ao momento em que se fala. Contudo não vemos o povo pedindo ajuda a Deus para que este “faremos”, se realize. Vislumbramos uma auto-suficiência perigosa e que pode ser vista ainda hoje na humanidade. É deixar Deus de lado dos nossos planos.
A palavra de Moisés é “relatou”. Moisés levou a Deus a informação da concordância do povo.
Deus então passa a ditar as normas que regeriam a vida social, espiritual e total da vida do povo israelita. No entanto é preciso voltar para as preciosas promessas de Deus. Ainda em êxodo 19: 5, “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha.”
O dono de tudo que há pode escolher para sua preferência aqueles que lhe obedecem. Ciente de que havia a concordância do povo, Deus determina que seja escrito todas as suas palavras. E Moisés escreve, erigindo então um altar ao pé do monte e simbolizando a Nação Israelita ergue doze colunas, simbolizando as Dozes tribos.
Embora uns poucos questionem a autoria Mosaica para o Pentateuco, temos que, havia sim, um escrito das coisas que eram ditas por Deus num livro denominado de “Livro da Aliança”: “E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos.” (Êxodo 24: 7)
Hoje o nosso livro da aliança é a Bíblia Sagrada. Vejamos que naquele tempo para ter a sede saciada era necessário aguardar a leitura do livro. Hoje podemos beber da fonte da palavra de Deus a qualquer instante e ainda assim há aqueles que rejeitam por ignorância, desta fonte de conhecimento e sabedoria.
Mas o pacto não ficou restrito às palavras de Moisés, do povo e de Deus. Todo pacto pressupõe um ação. Quando nos entregamos para a conversão. Quando aceitamos a Jesus Cristo como nosso legítimo e único e suficiente salvador estamos aceitando um pacto que exige de nós ações que confirmem dia-a-dia este pacto. Vê-se aqui uma sombra do que aconteceria anos à frente na Cruz do calvário. Quando o povo foi aspergido com o sangue da aliança, foi uma aceitação da vontade revelada do Senhor.
Porque dizemos que é uma sombra? Porquê estamos agora debaixo de um novo pacto de uma nova aliança. Quando vamos a João 3: 16, nós temos que: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deus o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A missão do filho de Deus no pacto era derramar o seu sangue para a redenção da humanidade. A nossa missão no pacto é obedecer e ser aspergido com o sangue de sacrifício perfeito. Obediência, aspersão e mais obediência.
Encontramos na obediência do povo israelita e na nossa obediência, uma possibilidade de entrarmos num aspecto grandioso da presença de Deus. “O aspecto da Glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos do filho de Israel.”  (Êxodo 24: 17)
Assim como no Monte Sinai brilhou o aspecto da Glória, encontramos uma lembrança na transfiguração de Cristo ensinada em Lucas 9.  A transfiguração confirma o testemunho nos dado pela Lei (Moisés) de Jesus era o Messias sofredor.  Nos dois casos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, foram deixados pessoas encarregadas de zelar pelo povo e temos também pontos de partidas para novas revelações religiosas.
No livro de Êxodo, a obediência do povo visava a sua preparação para a vinda do sacrifício de Cristo. É preciso lembrar que Deus age através das gerações. Portanto a nossa obediência hoje implicará numa geração futura melhor do que a que temos atualmente, daí a nossa responsabilidade na construção de um futuro melhor. Este conceito de culto que encontramos no livro de êxodo preparava o povo para o sacrifício de Cristo. No Evangelho o ensino de que Cristo deveria dar a sua vida em prol da salvação do mundo.
Descobrimos a necessidade de uma obediência disciplinada e independente da existência de nossos líderes, ou seja, não podemos obedecer condicionados a fiscalização pastoral. Devemos obedecer de forma consciente. Esta ausência de uma consciência de obediência resultou em fracassos quando o líder espiritual ausentou-se. O povo Israelita construiu um bezerro de ouro e os discípulos não conseguiram expulsar o demônio que oprimia um homem.
A obediência exige preparação. É um exercício de ação. Quem obedece se prepara e quem se prepara obedece. Moisés passou 40 dias no Monte e Cristo passou 40 dias no deserto. Ambos passaram por um período de lutas antes de começar o ministério. É um tempo destinado a esquecer os hábitos próprios e nos moldarmos às idéias que surgem com a verdadeira comunhão com Deus.
Quando nos tornamos Cristãos devemos nos preparar para cumprir a nossa parte no pacto. O nosso líder supremo não nos abandona. Jesus cristo não nos abandona jamais.
Deus se torna um fogo consumidor somente quando não estamos na presença de seu filho Jesus cristo. Fora de Cristo não há como obedecer. O papel da humanidade é obedecer a Cristo, aceitá-lo e ter uma vivência ética e cristã. Mas isto só pode ser feito com a presença de Cristo em nossos corações e com o Espírito Santo a nos guiar no nosso caminho de obediência.


