sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Os 5 papéis do crente na vida cristã.



Os 5 papéis do crente na vida cristã: Uma leitura do Capítulo 2 da Segunda Epístola a Timóteo.
Jonas Dias de Souza

Quando falamos em papel, falamos em personagem. Na vida assumimos vários personagens ao longo da existência. Somos filhos, alunos, namorados, noivos, pais, trabalhadores e seguimos vivendo, por vezes sem nos darmos conta desta leitura de mundo e como nos comportamos diante das várias situações que se apresentam.
Na vida devotada ao cristianismo não é diferente, temos que ir assumindo os papéis que o crescimento espiritual nos coloca pela frente. Caso isto não ocorra estamos fugindo de nossa missão, e seremos eternos meninos, crentes frágeis, acreditando em tudo que alguém fala no altar. Ficamos eternas crianças que interrogam a vontade, mas não correm atrás de respostas. O apóstolo Paulo, escreveu para Timóteo sobre direitos e deveres, mas as recomendações se aplicam aos crentes de todo mundo. Sabemos que a preguiça intelectual para com as coisas do alto são obstáculos na vida do crente. Nada mais do que um reflexo da ausência de estudos bíblicos, sobra muito culto “disto” ou “daquilo” e pouco culto de doutrina verdadeira, sã. Podemos acreditar que há uma parcela de falsos ensinadores que não desejam a independência de suas ovelhas, afinal, é mais fácil arrancar-lhes a lã se elas não pensarem por si. Impossível crescer espiritualmente sem a ajuda imprescindível do Espírito Santo. Quando lemos a Segunda Carta a Timóteo, aprendemos que o Espírito Santo é um Espírito de Poder, de Amor, de Moderação, da Vida, de Sabedoria, de Santidade e de Graça. Jamais um Espírito de covardia. É com este Espírito nos auxiliando que vamos passando pelos personagens que devemos viver na vida cristã.
O primeiro

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Livros Cristãos Gratuitos.

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domingo, 14 de agosto de 2016

O CRESCIMENTO DO AMOR NO CRENTE EM CRISTO JESUS: DO LEITE AO ALIMENTO SÓLIDO.


 
 
 
 
 
O CRESCIMENTO DO AMOR NO CRENTE EM CRISTO JESUS: DO LEITE AO ALIMENTO SÓLIDO.
Jonas Dias de Souza

Inúmeras vezes ouvimos expressões sobre “voltar ao primeiro amor”, mas poucas vezes nos propomos de fato a refletir sobre o assunto. O primeiro amor é aquele momento em que o recém-convertido se descobre como participante da vida na igreja, e não encontra tempo ruim. Vigília de oração, culto ao ar livre, culto de ensino, Escola Bíblica de Férias. Em todas as ações de culto a Deus, o recém-convertido está presente. Mas ainda alimentando com o leite. É neste momento que ele precisa de uma igreja que seja doutrinariamente sadia. Um igreja doutrinariamente sadia é aquela que propicia um discipulado de valor ao novo crente. Lamentavelmente temos tido notícias de “rebatismo”, ou seja, determinadas não estão aceitando o batismo de outras denominações. Isto pra ficar somente em um exemplo de que ter “muito tempo de crente” não significa ser maduro espiritualmente. Vemos “crentes antigos” praticando as mesmas coisas da meninice. O apóstolo Paulo, escreveu aos crentes de Éfeso, que eles deviam crescer no cabeça da igreja que é Cristo Jesus. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” (Efésios 4.15-16)
Crescer espiritualmente é

sábado, 23 de julho de 2016

CORRENDO DOS MURMURADORES.

                                       

                                                  CORRENDO DOS MURMURADORES.
                                                                                                                                  Jonas Dias de Souza
Descontentamento com tudo e com todos. Descontentamento geral. Pessimismo em todas as áreas da vida. Acreditem! Existem pessoas que nunca estão felizes com nada. Contentamento é uma ação desconhecida na vida de muitas pessoas. Murmura de manhã, de tarde e de noite. Choveu! Reclamam porque queriam o sol. O dia está ensolarado! Reclamam porque queria a chuva. Estão trabalhando! Reclamam que a tarefa está difícil de suportar. Chegou o desemprego! Reclamam a falta do trabalho.
Estão em um fim de relacionamento e reclamam da solidão, mas reclamavam do companheiro. Há solução?

domingo, 17 de julho de 2016

Priorizando formigas e não vendo elefantes.









Priorizando formigas e não vendo elefantes.
Jonas Dias de Souza
“Pedi, e dar-se- vos á; buscai e achareis; batei, e abrir-se vos á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate abrir-se-lhe-á.” (Mateus 7.7-8)


Vamos procurar um novo significado para a palavra preocupação. Sabemos que ela significa: “prevenção, opinião antecipada, ou a primeira impressão que uma coisa fez no ânimo de alguém ou ideia fixa e antecipada que perturba o espírito a ponto de produzir sofrimento moral.” Mas vamos dizer que a preocupação é falta de visão de todas as partes de um problema ou assunto. Ou que a preocupação é uma espécie de cegueira. Preocupar-se somente, sem entrar em ação é entregar-se a uma apatia que pode gerar problemas psicológicos como a depressão. Não digo que

sábado, 9 de julho de 2016

Palavra, costume e tradição: Os novos (velhos) desafios para os crentes.



