quarta-feira, 23 de setembro de 2015

QUAL O ANTÍDOTO PARA O ESFRIAMENTO DO AMOR NO PRESENTE SÉCULO?



QUAL O ANTÍDOTO PARA O ESFRIAMENTO DO AMOR NO PRESENTE SÉCULO?
Jonas Dias de Souza

Cumpre informar em primeiro lugar que estamos tratando do Amor Ágape. Aquele Amor fraterno que deve existir de forma imperativa entre os homens de Boa Vontade. Aliás, não temos presenciado muitas demonstrações de Boa Vontade nos últimos dias. Para o Cristão estudioso, isto não é nenhuma surpresa, pois os princípios de dores estão muito bem explícitos na Bíblia.
Podemos enumerar inúmeras causas do esfriamento do Amor. Mas, três motivos se sobressaem dentre todos.


          1)     Uma multiplicação inenarrável da iniqüidade sobre a terra.
Cristo ensinando no Monte das Oliveiras, teve suas palavras registradas pelo Evangelista Mateus: “Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar –vos-hão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.” (Mateus 24. 9-12)

Ora, as séries de violências que temos presenciado contra os Cristãos no mundo árabe é uma demonstração deste aumento da iniqüidade. As ditaduras árabes tem provocado um êxodo sem precedentes na história humana. No Brasil, graças a Deus não sofremos esta perseguição declarada, mas a família cristã tem sido alvo de ataques por parte de setores que defendem modelos familiares em desacordo com a vontade bíblica. Devemos lembrar contudo, que esta Igreja que sofre é composta por irmãos nossos que devem ser lembrados em oração. O apóstolo Paulo ensinou em sua carta aos crentes de Corinto que o alívio pode vir da união de todos os crentes.
(citar 1 Co 12.26)

Estamos perto de ver a Abominação da Desolação que foi referida pelo profeta Daniel e que foi lembrado por Jesus Cristo.  Esta desigualdade exacerbada entre seres humanos tem causas mais profundas que meras crises econômicas. Aos falsos ensinamentos podemos creditar a lassidão moral que é causa deste esfriamento do amor ágape. Diferente do amor ágape, o amor Eros tem ganhado espaço em demasia em todas as mídias, haja vista a inundação pornográfica que permeia os segmentos midiáticos. Esta insensibilidade faz com que vejamos o outro cada vez mais como coisa, e menos como sujeito.  Em paralelo a intolerância religiosa, atinge seu ápice no combate aos cristãos .
2 )     Os motivos dos tempos perigosos.

A corrupção dos últimos tempos (e agora no Brasil vivenciamos uma Era de corrupção econômica extremada), já era algo que o apóstolo Paulo já vivenciava. Em sua Segunda carta ao jovem Timóteo, ele já prenunciava os tempos difíceis e trabalhosos que iriam vir sobre os trabalhadores Cristãos. A carta Paulina revelava já naqueles tempos uma urgência urgentíssima de intervenção através da intercessão dos crentes, pelos crentes e para os crentes. A cautela recomendada por Paulo, hoje deve ser aplicada na vida cristã, pois, o retrato que ele traçou dos homens pode ser visto com nitidez nos tempos modernos. Paulo escreveu: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos do deleite do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3.1-5)

Que retrato perfeito de uma imensa maioria da sociedade. Alie-se a isto os lobos em peles de cordeiros, ladrões e salteadores que estão inseridos no seio da igreja, a maioria ocupando cargos e sobrevivendo às custas das apropriações indevidas da lã e da gordura das ovelhas. Os últimos dias começaram na ressurreição e nos alcança neste presente século. Aos cristãos resta aproveitar o tempo dado por Deus. Neste sentido vale a pena conferir Efésios 5.16  e Colossenses 4.5

     3)     A MISÉRIA. A PERPLEXIDADE. O TEMOR
Os sinais da volta de Cristo estão estampados na natureza e nas catástrofes naturais.  Em comparação com o século passado, ficamos sabendo em tempo real, das catástrofes que atingem a humanidade. Há também aquelas provocadas pelo desejo insaciável do homem (sob a influência do mal) pelo poder sobre os outros homens. O poder pelo poder é hoje uma realidade cruel que desaba sobre todas as nações. Este desejo está abrindo caminho para a manifestação do anti-cristo que tomará o governo mundial em suas mãos por meia semana de anos. Lucas registrou as palavras de Cristo sobre seu retorno. A saber: “E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados.” (Lucas 21. 25-26)
Não podemos deixar de lado os versículos seguintes. Se assim procedermos, ficaremos frustrados enquanto cristãos. A sequencia do ensinamento de Cristo é encontrada na sua afirmação de que voltará. “E, então, verão vir o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande glória.” (Lucas 21.27) Jesus Cristo virá triunfante. Lembremos que o “Rei está voltando”. Este esfriamento do amor ágape neste século lembra-nos que a volta do Rei está próxima. Esta martirização de Cristãos, esta perseguição desenfreada à Igreja é positiva para os verdadeiros crentes, que devem firmar cada vez mais a bandeira da cristandade.

“O quadro das futuras perseguições e dos desastres naturais é sombrio,mas, em última instância, é motivo não de preocupação, mas de grande alegria. Quando os crentes virem estes episódios acontecendo, saberão que o retorno de seu Messias está próximo e poderão esperar ansiosamente pelo reinado de justiça e paz. Em vez de ficarmos apavorados pelo que está acontecendo em nosso mundo, devemos aguardar confiantemente que o retorno de Cristo traga a justiça e a restauração a seu povo.” (CPAD, 2004)




O  ANTÍDOTO DO MEDO É O AMOR.
O amor é a resposta para o medo. Para combater seu esfriamento devemos aplicá-lo a ele mesmo. Dizia um antigo corinho “Fé mais Fé. Amor mais amor. Quem não tem peça ao Salvador”. O remédio para esta sociedade doentia é o amor que deve ser ministrado pelos cristãos em oração e palavra.  “Nisto é perfeita a caridade para conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós neste mundo.” (1 João 4.17) Enquanto aguardamos o Dia do Juízo devemos cumprir a missão neste mundo. Ora, a Doutrina Cristã básica ensina que o Crente é LUZ do mundo e SAL da terra. Ser luz e sal é combater o medo com a caridade. Caridade não pode neste momento ser confundida com filantropia. Caridade é amor ágape. Sofrer com os que sofrem. Ser desprezado com os que são desprezados. Quando recorremos ao que o apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas, aprendemos que o Espírito Santo dá fruto, a saber: “Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gálatas 5.22)

1)     Para Deus: Caridade, gozo e paz.
2)     Para o próximo: Longanimidade, benignidade e bondade.
3)     Para comigo mesmo: Fé, mansidão e temperança.
O relacionamento ideal entre o Crente Salvo e o Espírito santo deve ser permeado por intimidade. Esta intimidade se consegue com uma vida de oração.  Orar a todo instante. Como oramos a todo instante? Com nossos gestos e atitudes e com uma vida devocional.

Oremos:


Deus de bondade e misericórdia. Pedimos perdão pelos nossos pecados e falhas. Sabemos Deus que nossas fraquezas nos impedem de fazermos aquilo que te agrada. Mas colocamo-nos com confiança sob a proteção do Espírito Santo. Deus, neste momento, nós pedimos em nome de Jesus Cristo, o auxílio para esta sociedade tão corrompida. Ajude-nos a sermos luz e sal, para sermos um diferencial, neste século de medo e angústia. Nos ajude, Deus, a sermos exemplo de Cristão verdadeiro. Ajude-nos a crescermos em santificação. Amém.


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