QUANDO ORAMOS APRENDEMOS SOBRE O MINISTÉRIO DE CADA PESSOA DA TRINDADE NA SALVAÇÃO DO HOMEM.
            No que diz respeito à salvação eterna, a humanidade em sua grande maioria anda alheia ao seu destino futuro. Com o Cristianismo ainda incipiente em muitos países muito há que ser feito. Este artigo destina-se, portanto, ao homem crente em Cristo Jesus e consciente de sua salvação perpetrada pelo sacrifício perfeito de Jesus Cristo.
            Penso que um assunto pouco estudado pelos cristãos seja o papel do Ministério de cada pessoa da Trindade para que tal maravilha pudesse ser levada a efeito.
            Como é nosso costume vamos transcrever as passagens bíblicas para facilitar o entendimento por inteiro do escrito, mas como, nunca é demais lembrar, sejamos como os crentes de Beréia.
            Precisamos saber o que significa os vocábulos Ministrar e Ministério. O Crente que tem um chamado e é honrado com um posto na congregação, deve procurar estar apto a servir a comunidade, pois, ensina-nos as Sagradas Escrituras que, aquele que serve; ajuda; é aquele que ministra. Ministrar é servir. Ministrar é ajudar.
      “Tendo enviado à Macedônia dois daqueles que lhe ministravam, Timóteo e Erasto, permaneceu algum tempo na Ásia.” (At 19:22) (ARA)[6]

  “E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia.” (At 19:22) (ARC) [7]

            Por sua vez, Ministério, é amplamente conhecido, como a atividade ministrada por Jesus Cristo até o momento de sua subida aos Céus.
           
Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli;” (Lc 3:23) (ARA)

            Nas várias versões de traduções da Bíblia encontramos algumas variações, mas com a mesma idéia implícita de que Ministério se liga a atividade de servir. Na versão Católica da Bíblia temos esta passagem como atividade pública: “Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou sua atividade pública. E, conforme se pensava, ele era filho de José, filho de Eli,” (Católica) (Grifo nosso)
            Ora, o conceito de atividade pública na sua essência é o de servir.
            Sabendo que o conceito de servo se liga ao conceito de Ministro; é preciso abandonar (para o correto entendimento deste escrito) a idéia que muitos fazem de Deus. Pensam que deus é um servo da atividade, principalmente na denominada Teologia da prosperidade. O que queremos mostrar é, o que a Bíblia nos ensina, sobre o que aconteceu antes, durante e após a ascensão de Nosso Senhor e Salvador Jesus cristo, e o que realizaram para o bem da humanidade cada pessoa da Santíssima Trindade. Cumpre esclarecer o caráter individual da aceitação do sacrifício vicário.
            O trabalho de Deus pai, subsume-se e se torna sinônimo do trabalho de cada pessoa da Trindade. Mas para que cada pessoa (humana) fosse salva, houve uma especificidade no trabalho de cada pessoa divina.
            Vamos ver um dos versículos mais utilizados pelos Cristãos quando exercem o Ministério de Evangelizar.
            “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
            Deus considerou a humanidade com tão grande benevolência e afeição. Deus amou a humanidade com tão Boa-Vontade, que quis salvar o homem do caminho da escuridão em que estava. Este é o Verdadeiro Amor. É mais do que Amor Cristão. É um Amor desmedido. Incomensurável. Grande Amor. Amor de Deus.
            O Evangelista não consegue expressar a medida deste amor e o faz com a expressão “de tal maneira”.  Deus resolveu então dar o seu filho para salvar a humanidade. Deus pai toma a iniciativa.
            As Sagradas Escrituras nos mostra algumas passagens em que se vê esta iniciativa tomada por Deus.
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gn 1:26) (ARA)

“Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro.” (Gn 11:7) (ARA)
“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is 6:8) (ARA)
      Relembrando Jo 3:16 Deus deu o seu filho, o Unigênito.  Em Efésios vemos que, Deus fez o que era seu propósito: Tomou a iniciativa de salvar os pecadores que estavam alijados de sua presença.
      “nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,” (Ef 1:11) (ARA)
      No livro de Atos dos Apóstolos (que também é conhecido como Atos do Espírito Santo), vemos que, embora Deus tenha tomado a iniciativa, respeitou o Livre Arbítrio do Homem.
      “No que concerne à salvação eterna, o Ministério da primeira pessoa da Trindade, ou seja, do pai, é tomar a iniciativa de Salvar eternamente o ser Humano” [8]
            A primeira atitude de Deus foi dar o seu filho. Após isto, ele enviou o seu filho.
“Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:17) (ARA)
            Deus enviou em Missão seu filho. A missão de Jesus era Salvar a Humanidade. O que foi realizado com a morte na Cruz.  
Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (Jo 3:18) (ARA)
            Contudo, é preciso crer nele. É preciso ter Fé. É preciso confiar o nosso Bem-Estar a Cristo.
            É o que o apóstolo Paulo nos fala como “Fé Salvadora”. A Fé na morte de Cristo como motivo de nossa Justificação perante Deus e a Fé em sua Ressurreição como vitória sobre as forças do mal.
            Deus deu o Unigênito.
            Deus enviou o Unigênito.
            O Unigênito é Jesus Cristo, o filho de Deus.
            E o qual o papel de Jesus Cristo na Redenção?
            A Redenção é a Salvação Eterna. Vejamos o que e a Redenção, pois encontramos diferença entre o Antigo e o Novo testamento.
“Assim diz o SENHOR, o que vos redime, o Santo de Israel: Por amor de vós, enviarei inimigos contra a Babilônia e a todos os de lá farei embarcar como fugitivos, isto é, os caldeus, nos navios com os quais se vangloriavam” (Is 43:14)
Deus é o redentor que livra o povo em diversas situações: cativeiros, pecados, mortes e sofrimentos. Como vimos anteriormente, os sacrifícios de animais precisavam ser renovados. No NT Deus pagou um preço, via sacrifício vicário de Cristo, comprando-nos a liberdade. Houve um resgate do pecado e da lei. No final dos tempos teremos o completar desta obre redentora com a vida eterna, que é uma vida revestida de qualidades espiritual e infindável. O começo da vida eterna é o novo nascimento e a forma de manutenção desta vida é a união do salvo com Cristo Jesus.
“sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,” (Rm 3:24)
O Ministério de Jesus Cristo é a salvação da humanidade, salvação eterna.
            “O principal Ministério da segunda pessoa da Trindade, ou seja, do filho Jesus Cristo, relativo à salvação eterna do ser humano é a redenção, ou seja, a própria salvação eterna”.[9]




Recordando:

Ocorreu nossa eleição quando deus teve para nós um propósito específico. Salvar-nos.

Ocorreu nossa justificação quando deus nos declarou inocentes no que dizia respeito
aos nossos pecados e nos torna “justos” diante dele.

Ocorreu a propiciação, quando fomos aceitos por Deus, através do sacrifício de Jesus Cristo em nosso lugar. Isto nos garantiu o acesso ao pai.

Ocorreu a nossa redenção, quando, ao morrer na cruz, Cristo nos comprou para Deus e nos tirou do império do mal e das trevas.
            Para completar precisamos ver agora a Obra ou Ministério do Espírito Santo.
Qual o Ministério do Espírito Santo no que respeita a salvação Eterna?
“Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.” (Jo 16: 7-11)
            Ser convencido do pecado, da justiça e do juízo é o início do processo de santificação. A humanidade não consegue se santificar sozinha. É preciso a ação santificadora do espírito santo.
“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,” (2Ts 2; 13)
Conforme os ensinos Paulinos, a salvação começa e termina com deus. Os nossos próprios méritos são incapazes de atuar na nossa salvação.
A redenção é um presente de Deus. Um presente que aceitamos mediante nosso Livre arbítrio. O único caminho é aceitando a Cristo. O apóstolo Paulo nos ensina, ainda, que é pela santificação que nos tornamos semelhante a Cristo.
“eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” (1 Pe 1:2)
     