Palavra, costume e tradição: Os novos (velhos) desafios para os crentes.
                                                                                                                   Jonas Dias de Souza

Que a cultura muda de forma constante é algo que todos sabemos. Costumes sociais também mudam com o passar do tempo. O que em uma época era considerado um tabu, em outras passa a ser normal. Para as gerações de crentes atuais, consideradas os aspectos da comunicação de massa e da capacidade quase interminável de obtenção de informações, estes processos de mudanças culturais são extremamente acelerados. Vivenciamos nas duas últimas décadas uma revolução tecnológica que coloca assuntos em pautas que não existiam nos anos 80. Exemplo disto é questão da telefonia móvel. Hoje o celular do jovem crente serve como uma biblioteca cristã. Não raras vezes vemos “exortações” sobre o uso do celular no culto, mas nem sempre há a reflexão de que esta ferramenta eletrônica é o meio do jovem conduzir a Bíblia. Assim como os livros de papel estão compartilhando espaço para os livros digitais, a Bíblia também é lida nos vários formatos digitais. Compete a cada um, se policiar no sentido de não acessar outros aplicativos que comprometam a adoração.
Outra questão que não abandona a tradição é a questão das

terça-feira, 5 de julho de 2016

A SEGURANÇA NO TEMPLO RELIGIOSO E EM SEU ENTORNO: BREVES CONSIDERAÇÕES.






A SEGURANÇA NO TEMPLO RELIGIOSO E EM SEU ENTORNO: BREVES CONSIDERAÇÕES.
                                                                                                                             Jonas Dias de Souza

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Salmo 127.1)

Vivemos hoje um clamor por segurança. Seja na rua, em casa e até mesmo nas igrejas. Já tivemos oportunidade de abordar o assunto em artigo anterior e novamente teceremos algumas considerações. O templo religioso precisa ser protegido fisicamente. Não podemos espiritualizar tudo que acontece, obviamente temos ações que são influenciadas pelo inimigo, mas temos aquelas que são frutos da maldade humana e por pessoas debaixo da influência de drogas e álcool. Neste sentido, urge que o corpo dirigente do templo se prepare para oferecer segurança extra aos crentes presentes na reunião. Chamamos de segurança extra, porque entendemos que

sexta-feira, 29 de abril de 2016

SABEDORIA VERSUS CONHECIMENTO: UM CONFLITO A SER ESCLARECIDO









SABEDORIA VERSUS CONHECIMENTO: UM CONFLITO A SER ESCLARECIDO
            Jonas Dias de Souza[1]

            A minha Mãe não teve a oportunidade de freqüentar uma escola. Era classificada como analfabeta segundo os padrões culturais e sociais em que vivemos. Contudo, se é algo que não podemos dizer a respeito dela é que não era sábia. Inúmeras vezes proibiu amizades minhas com “uns caras legais” e que posteriormente mostraram que ela tinha razão em proibir a convivência. Não saber ler e escrever não significa ser desprovido de sabedoria. Conhecimento e sabedoria não são a mesma coisa, mesmo que possam ser relacionados. Um homem que não teve a possibilidade de receber a instrução formal pode ser infinitamente superior em sabedoria a um erudito. Através da freqüência aos educandários podemos adquirir conhecimento, mas a sabedoria tem a ver com o conhecimento intuitivo das coisas e situações.
            Tive o prazer de conviver com um Pastor que também não tinha estudo, e tinha até uma dificuldade de leitura, mas quando se punha a explicar as passagens do culto prendia toda a platéia, posso imaginar muitos se perguntando como podia tal fato se suceder. Se o conhecimento é ligado à teoria, a sabedoria é ligada à prática. Talvez seja por isto que a cultura oriental valoriza a figura do idoso, do ancião, elevando-o a um patamar de respeito. Embora, sabemos que a idade não signifique necessariamente sabedoria.
            Na vida Cristã temos como adquirir sabedoria através da

COMO COMBATER A ANSIEDADE E A CORRERIA, E SENTIMENTOS PERTURBADORES COM PRINCÍPIOS BÍBLICOS?








COMO COMBATER A ANSIEDADE E A CORRERIA, E SENTIMENTOS PERTURBADORES COM PRINCÍPIOS BÍBLICOS?
            Jonas Dias de Souza[1]
            Que vivemos em uma época acelerada é lugar comum.  Sabemos o quanto a vida neste século presente está correndo até mesmo nas pequenas cidades. Penso que um dos grandes fatores para estas “cabeças quentes” é o excesso de informação que temos ao nosso dispor. Recebemos uma enorme variedade de notícias policiais, políticas, econômicas, escolares, sem, contudo, processarmos estas informações. Temos um cérebro trabalhando em excesso. Este trabalho em excesso do cérebro com vistas a processar e organizar o que recebe gera um estado de ansiedade. Em Segurança Pública temos o que chamamos de Segurança Subjetiva, ou seja, assistimos a notícia de um crime a centenas de quilômetros e o processamos como se estivesse ocorrendo na vizinhança. Este trabalho excessivo do cérebro, comparando com um carro, é como se colocássemos o motor em altíssimas rotações na primeira marcha, chega a um ponto que atingiremos o vermelho, o motor irá fundir. O contrário também é verdade, uma marcha alta com velocidade baixa, deixa o motor desequilibrado. Com nosso cérebro não é diferente. Excesso de informações sem trabalhar gera um desequilíbrio mental.  Há uma solução isto dentro de princípios cristãos?
            A Bíblia fala de um pastor que tomou sobre si as nossas dores. O profeta Isaías no capitulo 53 de seu livro, cerca de 700 anos antes de Cristo, profetizou para qual motivo seria a vinda do Messias.  Para trazer a salvação, libertar os cativos. Estamos cativos das ansiedades e das correrias. Nem tudo que sofremos pode ser considerado como oriunda do pecado. Vivemos enquanto crentes a inserção num mundo de corre-corre tamanho que nos atinge assim como aos que ainda não conheceram a Cristo. A vantagem que temos enquanto conhecedores da vida em Cristo é saber que temos um refúgio na angústia. O salmo 91 fala justamente disto, do refúgio que temos na angústia. Portanto a ansiedade, a depressão e a “cabeça quente” devem ser combatidas com a ajuda que vem do alto que é a presença do Espírito Santo. Ajuda do alto é diferente de auto-ajuda. Enquanto na ajuda do alto nos colocamos diante do trono de Deus e pedimos para ele nos ajudar em nossas fraquezas, na auto-ajuda tentamos vencer os nossos problemas mudando nossa forma de pensar. Mas como mudar a  nossa forma de pensar se estamos com o pensamento em alta velocidade e não conseguimos organizar as idéias? O princípio da leitura da Bíblia é essencial para começarmos a entrar nos eixos. Precisamos desligar a televisão e ligar a Bíblia.  Não sejamos radicais a ponto de nos desligarmos do mundo ao nosso redor, não é nada disto. Ocorre que em meio a um deserto de notícias ruins, devemos selecionar aqueles programas que edificam (coisa rara hoje em dia porque até os programas das igreja estão ruins) e dedicar mais tempo para a comunhão com Deus através da leitura da Bíblia. Na Bíblia Deus revela o Plano dele para

