terça-feira, 24 de março de 2015

NÃO EXISTE EQUIPE DE UMA PESSOA SÓ: DEUS DÁ DIFERENTES MINISTÉRIOS A PESSOAS DIFERENTES.





NÃO EXISTE EQUIPE DE UMA PESSOA SÓ: DEUS DÁ DIFERENTES MINISTÉRIOS A PESSOAS DIFERENTES.
Jonas Dias de Souza[1]
Temos tido notícias de Pastores cansados. Dirigentes de departamentos à beira de um ataque de nervos. O que há de errado com estas pessoas?
__Trabalham muito em prol da obra de Deus.
     Afirmam alguns.
__ São muito diligentes. Ouvimos de outros.
Mas detectamos um erro básico neste tipo de liderança. A pessoa que não divide suas tarefas lidera de forma equivocada. Ou melhor, não lidera. Comanda. Liderar é diferente de
comandar. Abstraindo as questões de que atualmente temos excelentes literaturas que versam sobre o assunto liderança, buscaremos na Bíblia um exemplo de que a liderança deve ser dividida. Não consiste em demérito, termos auxiliares que nos auxiliem na condução e na administração eclesiástica. É para isto que existem os diáconos e presbíteros. Não há cargo na Igreja que seja melhor ou pior do que outro. O que existe são divergências que não conseguem ser contornadas pela ausência de um Espírito Cristão e conciliador, e a presença de uma competição humana. Falta a bem da verdade a presença do Espírito Santo. Triste com as brigas Ele foi embora. Urge que o ministro que esteja passando por problemas ligados a esta área se entregue à oração, ao jejum, ao estudo da Bíblia e por fim boas obras sobre o assunto.
Vejamos:
Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde? Então disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim, para consultar a Deus; Quando tem algum negócio vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer. Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus; E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer. E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez; Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. (Êxodo 18. 14-22)[2]
Moisés dispendia grande parte de seu tempo ouvindo choros e lamentos. Isto lhe tomava tempo, deixando as tarefas importantes de lado. Além é claro de um cansaço psicológico muito grande. A sabedoria de Jetro (sogro de Moisés) o aconselhou a delegar a outros os trabalhos que pudessem ser realizados sem a sua presença. Assim, pode acontecer, o Pastor pode ir confiando aos poucos as direções dos cultos semanais àqueles membros que apresentem disposição para ajudar. Obviamente, deve acontecer a supervisão Pastoral, no que respeita à doutrina e aos ensinos bíblicos. O fato de Moisés delegar, lhe aliviou o estresse típicos da liderança. Devemos lembrar, que líderes são cobrados mais do que todos. “Delegar apropriadamente pode multiplicar a eficiência enquanto proporciona a outros oportunidade de crescer.” (CPAD, 2003)
Modelos de governo eclesiástico em que a liderança é compartilhada tende a se mostrar mais frutífero e longevo que outros. Na hipótese de ocorrer a mudança da liderança seja por qualquer motivo: Mudança, doença, morte. Não há o risco de que o trabalho anteriormente realizado venha a parar por falta de solução de continuidade.
Ademais temos o risco de que a valorização de somente uma área da administração eclesiástica venha deixar outras áreas descobertas. Bem sabemos que o líder precisa de auxiliares que lhe ajudem a manter erguido os braços cansados.
Vejamos:
 Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. Por isso disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão. E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada. Então disse o enhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA.[3] (Êxodo 17.8-16)
Os Amalequitas representam o inimigo feroz que ataca a igreja de forma constante e incansável. Atualmente os Amalequitas representam o Tipo dos perigos mundanos que insistem em invadir a igreja. Agora imagine um líder que embora zeloso, que pregue a doutrina bíblica em sua essência, que seja destemido, inobstante não possua auxiliares. Terá condições de fazer frente aos Amalequitas?
Qual o motivo de Moisés não dirigir a batalha? Nesta altura ele estava no auge de sua força. A resposta que temos, é que Moisés não dirigiu a batalha por que Deus não deseja que uma pessoa faça tudo sozinha. Moisés desempenhou o papel de Líder Espiritual, enquanto Josué exerceu o papel de líder militar. Não havia um papel mais importante do que outro. A área Espiritual da Igreja deve ser cuidada. Assim como, a área financeira, de assistência social, de evangelismo (que pressupões uma junção das várias áreas da igreja), e outras.
ORAÇÃO DE MOISÉS + ESFORÇOS DOS ISRAELITAS = VITÓRIA.
Percebeu o papel desempenhado por Arão e Hur? Sustentaram os braços de Moisés quando estes se cansavam. Assim deve ser o papel desempenhado pelos auxiliares. Sustentar...Sustentar...Sustentar... Braços cansados, joelhos doloridos e auxiliar na Batalha Espiritual pela qual passa o Pastor na sua labuta diária.
Muito tempo depois teremos no Novo Testamento, a divisão de trabalho na igreja primitiva.
Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.[4]
(Atos 6.1-7)
Este texto bíblico trata da instituição dos diáconos. Esta foi uma forma encontrada pela igreja primitiva de vencer problemas internos. A divisão da liderança, longe de ser um declaração de fracasso, é antes de tudo uma maneira de se evitar a implosão da igreja. Congregações a medida que crescem, tem uma diversidade de questões que se não tratadas em tempo hábil pode se tornar problemas. Lembre-se que falamos de  questões que se tornam problemas. Ou seja, se não resolvidas acabam transformando-se em obstáculos para a santificação da igreja.
Fica claro que esta escolha não deve recair sobre qualquer pessoa, principalmente e principalmente sobre crentes neófitos. Liderança pressupõe que vidas estarão sob a responsabilidade.
A este respeito temos na Bíblia de Aplicação Pessoal que:
A liderança espiritual é algo sério; não deve ser tratada de modo inconseqüente. Na Igreja Primitiva, os homens escolhidos para o diaconato foram comissionados pelos apóstolos, pela oração e imposição das mãos . Impor as mãos sobre alguém, uma antiga prática judaica, era um modo de separar uma pessoa para um serviço especial (ver Nm 27.23; Dt 34.9) (CPAD, 2003)
Dividir a liderança é fundamental, mas que seja com pessoas sábias e espiritualmente maduras.  Oração, Palavra e Jejum para que o Espírito Santo mostre aqueles que serão separados para o Ministério. “Os pastores não devem tentar desempenhar todas as tarefas da igreja e ninguém deve esperar que o façam. Ao contrário, o trabalho da Igreja deve ser dividido entre os membros.” (CPAD, 2003)



[1] Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João del-Rei/MG. Pós Graduando em Ciências da Religião pela UCAM. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.
[2] Disponível em https://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/18/1+#v1 acesso em 24/03/2015
[3] Disponível em https://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/17 acesso em 24/03/2015
[4] Disponível em https://www.bibliaonline.com.br/acf/atos/6/3+#v3 acesso em 24/03/2015

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