      “O principal Ministério da Terceira pessoa da Trindade, ou seja, do espírito santo, relativo à salvação eterna, é a santificação (separação)” [10]
Outrora, pertencente ao diabo e escravo das paixões e concupiscências. Agora, converso e pertencente a Deus. Salvo! É santificado pelo Espírito Santo.
Quando o homem dedica-se ao estudo da palavra (Sã doutrina) e à Oração.
Quando o homem dedica-se a obedecer à palavra, ele é santificado em sua pessoa ou o que é também chamado de santificação pessoal.
“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada.” (1 Co 9:16)
 Anunciar o Evangelho é obedecer. Este deve ser o Ministério de todo Crente: Procurar oportunidades para anunciar a obra redentora de Cristo.
E caminhar para glorificação, que é o estado final do Cristão, após a morte e tornar-se semelhante a cristo.
“o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” (Fp 3:21)
Oremos, pedindo a Deus a ação do Espírito Santo nas nossas vidas em nome de Jesus.

AS ORAÇÕES DE EZEQUIAS.

Cerca de 700 anos antes de Cristo, reinou em Judá, um rei cuja fama de piedoso foi conhecida por cem anos depois de seu tempo. Filho de Acaz e Abi. Ezequias tem um reinado conjunto com seu pai que durou de 729 a.C a 715 a..C., poré, com 25 anos torna-se rei absoluto.
Ao lermos o livro de II Reis e II Crônicas, vemos descrito o caráter piedoso deste monarca. Ezequias confiava no Senhor, e conforme relato do livro de Reis não houve outro que se lhe igualasse no período. O profeta Jeremias também dá testemunho da sua fidelidade.
“Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa em lugares altos dum bosque.” (Miquéias 3: 12)
Esta profecia de Miquéias a respeito de Jerusalém, foi por Deus adiada, devido à humilhação de Ezequias peranteo Deus de Israel e sua busca ao Senhor. Destacamos ainda em seu reinado: A purificação e a Páscoa, e a Campanha de Senaqueribe.
Dentro do nosso estudo sobre a oração, temos a respeito deste rei, duas passagens que nos ensinam a importância de orarmos e reconhecermos que Deus é o Todo poderoso Senhor sobre todos os reinos da terra.
Na campanha de Senaqueribe Ezequias inicialmente havia lhe oposto. Arrependido procura uma aliança que não foi respeitada. O comandante (Rabsaqué) assírio chega a falar diretamente em Judaico com os oficiais de Ezequias, dizendo que ninguém seria capaz de salvá-los da ira de Senaqueribe.
Vejamos a ação de Ezequias:
“Ezequias, pois, tendo recebido a carta das mãos dos mensageiros, e tendo-a lido, subiu à casa do Senhor, e a estendeu perante o Senhor.
E Ezequias orou perante o Senhor, dizendo: ó Senhor Deus de Israel, que estás assentado sobre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.
Inclina, ó Senhor, o teu ouvido, e ouve; abre, ó Senhor, os teus olhos, e vê; e ouve as palavras de Senaqueribe, com as quais enviou seu mensageiro para afrontar o Deus vivo.
Verdade é, ó Senhor, que os reis da Assíria têm assolado as nações e as suas terras,
e lançado os seus deuses no fogo porquanto não eram deuses mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.
Agora, pois, Senhor nosso Deus, livra-nos da sua mão, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus.” (II Reis 19: 14-19)
Reconhece em sua oração que só o Senhor é Deus.
A resposta de Deus vem através do profeta Isaias. Ainda no capítulo 19 de II Reis temos ação de Deus para as orações de Ezequias, e para a arrogância demonstrada pelo rei Assírio diante de Jeová.
“Porventura não ouviste que já há muito tempo determinei isto, e já desde os dias antigos o planejei? Agora, porém, o executei, para que fosses tu que reduzisses as cidades fortificadas a montões desertos.
Por isso os moradores delas tiveram pouca força, ficaram pasmados e confundidos; tornaram-se como a erva do campo, como a relva verde, e como o feno dos telhados, que se queimam antes de amadurecer.
Eu, porém, conheço o teu assentar, o teu sair e o teu entrar, bem como o teu furor contra mim.
Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu aos meus ouvidos, porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.
E isto te será por sinal: Este ano comereis o que nascer por si mesmo, e no ano seguinte que daí proceder; e no terceiro ano semeai e comei, e plantai vinhas, e comei os seus frutos.
Pois o que escapou da casa de Judá, e ficou de resto, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima.
Porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte Sião os que escaparem; o zelo do Senhor fará isto.
Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem contra ela levantará tranqueira.
Pelo caminho por onde veio, por esse mesmo voltará, e nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
Porque eu defenderei esta cidade para livrá-la, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.” (II Reis 19: 25-34)

Um anjo do Senhor saiu e matou cerca de 185.000 soldados assírios em uma só noite.

“Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles: e, levantando-se os assírios pela manhã cedo, eis que aqueles eram todos cadáveres.”  (II Reis 19: 35)

A Salvação resultou de um reconhecimento nacional de que só o Senhor é Deus. Quando lemos o livro de II Crônicas vemos que houve um retorno em grande escala para agradecer ao Senhor Deus, o que mostra-nos a importância de termos líderes fiéis a Deus, e que carrega consigo uma nação para os braços do Deus altíssimo.

“Então o Senhor enviou um anjo que destruiu no arraial do rei da Assíria todos os guerreiros valentes, e os príncipes, e os chefes. Ele, pois, envergonhado voltou para a sua terra; e, quando entrou na casa de seu deus, alguns dos seus próprios filhos o mataram ali à espada.
Assim o Senhor salvou Ezequias, e os moradores de Jerusalém, da mão de Senaqueribe, rei da Assíria, e da mão de todos; e lhes deu descanso de todos os lados.
E muitos trouxeram presentes a Jerusalém ao Senhor, e coisas preciosas a Ezequias, rei de Judá, de modo que desde então ele foi exaltado perante os olhos de todas as nações.” (II Crônicas 32: 21-23)  (Grifo nosso)

A Bíblia Sagrada não relata a forma que Deus usou para realizar o livramento de seu povo. Em questão de Fé, quando entregamos os nossos problemas nas mãos poderosas de Deus, não temos que ficar preocupado com as formas que ele utilizará para resolvê-los.
Aos 39 anos, vemos um Ezequias acometido de uma doença mortal, e recorrendo em oração ao Senhor. Em atendimento a estas preces vemos Deus lhe dando mais quinze anos de vida. Contudo, foi colocado à prova e não passou, o que gerou uma repreensão da parte do profeta Isaias.

“Naqueles dias Ezequias, adoecendo, estava à morte: e orou ao Senhor o qual lhe respondeu, e lhe deu um sinal.
exaltou; pelo que veio grande ira sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém.
Todavia Mas Ezequias não correspondeu ao benefício que lhe fora feito, pois o seu coração se Ezequias humilhou-se pela soberba do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; de modo que a grande ira do Senhor não veio sobre eles nos dias de Ezequias.”  (II Crônicas 32: 24-26)

Faltou a gratidão a Deus pelos livramentos. O prolongamento de sua vida fez com seu coração se exaltasse. Embora sua vida seja recheada de dedicação, podemos conjecturar que faltou-lhe a fidelidade nos momentos finais. Teria o piedoso monarca se ensoberbecido? Não podemos dizer que era perfeito, mas era dedicado, servindo ao Senhor de coração. Conhecedor de Deus e adorador.
Na visão do escritor Paul Gardner, Ezequias:
“ Foi um precursor fiel do Senhor Jesus. Existem vários paralelos na vida de Ezequias que lembram a Cristo: a purificação do templo, a preocupação com os que viviam fora de Judá, sua atitude para com os que eram impuros e sua experiência de doença/morte/nova vida.”  (Gardner, 2005)
Encontramos uma última menção ao rei Ezequias no Novo Testamento em Mateus.
“a Ozias nasceu Joatão; a Joatão nasceu Acaz; a Acaz nasceu Ezequias;
a Ezequias nasceu Manassés; a Manassés nasceu Amom; a Amom nasceu Josias;” (Mateus 1: 9-10)
Um estudo mais profundo sobre as orações de Ezequias nos mostra que ele foi um rei de oração mas também de ação. Por vezes somos levados a agir. Principalmente em casos de doenças. De forma equivocada, talvez por levado por faltas interpretações da bíblia, vemos irmãos se recusarem a ir ao médico com a alegação de que já colocaram os problemas nas mãos do Senhor. A medicina é um dom dado por Deus para alguns de seus filhos, e nós devemos em conjunto com as nossas orações procurar também o auxílio dos médicos. Podemos orar para que Deus os guie a ver nossos problemas de saúde e nos ajudar com seu conhecimento. Devemos inclusive interceder por esta profissão tão mal reconhecida em sua importância.