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.





A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.
Jonas Dias de Souza[1]

            A esperança é uma força motriz que move o ser humano. Através da esperança a vida segue rumando pelas intempéries de uma forma mais resoluta. As dificuldades são vencidas, os obstáculos transpostos. Mas, mais forte do que a esperança é a Fé. A esperança traz consigo uma dúvida interior. A Fé traz a certeza de que as coisas mudarão. Enquanto depositamos a esperança nas ações humanas, depositamos a Fé na ação de Cristo. E paradoxalmente mantemos uma mais do que uma esperança, somos revestidos de uma ESPERANÇA EM CRISTO. Explico. A esperança na humanidade não se compara com a esperança em Cristo.
            Cristo prometeu retornar pouco antes de subir aos céus diante de um monte de testemunhas. Se na lei basta três, a ascensão de Jesus foi presenciada por várias pessoas. Nas palavras do médico e historiador, e evangelista Lucas, é utilizado o plural “levou-os fora”.  Marcos afirma que “depois de lhes ter falado”.  Antes desta subida aos céus, houve a promessa de que iria retornar. João 14 fala desta promessa, que está sendo cumprida no que respeita à preparação dos lugares. A Fé nos mostra que o céu está sendo preparado para aqueles que aceitarem a Cristo como salvador.
            Como será está segunda vinda?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O CRISTIANISMO NO BERÇO DA FILOSOFIA: PAULO DISCURSA NO AREÓPAGO CONFRONTANDO EPICUREUS E ESTÓICOS.








O CRISTIANISMO NO BERÇO DA FILOSOFIA: PAULO DISCURSA NO AREÓPAGO CONFRONTANDO EPICUREUS E ESTÓICOS.
Jonas Dias de Souza[1]
               
                O povo Grego estava acostumado a intensos debates em praça pública. Não era incomum que as idéias fossem debatidas entre os que se encontravam na rua, isto aliado à intensa curiosidade que o grego possuía para as novidades e a abertura para novas formas de pensar, permitiu a Paulo um terreno fértil para a pregação do evangelho.  Abordamos este assunto no artigo Sobre a plenitude dos tempos.
Sabemos que Paulo enfrentou duas correntes do pensamento clássico grego: o Estoicismo e o Epicurismo.  “E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendia, com ele.” (Atos 17.18).  Eram duas correntes muito em voga na Grécia, embora distintas.  Chega então Paulo, mostrando  um caminho diferente, uma nova perspectiva de ver o mundo partindo dos ensinamentos de Jesus de Nazaré.  A bíblia não traz na íntegra o discurso de Paulo, sabemos que não se resumiu a poucas palavras por causa da estrutura do discurso grego.  E considerando que Lucas foi o historiador, é provável que tenha colocado uma síntese das palavras Paulinas em Atos.
O discurso filosófico possui uma estrutura que em linhas gerais segue ou possui os seguintes componentes

quinta-feira, 24 de março de 2016

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA: A NECESSIDADE DE UM RETORNO ÀS ESCRITURAS.









O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA:  A NECESSIDADE DE UM RETORNO ÀS ESCRITURAS.
Jonas Dias de Souza[1]

                Não é novidade dizermos que a Páscoa não se resume a chocolates em forma de ovos de coelho, o que por si só é um disparate, pois coelhos são mamíferos. Mas a mentalidade capitalista impõe uma investida de aumento do consumo e são não damos os chocolates somos politicamente incorretos.  Eu particularmente, penso que chocolate deve ser uma iguaria que se consome com páscoa, sem páscoa, assumo com isto a minha vontade por este tipo de caloria. Descontração à parte, temos que criar uma reflexão aprofundada sobre o sentido da Páscoa enquanto cristãos. Para lembrar, nesta época do ano (segundo a historiografia quase oficial) é que Pedro Álvares Cabral avistou a primeira porção de terra de nosso Brasil, chamando-a de Monte Pascoal.
            O que a Páscoa? Segundo o Dicionário Bíblico

domingo, 20 de março de 2016

O MINISTÉRIO DE RECRUTAMENTO E O MINISTÉRIO DE AMADURECIMENTO: A DUPLA MISSÃO DA IGREJA À LUZ DA GRANDE COMISSÃO.






