quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL?




QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL?
Jonas Dias de Souza
Pode parecer óbvio uma reflexão desta data neste dia. Mas a filosofia é uma reflexão sobre os momentos que vivemos. Não há como filosofar sobre abstrações que não nos dizem respeito. E esta época do ano acaba afetando a todos de uma forma ou de outra, mesmo que o sujeito não goste e não ligue para o natal, acaba sendo coisificado pela moderna sociedade que tenta lhe empurrar todo tipo de mercadoria. Esta coisificação não pode ser absorvida por nós. Temos que nos manter independente da sociedade consumista.
Neste contexto saímos da filosofia e mergulhamos na Teologia. Esta relação com Deus que no cotidiano já demasiado fraca, nesta data é subvertida por uma relação com um velhinho de roupas vermelhas que foi criado por uma grande indústria de refrigerantes a base de cola. Sorrisos amarelos enfeitam os rostos de colegas de trabalho que não se deram bem o ano todo, mas que a etiqueta social impõe cumprimentos formais nas entregas do chamado amigo oculto. Uma troca de gentilezas que deveria ser espontânea natural e cotidiana nos demais dias do ano. A canção noite feliz deveria ser entoada todas as noites. Como num velho jargão assembleiano “uma boa noite de salvação”.  Quantas boas noites estão sem salvação e sem o sentido de uma boa noite de fato.
Lembremos o que de fato deve permear esta noite de natal. “E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. (Lucas 2.7).  Muitos não acreditarão, assim como muitos não acreditaram. Julgam ser um relato incerto. Mas a grande verdade é que é este um dos sentidos do natal. Comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Não importa se ele nasceu ou não no dia 25 de dezembro. O que importa é que Ele veio ao mundo para nos salvar. Não é um profeta, não é um avatar, não é apenas mais um iluminado como ensinam alguns. Ele é o Filho primogênito que foi dado ao mundo para o salvar da justiça divina. Há um ensino equivocado de que Cristo pagou a dívida ao diabo. Na verdade Ele pagou a dívida para Deus. O fato que deve ser lembrado nesta noite é: “Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens. (Lucas 2. 8-14)
A humildade da manjedoura deu lugar às ceias suntuosas para poucos e nada de ceia para muitos. Por Ceia entendamos as necessidades básicas de cada ser humano. Como disse Paulo quando escreveu a Tiago: “Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado,
Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos? Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? (Tiago 2.2-5)
Podemos encontrar outro sentido para o natal?  Podemos de fato lembrar que Cristo Nasceu, e morreu na cruz? Podemos retirá-lo da manjedoura e contemplá-lo no madeiro. Olhando para a cruz e prosseguindo a cada dia de janeiro até dezembro.

Reflitam...

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