“Ora Isaías dissera: Tomem uma pasta de figos, e a ponham como cataplasma sobre a úlcera; e Ezequias sarará.” (Isaias 38: 21)

A ORAÇÃO DE JABEZ[11]

Como pode uma oração destacar um homem diante de toda uma geração? Como pode uma oração tornar perpétua a memória de um homem? Pode a partir do momento que esta oração é feita colocando as diretrizes na mão de Deus Todo-Poderoso.
Enquanto as gerações se sucediam. Enquanto a vida prosseguia sem muitas novidades, temos na tribo de Judá um homem, que descobriu que Deus é um deus que supre as nossas necessidades ordinárias. Não é somente um Deus de grandes feitos, mas que se mostra também nas pequenas coisas cotidianas. A tribo de Judá caminhava para a coroação de sua existência porque, conforme mostrou o escritor de Hebreus “visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes.”
Jabez coloca as suas necessidades ordinárias clamando ao Deus de Israel. Podemos conjecturar pela tradução de seu nome que teve uma vida diferente e sem privilégios até o momento que confia em Deus. Jabez significa “dor, tristeza. O nome na cultura hebréia traz toda uma carga de significado, e bem poderia uma pessoa com o nome de “tristeza” ser fadada ao fracasso.

“Jabes foi mais ilustre do que seus irmãos (sua mãe lhe pusera o nome de Jabes, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz)..
Jabes invocou o Deus de Israel, dizendo: Oxalá que me abençoes, e estendas os meus termos; que a tua mão seja comigo e faças que do mal eu não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe pedira.” (I Crônicas 4: 7-9)

Ainda na esteira de Gardner:
“Freqüentemente na Bíblia os nomes devem ser encarados com respeito, pois, quando são dados às pessoas com seriedade (como neste caso, onde reflete as circunstâncias do nascimento) ou sobre a pessoa em questão” (Gardner, 2005)
Jabes orou consciente de que mesmo sendo um problema que a princípio parecia impossível (pois era cultural) receberia, como de fato recebeu, uma resposta positiva da parte de Deus. Não há campo de nossavida que não seja de interesse do senhor Jesus Cristo. Sejas as nossas necessidades materias, estas são de interesse de Cristo. Sejam espirituais são de interesse de Cristo. Jabes pediu para que a Mão de Deus fosse com ele, e ela foi.  Quando solicitamos a presença pessoal do senhor Jesus em nossas vidas, nós nos tornamos alvos de suas bençãos.
Lembremos do ensinamento de Tiago: “Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis.   Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.   Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tiago 4: 2)
JOSUÉ: HOMEM DE ORAÇÃO E DE AÇÃO.

Dentre os papéis desempenhados por Josué temos: Líder espiritual e militar; representante dos Israelitas; sucessor de Moisés; líder da aliança. Com um currículo destes é de se supor que este homem era ligado a Deus por profundas orações. Por três vezes ouviu diretamente de Deus a mensagem de esforçar e ter bom ânimo. Isto por si só nos leva a concluir que era de fato um homem de oração. Mas sobretudo de ação.
É isto que precisamos internalizar, a oração está diretamente ligada a ação. Tomemos como exemplo um servo de Deus que almeja o ministério. Se ele limitar-se a orar, e não procurar desenvolver a sua habilidade para o ministério que almeja, ficará deficiente no seu serviço ao Senhor Jesus.
Por isto dizemos que, embora a salvação seja para todos; o crescimento doutrinário é para aqueles que se dedicam de forma sistemática ao estudo da Bíblia Sagrada.
Como falamos anteriormente, o nome possui uma importância muito grande para o povo Hebreu. Muito antes de ser designado por Moisés como seu sucessor na liderança do povo, eles já se conheciam. Anteriormente chamado Oséias (“Salva), agora tem seu nome mudado para Josué (“Yahweh é  salvação).
Vejamos:

“Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou a espiar a terra. Ora, a Oséias, filho de Num, Moisés chamou Josué.” (Números 13:16)


“Veio, pois, Moisés, e proferiu todas as palavras deste cântico na presença do povo, ele e Oséias, filho de Num.” (Deuteronômio 32: 44)