O MINISTÉRIO DE RECRUTAMENTO E O MINISTÉRIO DE AMADURECIMENTO: A DUPLA MISSÃO DA IGREJA À LUZ DA GRANDE COMISSÃO.
Jonas Dias de Souza

O recrutamento de novos membros para o exército de Cristo se dá principalmente através da pregação. Eís porque afirmamos que a pregação deve ser cristocêntrica, girar em torno e sobre Cristo, enfatizando a missão salvífica da cruz.  Não sabemos como tem sido o final dos cultos nas igrejas, mas recomendamos que todo culto termine em apelo. Este convite não pode ser negligenciado, sob pena de não colhermos os frutos que é o nascimento de novos filhos.
Este nascimento de novos filhos é o que chamamos de atração, a verdade é que devemos falar em recrutamento. A Bíblia utiliza uma linguagem tipicamente militar: batalha, exército, armadura, espada, general de guerra (Confiram Efésios 6). Então, falarmos em recrutamento e alistamento coaduna com a mensagem cristã.  Comparemos com o alistamento obrigatório para o jovem de 18 anos, só que o exército de cristo não limita sexo e nem idade. Mas a convocação ocorre a todo o tempo, ou pelo menos deveria ocorrer mediante o apelo ao final de cada pregação cristocêntrica. O clímax desta convocação é o apelo para que a pessoa aceite a Cristo como legítimo, único e suficiente Salvador, e a partir desta confissão pública de fé está no exército de Cristo. Atrair é a missão dada por Cristo e que convencionou nomear de

quarta-feira, 16 de março de 2016

Sobre portas fechadas.






Sobre portas fechadas.
Jonas Dias de Souza[1]

Existe um adágio popular que diz “que quando o mundo nos fecha uma porta, Deus abre-nos uma janela para que vejamos algo novo.” Mas existem portas que são fechadas por Deus e estas nenhum homem abre, como a porta da arca de Noé. Recentemente assistimos na igreja ao filme “Quarto de Guerra” que conta a história de batalhas ganhas em oração. E como cristãos conhecemos histórias que são ganhas de fato em oração, e oração silenciosa, daquelas em que o crente se fecha em seu quarto e ali ele batalha com Deus.
A Bíblia mostra uma série de acontecimentos que tiveram seu lugar entre portas fechadas, e é atrás destas portas fechadas que a vaidade não encontra guarida.  Quando a porta se fecha para que possamos falar com Deus, sem aquela preocupação com o mundo (sem celular, sem internete, sem perturbação de qualquer espécie) as bases do inferno sofrem abalos estruturais, e o inimigo fica furioso. Concluímos, portanto que existem qualidades de portas fechadas.  Portas podem ser  fechadas para uma trama maligna, mas portas podem ser fechadas para o bem. Para guardar o bem ou para impedir de entrar o bem. Portas podem ser fechadas para o evangelho, mas podem ser fechadas para o pecado em definitivo.
Vejamos exemplos de portas fechadas para momentos de intimidade com Deus:
1)      A  salvação de Noé foi encontrada atrás de uma porta fechada.

“Eram Macho e fêmea os que entraram de toda carne, como Deus lhe havia ordenado; e o Senhor fechou a porta após ele.” (Gênesis 7.16)
O quadro sombrio que se desenhava com a chuva que destruiu o mundo, tornou-se bonança e segurança quando Deus fechou a porta.  A humanidade (exceto a família de Noé)  fechou a porta para a Graça oferecida por Deus.  Noé creu e foi salvo. Quando o Senhor fechou a porta, todos na arca ficaram abrigados. Esta benção de Noé foi uma benção da obediência. Obediência que trouxe paz no meio das procelosas ondas e das tormentas ruidosas.

domingo, 6 de março de 2016

O QUE É SER EVANGÉLICO?








O QUE É SER EVANGÉLICO?
Jonas Dias de Souza[1]

                Severas discussões ocorrem sobre o termo “Evangélico”, e a reflexão necessária é: O que é ser evangélico? Sabemos que na essência, este termo é muito contestado.  Para o senso comum, evangélico é aquele que não pertence à Igreja Católica, seja a apostólica romana ou outras ramificações, como a ortodoxa oriental.
            Temos presenciado, contudo, uma mistura de elementos do culto afro brasileiro em alguns cultos tidos como evangélicos. Isto nos impõe uma ida além da mera reflexão, uma tomada de posição de defesa do que podemos chamar evangélico. Sabemos que a raiz do adjetivo evangélico, vem de uma palavra grega que  implica ou designa a notícia tida como “Boa mensagem” ou “Boa Nova”. Esta notícia é a da ressurreição, com ensinamentos do Cristo.  A mensagem apostólica que é noticiada com o auxílio imprescindível de Deus mediante a Fé, e que na verdade é a Salvação plena em Jesus Cristo (Graça pela Graça) é o evangelho. Reside nesta constatação a premente necessidade de termos pregações exclusivamente cristocêntricas. O adjetivo assume mais do que o significado genérico de cristão segundo a deturpação da inteligência comum. Esta reflexão mais aprofundada, nos leva a perceber que a vivência do cristianismo evangélico é centrada no próprio evangelho e não mais na lei. Não somos capazes de enquanto homens vivermos segundo a lei, porque quem tropeça em um item tropeça em todos. O que nos redime é a Graça redentora de Cristo Jesus, propiciada pela sua morte na Cruz. O apóstolo Paulo em sua Carta aos Romanos afirma e ensina que, “ todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus” e continua ensinando que

sexta-feira, 4 de março de 2016

O PARADOXO ESCATOLÓGICO COMO O FIM DE TODAS AS COISAS.




