quinta-feira, 9 de abril de 2015

Carta a um irmão desigrejado.




Amado Irmão!
A Paz do Senhor Jesus cristo.
Caríssimo irmão temos notado a sua ausência nos Cultos de Adoração a Deus em nossa Igreja.  Estamos com saudade dos Hinos que entoava e tão alegre nos ensinava. Ou das muitas vezes que testemunhava e contava as ações de Deus em sua vida e em sua família.
Na Escola Bíblica Dominical sentimos falta de suas opiniões sensatas e ponderadas a respeito dos temas Bíblicos. Bem verdade que possuímos nossas falhas como irmãos, mas temos uma saudade respeitosa. Será que
o estudo da Teologia, realizado de forma tão solitária, o levou a não desejar a companhia dos irmãos, digamos menos estudiosos? Ou será que foi o motivo de que em alguns cultos, temos dado oportunidades para que os Novos Convertidos se acostumem com o púlpito.
Caríssimo irmão, como seu Pastor, quero lembrar-te algumas coisas.
Jesus Cristo morreu na Cruz pelos nossos pecados, e desde o momento em que o aceitamos como legítimo, suficiente é único salvador, fomos justificados de forma posicional. Mas a Santificação é um processo que será concluído somente com o momento em que formos recebido em Glória por Jesus Cristo. Necessário é que os irmãos fortes na Fé, ajudem aqueles que estão começando a dar os primeiros passos. Reside nisto a sua importância. A sua pontualidade, a sua dedicação ao Evangelismo, é isto que anima (dentre outras ações) a caminhada desta congregação.
Amado irmão. Não pense que esta Igreja não precisa de você. Precisamos muito de sua presença, pois ela nos impulsiona a seguir com o trabalho. Irmão, a sua função é semelhante ao papel desempenhado por Arão e Hur, quando da batalha contra os Midianitas em Refidim. Quando Moisés, sentia o peso do cajado, eles sustentavam-lhe a mão, arrumaram até uma pedra para que ele sentasse.
Olha irmão. Se por vezes privilegiamos a visita em casa de irmãos mais fracos, foi porquê o Espírito Santo, assim nos guiou. Não saia da congregação. Lembre-se de que Paulo nos exorta em sua Epístola: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.” Irmão, o apóstolo escreveu isto em Hebreus 10.25, se lembra?
Resta-me ainda como Pastor, lembrar-lhe que quando nos afastamos da congregação, estamos nos furtando e desistindo de encorajar nossos irmãos. Por que nós congregamos? Não é para que nossa Fé seja compartilhada e para que nos fortaleçamos no SENHOR? Então, volte a ser o elo da corrente. Já vislumbrou uma corrente? Sem qualquer elo que seja, ela torna-se fraca e menor. Fraca em força e menor em extensão. Amado irmão, o Dia que nos fala o apóstolo Paulo, é o dia em que Cristo voltará. E ao aproximar este dia, sabemos que a Batalha Espiritual se instala em nossas vidas. Devo lembrar que as Forças Anti-cristãs estão crescendo em poder, e você é justamente o nosso inspirador combatente. Meu irmão, há alguma dificuldade que não foi compartilhada com este Pastor. Seja qual for, devo lembrá-lo que, se tomarmos as dificuldades como desculpas para não congregarmos, estamos dando munição ao inimigo do Povo de Deus, portanto nosso inimigo. Nosso esforço deve ser no sentido de estarmos presentes e sermos fiéis. Posso vislumbrar as várias respostas, para que se torne desigrejado. Mas devo lembrar os privilégios de estarmos reunidos na Congregação: Podemos crescer juntos na Fé e aprofundarmos juntos o nosso relacionamento com Deus; Podemos nos encorajar mutuamente; Podemos adorar a Deus juntos.
Meu irmão! O crente é como uma brasa de uma fogueira, o que a mantém acesa é a proximidade das outras brasas. Se ela separar-se o frio do tempo faz com que ela deixe de brilhar até perder totalmente o seu calor.
Irmão, não se desvie. Prossiga para o alvo sabendo que para a nossa igreja, você é importante.

De seu Pastor.

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