CONVERSA ENTRE O HOMEM E DEUS.
        O homem sentindo que estava chegando a hora de conversar com Deus acerca de seus problemas, resolveu depois de muito relutar travar um diálogo com Deus. O que se denomina ORAÇÃO.  É isto mesmo a oração nada mais é que uma conversa com o Todo-Poderoso.
        Ocorre que Deus tem muitas maneiras de falar ao homem, a principal delas através da Bíblia Sagrada. Esta coleção de livros sagrados é a carta de Deus para a humanidade. E Deus por ser onisciente, onipresente e onipotente, sabedor das coisas presentes, futuras e passadas, deixou aquilo que precisávamos saber.O diálogo acontece em vários lares ao mesmo tempo.
        Em uma casa grande num bairro de classe alta. Uma mulher, mãe preocupada. Está sem saber como ajudar seu filho. Ela ajoelha-se em seu quarto, na madrugada e com a Bíblia na mão começou a falar com JESUS.
        ___ Meu Jesus sei que não sou de conversar com o SENHOR, mas eu preciso tanto de ti neste momento. Eu preciso ajudar meu filho, ele se esforça tanto, mas não consegue largar seu vício. Disse-me outro dia que é IMPOSSÍVEL.
        ___ As coisas que são impossível aos homens são possíveis a Deus. (Lucas 18:27)
Em outra casa um homem vê a sua família desunida. Com ares de cansado ele senta no sofá, e começa uma conversa com Jesus.
        ___ Esta luta para manter a união da família tem me exaurido Jesus. Estou cansado demais.
        ___ Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrarei descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11: 28-30)
Numa casa de periferia um jovem, pressionado pelas convenções sociais, se preocupa porque ainda não achou uma namorada. Está cansado de ficar...ficar de forma despreocupada numa aparente felicidade.
        ___ Jesus, outra coisa que me atormenta, é um sentimento de isolamento. Há horas que penso que não sou amado realmente por ninguém.
        ___ Eu vim para isto, para amar de verdade. Vou te falar o que João escreveu a meu respeito: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). E mais ainda meu filho: Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos amei.” (João 13:34).
        ___Quer dizer que eu posso amar sem ser amado?
        ___ Isto mesmo.
Na mesma rua, um homem com pensamentos de morte que lhe atormentam, resolve iniciar um conversa com Deus. Horas antes fora abordado por um crente que lhe entregou um pequeno folheto. É sexta-feira de madrugada. E às quintas é dia de evangelismo na pequena congregação do bairro.
        ___ Ah! Senhor. Se estás mesmo aqui. Fala comigo. Eu não tenho como seguir em frente.
Neste momento ao ler o pequeno folheto ele vislumbra as palavras que lhe são dirigidas. E que um dia Paulo escreveu quando teve uma conversa com Deus.
        ___ E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (2 Coríntios 12:9)
Cansado ele se lembra de que tinha uma Bíblia e resolve folhear as suas páginas. Seus olhos param no livro de Salmos.
        ___ Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei. (Salmo 91: 15)
No centro de uma grande cidade, um estudante de direito luta para terminar sua faculdade. O trabalho de conclusão de curso lhe queima os neurônios.
        ___ Ai meu Deus, eu não consigo entender as coisas.
        ___ Confia no Senhor de todo teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece- em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.(provérbios 3: 5-6)
Momentos antes, no mesmo prédio da biblioteca, um aluno do mestrado em Física Nuclear, seguia nas suas dúvidas a respeito da vida. Lembrava com saudades das aulas da Escola Bíblica Dominical.
        ___ Fala comigo meu Deus.
        ___E Ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive. Adquire a sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca. Não a abandones e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá. (Provérbios 4: 4-6)
       
Numa Lanchonete, uma colega tentava suportar os defeitos da outra que gostava de uma intriga e tentava prejudicá-la na empresa.
        ___ Eu não suporto mais isto meu Cristo.
        ___”Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. (Filipenses 4: 13)

No Batalhão de Bombeiros, um militar novato partia para seu primeiro atendimento de acidente de trânsito. O rádio da viatura noticiava as vítimas fatais. Mesmo treinado, uma sombra de dúvida lhe assolava.
        ___ Meu Deus. Será que dou conta? Eu não sou capaz!
        ___ “Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre”.(2 Coríntios 9: 8)

Um pastor estava com sérias dificuldades em seu ministério. Estava desanimando. Na madrugada ele abre sua Bíblia, pois sabe que Deus falará com ele.
        ___ “Porque ele completará a obra e abreviá-la-á em justiça; porque o Senhor fará breve a obra sobre a terra”.(Romanos 8: 28)