O PARADOXO ESCATOLÓGICO COMO O FIM DE TODAS AS COISAS.
Jonas dias de Souza1


Um assunto que suscita muitas discussões é a escatologia. Considero muito difícil chegarmos a um consenso algum dia. Consideradas as várias correntes teológicas existentes, é natural que estas discussões avancem ao longo do tempo até que o próprio tempo coloque fim em todas as coisas. Obviamente o tempo do fim é conhecido somente pelo Pai, esta afirmação é bíblica, e suscita mais controvérsias com alguns dizendo que após a ascensão aos céus, Cristo tomaria conhecimento desta data. Controvérsias e conjecturas à parte, somos levados a perguntar o motivo deste assunto despertar tanto medo na humanidade e possuir tanta dificuldade no meio evangélico.
Escatologia é um assunto difícil (penso eu) porque ela é metafísica na sua forma de pensar. Falamos de uma metafísica sem o sentido pejorativo que é aplicado ao termo. Sabemos que existe uma parte prática no evangelho (práxis) mas existe a parte da fé. Esta fé ultrapassa a barreira do físico e do natural. Ocorre que a crença fundamental do Cristão é a volta de Cristo que será precedida de eventos que fugirão da naturalidade, será portanto sobrenatural. Prendemo-nos muitas vezes a conceitos do léxico, sem aprofundarmos reflexivamente no que vem a ser ou no que poderia ser.
Escondemos nossos pensamentos com medo de sermos intepretados de forma a não conseguirmos ser entendidos naquilo que pensamos. Isto é normal, porque nossas falas são inseridas em contextos de vida diferente do nosso e da nossa realidade. Qual o motivo que nos levou a aceitar a Cristo? Sabemos que o Espírito Santo convence da justiça, do pecado e do juízo. Contudo, existe um motivo natural que muitas vezes não nos damos conta. Um exemplo, pode ser a paz em nossa consciência. Mas se aceitamos a Cristo somente para termos uma qualidade de vida melhor nesta vida, seremos muito pobre em nossa fé. Acreditar que haverá uma vida futura, eterna e incomparável com esta é que faz nascer a escatologia. É mais do que um estudo sobre o fim das coisas, é saber ler na história da humanidade e nos acontecimentos mundiais (tendo sempre a Bíblia como parâmetro) que estes eventos estão cada dia mais se intensificando. O que para um incrédulo é motivo de medo, para o crente é sinal de regozijo e alegria.
Então o crente se alegra com o fim do mundo? A resposta é um sonoro sim. Se alegra porque sabe que o Rei está voltando e seremos transformados em seres diferentes. Estudar escatologia não deve ser feito com medo ou apreensão, mas com a alegria de que é salvo e justificado em Cristo Jesus. Esta alegria é que nos dará a facilidade para compreendermos os eventos mundiais à luz da escatologia. Neste interlúdio temporal não podemos nos esquecer de que fomos comissionados pelo Rei a anunciar a sua volta.
Graça e Paz.
1Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus em São João del-Rei/MG. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

PEREGRINANDO PELOS VALES.

                                               PEREGRINANDO PELOS VALES.
                                                                                                Jonas Dias de Souza[1]
                       
A palavra “vale” na Bíblia é associada à provas e lutas. Nestes  tempos modernos passamos por diferentes vales quando comparados aos tempos de antanho. Não existe tempo melhor que o outro. Embora as vezes podemos sentir nostalgias de tempos passados, a Bíblia ensina em Eclesiastes que cada coisa acontece em seu próprio tempo. Ocorre que temos uma tendência a sentirmos uma nostalgia daquilo que nos fez felizes e deixarmos de lado ou suprimimos mesmo que num processo inconsciente os momentos de tristeza.
O que não podemos esquecer é que não nos cabe sentir tristeza quando temos Cristo indo conosco, ao nosso lado, nos sustentando e por muitas sendo até mesmo o timoneiro. “Se Cristo comigo vai eu irei ”, assim diz um hino muito conhecido, a verdade que ele expressa, a nossa alma sente ao passar pelos vales e ver a figura de Cristo revelando a Graça de Deus. Isto acontece por um favor de Deus para conosco e para o mundo perdido, e esta Graça é que deve nos bastar e somente, e somente só em Jesus Cristo podemos encontrar esta Graça que mais doce que todas as alegrias e bens terrenos.
“Se pelos vales eu peregrino vou andar”, que seja peregrinando com Cristo. A vida do crente não é livre de lutas contra o pecado, contra as agruras da vida. Mas é uma luta que objetiva o fim de todas as coisas. E qual é o fim de todas as coisas? O fim de todas as coisas não é nada mais do que uma vida eterna. Esta vida eterna será ao lado de Cristo que obtemos graças ao Sangue glorioso vertido na cruz,  ou no lago de enxofre, que muitos julgam ser uma metáfora. Esta separação eterna da presença de Deus é que será a segunda morte. A morte espiritual será muito pior do que a morte física.
Ao passarmos pelo vale e chegarmos nas planícies veremos o quanto Jesus nos ajudou. E aí? Deveremos voltar ao vale? O lema dos fuzileiros navais é “nenhum ferido para trás”.  Então podemos voltar ao vale, desta vez armados com a armadura de Deus e realizar o resgate das almas feridas. Como se dá este resgate? Através da proclamação do Evangelho de Cristo aos perdidos. Através da sustentação de nossa  família em oração. Toda vez que nos prostramos de joelhos e intercedemos em favor de nossos familiares que ainda não aceitaram a Cristo, estamos fazendo uma devassa nas obras das hostes da maldade. Outrossim, devemos lembrar que passamos somente pelo vale da sombra da morte com a exclusiva permissão divina, e este Deus o qual servimos já providenciou o resgate necessário para mostrar que Ele é a Luz do mundo.  Cristo é o resplendor dos céus que veio para trazer aos cativos a Boa Nova. Esta Boa nova, é uma Graça Inaudita que alcança a ovelha longe do redil. Este Bom Pastor nos ama e nos toma em seus braços e nos conduz para a fonte de águas vivas. Outrora nos vales, estávamos a mercê das obras e das influências da maldade, agora, com as feridas embalsamadas pelo amor de Cristo, cantamos alegre. Este nosso canto estridente (Hinos de Louvor) abala a confiança dos encarregados da perdição e ao mesmo tempo ecoa em todo o vale, mostrando aos peregrinos que existe uma saída do labirinto de dor que é Jesus Cristo. Agora, no redil, nós cantamos “Firmes nas promessas de Jesus o Cristo”.
E seguimos Salmodiando:
O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.




[1] Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João del-Rei/MG. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR VERSUS O DIA DA IRA DE DEUS: O PAPEL DA IGREJA NESTE INTERLÚDIO.




O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR VERSUS O DIA DA IRA DE DEUS: O PAPEL DA IGREJA NESTE INTERLÚDIO.
Jonas Dias de Souza[1]

                Cerca de sete séculos antes da vinda de Cristo, uma profecia do profeta Isaías anunciava dois eventos cruciais para o povo escolhido por Deus. Dois eventos que até hoje impactam a vida da igreja. No entanto, preocupadas com questões menos importantes a humanidade segue seu caminho sem perceber que a cada dia nos aproximamos do ápice do que foi  e é, e ainda deverá ser anunciado. Temos em mente a questão da Salvação. A proclamação da salvação anunciada no livro de Isaías, teve sua primeira parte cumprida quando Jesus (narrado por Lucas) realizou a leitura no templo.      “O Espírito do Senhor JEOVÁ  está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos.” (Isaías 61.1) Percebemos por uma leitura atenta da Bíblia, a interrupção que Jesus fez, parando no versículo dois. “E cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.” (Lucas 4.20)
                Não cansamos de afirmar sobre a necessidade de lermos a Bíblia como uma unidade e não fragmentada, mesmo sabendo da dificuldade que é ler toda a Bíblia em uma seqüência. Mas temos que manter na mente que este conjunto de livros é em verdade um livro só, que mostra o curso da história debaixo da batuta de um maestro que é ao mesmo tempo o criador desta orquestra denominada universo. A bíblia é uma obra única, embora escrita por várias pessoas diretamente inspirada pelo Espírito santo de Deus. Isto nos recomenda ler Isaías 50 a 60. Nestes dois capítulos vemos que o chamado ao arrependimento anda junto com a promessa da redenção. Esta salvação deve ser anunciada por alguém que recebeu a unção do Espírito Santo, que naquele momento de Isaías é a anunciação da vinda de Cristo à terra.  Cristo veio como servo para cumprir uma missão de redenção da humanidade, e ainda hoje neste espaço entre “o ano aceitável do Senhor” e “o dia da ira de Deus” a igreja deve continuar a missão de anunciar a necessidade de arrependimento para alcançar a salvação. Isaías 61, é na visão de alguns estudiosos (ideia que compartilhamos) uma explicação do que vem escrito nos capítulos

sábado, 20 de fevereiro de 2016

ESTUDOS SOBRE ORAÇÃO: A SOLICITAÇÃO DA AJUDA QUE VEM DO ALTO


A SOLICITAÇÃO DA AJUDA QUE VEM DO ALTO.
Jonas Dias de Souza

Porque escrever sobre ORAÇÃO? Há quem diga que orar se aprende orando, esta é uma verdade. Mas é preciso estudar sobre a oração. Saber suas bases bíblicas. Saber que esta forma de conversar com Deus, é uma arma poderosa nas mãos dos Cristãos.
Deus vinha até o jardim conversar com o homem no início da criação. Isto era uma demonstração de que Ele gostava de ouvir o homem. Saber o que ele pensava. O que sentia e o que desejava.
Hoje, Ele ainda gosta de nos ouvir. E a oração é nada mais que falarmos para Deus dos nossos anseios e ansiedades. Das nossas alegrias e tristezas. Das nossas expectativas com relação à vida. Deus pode nos falar de várias maneiras, mas, somente através da oração nós podemos falar com Ele.
Imagine se toda vez que sentasse com seu pai terreno para conversar você dissesse as mesmas coisas. Seria muito chato não? Por isto é que a oração deve ser espontânea. Sair do âmago do coração. Do mais profundo interior de nosso ser, e dizermos a Deus. Podemos pedir, implorar, agradecer, e apenas gemer. É isto mesmo. Até os nossos gemidos inexprimíveis são entendidos por Deus. O Espírito santo se encarrega de traduzir para Deus aquilo que a nossa dor na alma não consegue deixar-nos verbalizar.
É por isto que tão importante quanto orar é saber sobre orar. Como e quando e de que forma. Saber biblicamente, para podermos orar de forma que Deus se agrade de nossas palavras. 



Oração: Uma aproximação da pessoa a Deus por meio de palavras ou do pensamento, em particular ou em público.
Inclui:

domingo, 14 de fevereiro de 2016

RELATIVISMO RELIGIOSO: O PERIGO QUE ENFRENTA A APOLOGÉTICA.