Uma senhora de idade avançada, em seu leito de hospital. Sua mágoa a consumia por causa de seu pecado. O acusador lhe jogava na cara os seus pecados de mocidade. Recebe a visita de um capelão que lhe fala do amor de Deus, e lhe mostra dois trechos da Bíblia Sagrada. Ela não conseguia perdoar a si mesma.
        ___ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
        ___ “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. (Romanos 8:1)
Um namorado intentava largar a sua namorada e ir para outro estado. Num arroubo e num ímpeto, numa relação sem pensar, ela engravidara. Ambos chegaram a conversar sobre aborto.
        ___ Senhor, preciso de ajuda. Me dê uma palavra Senhor, para que eu possa ver uma luz no fim do túnel. Eu não tenho condições de cuidar desta criança.
        ___ “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em Glória, por Cristo Jesus”. (Filipenses 4: 19)

Uma criança, por extrema necessidade precisou ficar em casa sozinha. A mão teve que correr ao hospital para atender seu pai. Tentara de todas as maneiras levá-la consigo, mas não conseguira. Não havia outra maneira. Trancou a casa bem trancada. Era uma pequena moradia. Mas naquela casa resplandecia a Glória de Deus.

        ___Paizinho do céu, eu aprendi que o Senhor fala conosco. Aprendi que eu posso confiar no Senhor. Eu estou com tanto medo.
___ “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum porque tu estás comigo”. (Salmo 23: 4)

Jovem. 18 anos. Procurando o primeiro emprego. Recém saído do curso técnico. Nos últimos dias, tem sentido muita frustração e preocupação. Acorda de manhã e sua mãe o convida para lerem a Bíblia juntos e orar.
        ___ “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. (1 Pedro 5: 6-7)
Um senhor crente, mas infelizmente, foi influenciado pelas teorias de teologia da prosperidade. De tanto ouvir pregar sobre riquezas da vida, começa a fraquejar na fé. Dentro da igreja ele coloca-se de joelhos e abre a bíblia.
        __ Senhor Deus aumenta a minha Fé. Por vezes parece que ela é insuficiente.
        ___ “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um”.(Romanos 12:3)

No primeiro dia de aula um menino pensa que tudo é difícil, e pensa que não dará conta. Assim também, um jovem em seu primeiro dia na Universidade. Um missionário em seu primeiro dia de missões. Em comum todos tem o pensamento de que não são inteligentes o suficiente para aprender.
        ___”Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria e justiça, e santificação, e redenção”. (1 Coríntios 1:30)

Uma mulher senta-se na sala. Sozinha. Venceu na carreira, mas sente a falta de filhos de alguém. Ora e pede um consolo a Deus.
__ Deus eu me sinto tão só.
__ “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” (Hebreus 13:5)























           





BIBLIOGRAFIA
Bíblia Shedd. (1997). São Paulo/SP: Vida Nova.
Bruce, F. (2008). Comentário Biblico NVI: Antigo e Novo Testamento (1ª ed.). (F. Bruce, Ed., & V. Kroker, Trad.) São Paulo, SP, Brasil: Vida.
CPAD, C. P. (2010). O Poder e o Ministério da Oração. Lições Biblicas - 4º trimestre , 64.
Gardner, P. (2005). Quem é quem na Bíblia Sagrada. São Paulo: Vida.
Malgo, & Wim. (1982). Chamado a Orar. Obra Missionária Chamada da Meia Noite.










           









[1] Na versão Almeida Corrigida e Fiel (ACF) este versículo é o de número 13.

[2] Um dos significados de “ousia” é roda de oleiro.
[3] É com nossas orações que nos aproximamos para tocar no Senhor Jesus.
[4] Dicionário da Bíblia de Almeida.
[5]  Soltar as amarras do pecado é a coisa mais simples do mundo, basta aceitar a Jesus como sustentador de sua vida Cristã.  Nada há de complexo em reconhecer-se totalmente dependente da misericórdia de Deus, num contraste com a falibilidade humana.
[6] Almeida Revista e Atualizada
[7] Almeida Revista e Corrigida
[8]  Vilela; Milton e De Faria; José Joaquim Gonçalves. “Doutrina Cristã da Trindade”, p9.
[9]  Idem
[10] Idem
[11] Encontramos o nome Jabez e também Jabes.

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