RELATIVISMO RELIGIOSO: O PERIGO QUE ENFRENTA A APOLOGÉTICA.
Jonas Dias de Souza[1]

Na Pós-modernidade é comum ouvirmos a expressão “todos os caminhos levam a Deus”.  A facilidade de difusão de culturas, crenças e religiosidades por meio da internete e da facilidade ao acesso da mídia, expande cada vez mais esta noção, de que todos os caminhos levam a Deus. Dentro deste pensamento se um religioso distribui por voluntariedade ajuda aos pobres, o senso-comum coloca neste ato um caminho para alcançar a Deus. Não somos contra a necessidade do serviço social, pelo contrário, acreditamos nos ensinamentos de que a Caridade anda em conjunto com a Fé.  “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras?” (Tiago 2.14ª). O que não podemos fazer é entrar no senso comum do relativismo religioso e abrirmos concessões para a invasão de doutrinas espúrias que confrontem aquelas doutrinas bíblicas. A bíblia é a razão do nosso caminhar, e sendo a bússola do Cristão, não podemos enxergar o que ela não diz. Não encontramos na bíblia a idéia de sincretismo religioso.  As religiões que afastavam o povo de Deus de seus caminhos eram combatidas com veemência. Não podemos admitir contudo, que baseado na bíblia, sejamos autores de violências contra aquelas pessoas que praticam a religiosidade confrontante com as verdades do critianismo.
A violência é inaceitável em todas as suas formas, até mesmo porque, teríamos que cortar (literalmente) a própria carne e também metaforicamente, expurgando de nosso meio falsas ovelhas. O problema maior no que concerne às heresias está no fato de que elas nascem no nosso meio.  Culpamos o diabo por uma coisa que ele não faz, e esquecemos de olhar para o interior de nossos púlpitos. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.” (João 10.1) Os ladrões e saltadores estão naqueles que permitem os elementos sincréticos em seus cultos com desculpa de que estamos vivendo uma época da tolerância religiosa. O que vemos? Elementos de cultos afros dentro do “cristianismo”. Um altar que reúne o romanismo, o espiritismo e o cristianismo, e que mais confusão coloca no meio. Podemos debater as religiões no campo das idéias, sem que nos matemos e nos espanquemos. Infelizmente, este posicionamento é visto como retrógrado e quadrado. Mas isto é apologética.  Princípios bíblicos são inegociáveis. O principal objeto de negociação dentro do sincretismo é a SOBERANIA DE DEUS.  Isto mesmo. Quando abrimos mão de princípios bíblicos e subimos ao altar com outros deuses (pois é isto que acontece) estamos dividindo com eles a adoração que é devida somente ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Não há doutrina bíblica que apóie a junção destas religiosidades. Se tal acontece é por mera liberalidade humana. O único caminho de Salvação é Jesus Cristo, e a única palavra de Deus sobre isto é a Bíblia. O que falta nesta era pós moderna é evangélico que seja comprometido com a singularidade de Cristo. Se a Bíblia rejeita o fato de que há outros caminhos que levam a Deus, devemos rejeitá-lo também. Este sincretismo e relativismo religioso que impera atualmente é a forma popular de pensar que todas as religiões levam a Deus.
A religião é justamente o esforço da humanidade em evitar a verdade de Deus. Que sentido há em pregarmos e divulgarmos e ensinarmos a Bíblia se todas as religiões levam a Deus? Ateístas e Teístas navegam no mesmo barco se assim o crermos. Dizemos não à violência, mas dizemos sim para uma apologética centralizada no conhecimento da Bíblia. Bíblia aliás que deve ser estudada como uma unidade e não fragmentada, como acontece hoje. Lamentavelmente, vemos, um versículo tomado de forma isolada e uma tessitura de conhecimentos culturais desfiados a guisa de pregação, tem-se filósofos (nos quais me enquadro), psicólogos, professores e doutores e pouquíssimos pregadores genuínos da Bíblia.
Há um só caminho que é Jesus Cristo. Os demais são esforços para atingir este caminho, mas são esforços vãos.  Nos resta o consolo de a Palavra de Deus não volta vazia. “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaías 55.11-12)





[1] Servo de Deus. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia pela EETAD. Congrega na Assembleia de Deus Missões em São João del-Rei.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A PASSAGEM MAIS BONITA DA BÍBLIA: O CORAÇÃO DE TODAS AS PROFECIAS.







A PASSAGEM MAIS BONITA DA BÍBLIA: O CORAÇÃO DE TODAS AS PROFECIAS.
Jonas Dias de Souza[1]

            Eu ouvi isto de um Pastor da Assembleia de Deus. Pastor José Santana (na época) da Assembleia de Deus da cidade de Santa Cruz de Minas em Minas Gerais. Para que não sabe, é a menor cidade do Brasil em termos geográficos. Mas nem por isto deixa de possuir os problemas de uma cidade normal.
            Mas a Assembleia de Deus está ali firme com sua liturgia bem elaborada e sua doutrina, que é apologética, considerados os desvios vislumbrados nesta seara evangélica (que é grande) e onde os obreiros continuam sendo poucos. Mas o que isto tem a ver com a passagem mais bonita da Bíblia? Existe de fato uma passagem que se destaca na Bíblia? Segundo o Pastor Santana, trata-se de Isaías 53.
            Discorremos então sobre Isaías 53 que é uma profecia messiânica, ou seja, ela trata do Messias que viria como de fato meio, para nos justificar, nos salvar, para carregar toda a nossa carga de pecado. Isaías 53 foi escrito cerca de setecentos anos antes do nascimento de Cristo, mas foi escrito de tal forma que parece o relato de uma testemunha da crucificação. Ao lermos a Epístola de Pedro, percebemos que ele utiliza trechos de Isaías no lugar de relatos testemunhais.
           
            Vejamos:

            “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois também que cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo de vossa alma.” (1 Pedro 2.21-25) (ARA)

            Cristo deve ser o nosso exemplo numa vida irrepreensível, devemos evita a auto-defesa e a vingança. Esta auto-defesa é aquela feita pela nossa língua quando sofremos um ultraje de nossos irmãos, devemos confiar na soberania de Deus e em sua justiça. Ao mesmo tempo louvamos a Deus na pessoa de Cristo de Jesus, pelo sofrimento substitutivo que resgatou a dívida a nós atribuída, e reconhecemos sua soberania como Pastor e Bispo de nossas almas. Outrora vagueávamos em nossas vãs futilidades, agora submetemo-nos ao Senhor Deus que como Pastor reúne as suas ovelhas no aprisco.

            Isaías 53 traz por oito vezes

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Bíblia Católica X Bíblia Protestante




Bíblia Católica X Bíblia Protestante
Jonas Dias de Souza[1]
É muito comum presenciarmos disputas sobre tal ou tal Bíblia. Com ardor uns defendem a Bíblia Católica, outros apaixonadamente defendem a Bíblia protestante.  Fato é que na grande maioria das vezes nem uma e nem outra tem a leitura que deveria.  Desde minha adolescência escuto uma brincadeira, que ilustra bem o fato de que as Bíblias não têm a leitura que merecem. Trata-se de uma pergunta sobre qual a diferença da Bíblia católica e a Bíblia Protestante. A resposta em tom de jocosidade é que uma cheira a mofo e outra cheira a “cêcê” ou suor, numa alusão de que bíblias católicas enfeitam estantes e escrivaninhas e bíblias protestantes enfeitam sovacos. O humor por vezes tem um fundo de verdade, e a pilhéria serve para alertar sobre situações sérias de uma forma sutil.  Seria esta uma disputa necessária?
Fará diferença esta discussão que toma energia, tempo e na maioria se limita a um falatório. O que afirmamos é que a energia consumida na defesa, muitas vezes é desprovida de uma análise que leve em conta as doutrinas existentes nos chamados Livros Apócrifos e em traduções livres.
O Novo Testamento é idêntico em ambas as publicações no que concerne ao número de livros. O Antigo Testamento possui na publicação católica alguns livros a mais.  A Bíblia impressa e destinada ao público católico possui  73 livros, ao passo que a destinada ao público protestante possui 66 livros. Acrescente-se a esta diferença os aditamentos em alguns livros da publicação católica.  Para entender esta controvérsia é importante entendermos o que é um Concílio. O vocábulo assume o significado principal de tribunal. Confiram Marcos 13.9 na Almeida Revista e Corrigida (ARC).
“Os chamados livros apócrifos

domingo, 31 de janeiro de 2016

BOM DIA: O QUE QUER DIZER JÓ 5:19 ? (Resposta ao Leitor)






BOM DIA: O QUE QUER DIZER JÓ 5:19 ?
Jonas Dias de Souza[1]
Neste estudo pretendemos responder a uma leitora que entrou em contato através do formulário do Blog Divulgador da Palavra. Sua pergunta é a respeito do significado da passagem bíblica Em seis angústias, te livrará; e, na sétima, o mal não te tocará” (Jó 5.19).
Existe em ensinamento dentro da Hermenêutica (dito em forma de senso comum) que “texto sem contexto é pretexto”  ou seja, o estudo isolado de qualquer versículo bíblico é uma ferramenta perigosa para o estudo bíblico. Textos isolados de seu contexto imediato ou de seu contexto remoto têm servido de base para a implantação de doutrinas desviantes dentro da seara evangélica.  Portanto, temos que situar a passagem bíblica de Jó 5.19 dentro do livro e depois dentro da Bíblia. Sabemos que o Estudo Bíblico sem a direção do Espírito Santo é algo acadêmico. Não que o estudo acadêmico seja espúrio, mas temos que nos acautelar para que nossos estudos não se limitem ao mero academicismo e deixe de lado a questão tão importante da Fé e do contexto Cristão.
SITUANDO JÓ.
O livro de Jó é o

domingo, 24 de janeiro de 2016

Dicotomistas ou Tricotomistas: Uma breve análise desta não tão importante disputa teológica.






Dicotomistas ou Tricotomistas:  Uma breve análise desta não tão importante disputa teológica.
Jonas Dias de Souza[1]

Existem algumas discussões no campo teológico que perduram por muitos anos. Não se chega a um denominador comum e volta e meia surgem defensores de um ou outro ramo do pensar. Não queremos “colocar lenha na fogueira” a respeito desta divisão, mas elucidar o que vem a ser o significado destes vocábulos.
Quando lemos os Evangelhos sinóticos, vemos que o corpo é um ponto em comum nestas duas doutrinas. Em Mateus 27.50, “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.”  Em Lucas 15.37, “E Jesus, dando um grande brado expirou.”  Em João 19.30, “ E quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”  Ora, como ouso afirmar, que o corpo é ponto em comum nestas duas vertentes de pensamento, com passagens bíblicas que falam de outra composição humana?

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

COMO VIVENCIAR A EXPERIÊNCIA DA SALVAÇÃO? UM BREVE ESTUDO DO SALMO 32.



COMO VIVENCIAR A EXPERIÊNCIA DA SALVAÇÃO? UM BREVE ESTUDO DO SALMO 32.
Jonas Dias de Souza[1]

Cremos que Cristo morreu na Cruz do calvário para resgatar-nos do pecado. Cremos na sua ressurreição ao terceiro dia. Cremos que Ele é o único caminho que leva a Deus. Por isto um dia nos decidimos em aceitá-lo como Salvador, como remidor, e uma grande maioria fez uma decisão pelo estreito caminho do Evangelho.  Após a aceitação pública (nem sempre esta é a regra), fomos discipulados e decidimos pela confissão de fé realizada publicamente. É isto mesmo, o batismo é uma confissão de fé pública realizada diante da congregação. Momento em que aceitamos as regras (doutrinas) da congregação ou denominação e as doutrinas cristãs. Inobstante a isto, a experiência de salvação não é algo que possa ser realizada de forma coletiva. A singularidade desta experiência é vivenciada unicamente pelo indivíduo. Não podemos viver a experiência alheia, podemos aprender com a experiência alheia. Os testemunhos quando fidedignos são fonte de crescimento para a igreja.
Ainda assim, existem pessoas que precisam vivenciar a