segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A PERFEIÇÃO DA DIREÇÃO DIVINA.



A PERFEIÇÃO DA DIREÇÃO DIVINA.
Jonas Dias de Souza[1]
            Quando verificamos no mapa a distância que separava o Egito, da terra prometida aos Israelitas, podemos nos perguntar, o motivo de uma peregrinação por cerca de quarenta anos no deserto. Havia uma rota mais curta, mas quando Deus coloca os Israelitas numa rota mais longa ele os livra no primeiro momento de guarnições egípcias e filisteias. Ao considerarmos que estavam recém saídos de uma condição de escravos, vemos que ainda lhes faltava a consciência de liberdade. Não possuíam ainda uma mente preparada para o combate.
            Neste sentido, o deserto propiciou lhes criar a consciência de nação, forjando-lhes um físico revigorado e um espírito livre.  Vemos com isto que Deus não trabalha da maneira que julgamos melhor, mas da maneira dele. Quando aplicamos isto à nossa vida, vemos que se Deus não nos leva pelo caminho mais curto ao nosso objetivo, é porque ele pretende nos forjar e nos preparar para as situações que enfrentaremos quando lá chegarmos. Não devemos resistir, mas seguir a Deus com disposição e confiante que Ele nos guiará com perfeita direção através dos obstáculos invisíveis.
 Mas isto de fato acontece ainda hoje?  A resposta é um sonoro SIM!
Quando somo recém convertidos temos uma vontade enorme de assumirmos um trabalho na Seara, mas, precisamos ser antes de tudo aprovados. Provados e aprovados, para que não soçobremos aos ataques de céticos, ateus, e descrentes do evangelho. Ou simplesmente aos ataques por inveja. É por isto que se aplica a metáfora do passar pelo deserto, como metáfora das dificuldades que passamos no inicio do caminhar de nossa fé ou na assunção de uma tarefa evangelizadora. Para os Israelitas no deserto, Deus proveu durante o dia uma nuvem, e à noite uma coluna de fogo. Para nós, Deus providenciou a Bíblia.
“Assim como os Hebreus olhavam para aquelas colunas, também podemos ler a Palavra de deus de dia e de noite para sabermos que Ele está conosco e nos ajuda em nossa jornada.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal., 2003)
A Bíblia lida sob a direção do Espírito Santo de Deus, em reverência e oração, é uma Teofania. Do ponto de vista que uma teofania é a manifestação visível de Deus.
Deus pode se manifestar de várias maneiras:

     1)    Com mensagem direta.
     2)    Em sonho com mensagem.
     3)    Em visão com mensagem.
     4)    Com mensagem por um anjo.
Mas Deus ensina através de sua palavra que devemos, de vez em quando suspender a vivência cotidiana, para melhorarmos nossa condição espiritual. Isto se dá através principalmente do jejum, da oração e da leitura da palavra de Deus. Do comparecimento ao culto, como compromisso para com Deus e com os nossos irmãos. Esta pausa do corre-corre diário, e comparecimento na igreja, serve para recarregar a bateria, e para ter novos dias com qualidade de vida.
Podemos ler a mensagem de Deus para nós todos os dias e noites. Hoje existe a Bíblia em versões de áudio, que servem inclusive para um relaxamento físico ao deitarmos. E ao mesmo tempo um fortalecimento espiritual.
A perfeição da direção divina começa na disposição de colocar a Graça para todos que reconhecendo a necessidade da Graça se arrepende. A Graça é oferecida gratuitamente a todos. Por isto dizemos que a Palavra da Salvação é pessoal. Embora dirigida a toda a humanidade (para nós) há um respeito á singularidade do indivíduo. Jesus não obriga nenhum homem a acreditar na sua morte como redenção dos pecados.  Deus respeita o livre arbítrio do homem. O convencimento através do Espírito Santo, da justiça, do pecado do juízo, ocorre somente se houver uma permissão do homem para ser convencido. O homem recalcitrante na sua disposição em rejeitar a Graça, está fatalmente perdido.
A Graça é poderosa para remir os pecados. Quitar as nossas dívidas e apagar as nossas tristezas e dores de um passado sem Cristo. E ao mesmo tempo é pacifica pois cumpre em nossas vidas as promessas graciosas de Deus. Mas isto não implica em percorrermos o caminho mais curto. É também perfeita, não necessita de complementos. A Graça nos justifica por completo.  Mas devemos lembrar que não podemos protelar a nossa aceitação, pois a Graça não é futura. Embora ela atinja o futuro, ela é para hoje. O amanhã pode ser tarde, para aquele que recusa a Salvação por Cristo Jesus.
“Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.” (Isaias 55.3)
As fiéis misericórdias representam a soma de todas as benesses que Jesus cristo disponibiliza através de sua Graça. A NOVA BÍBLIA VIVA  traduz esta passagem da seguinte maneira: “Escutem-me com toda a sua atenção e venham a mim! Ouçam bem, pois a sua vida depende disso. Eu vou fazer com vocês uma aliança eterna para dar a vocês todo o amor e toda bondade que um dia prometi ao rei Davi.”
Quando rejeitamos o pão da vida, ele será oferecido a outros. O homem que vai adiando, vai perdendo  a capacidade de crer e receber. “Busquem o SENHOR enquanto podem achá-lo. Peçam sua ajuda, enquanto ele está perto.(Isaías 55.6) Haverá um tempo em que as pessoas clamarão pelo sangue de Cristo, e pela libertação de suas dores e pecados, mas será tarde. Porque o tempo de Deus, não é o nosso tempo. Poderemos hoje, beber, cantar alegremente, desfrutarmos dos prazeres mundanos e de uma hora para outra sermos tomados por uma morte repentina, sem sequer arrependermos-nos. Se esta oportunidade lhe aparece agora, é a providência de Deus.
Enquanto introduz uma oração subordinada adverbial que dá a ideia de tempo. Chegará um tempo que pessoas irão procurar buscar, implorar, clamar, chamar, caçar, a Graça de Cristo. Mas ela não estará mais disponível.
A perfeição da direção divina permite que novas oportunidades surjam em nosso caminho, e que tracemos novas rotas para um porto seguro. “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.” (Isaías 55.7)  A providência divina, através da misericórdia de Deus tem absoluto poder para restaurar o pensar humano. Mas Ele respeita o nosso livre arbítrio. Ele não nos obriga a aceitar as suas misericórdias. Mas não podemos falar o mesmo de sua justiça.
Existe  Bem-aventuranças para os homens que se permite dirigir pela Palavra de Deus e pelas orações. As ações destes homens não serão em vão.
A providência divina (DEUS) vela pela sua palavra para que se cumpra.
Quando utilizamos figuradamente o “sair da babilônia” significa abandonarmos o viver mundano e “retornar a palestina”. Retornar para Deus. Se aplicamos aos não convertidos estas palavras, aplicamos também para nós, os que aceitaram a Jesus.
Exortamos a não desanimar. Não se prega a palavra de Deus em vão. Na hora certa, Deus a fará frutificar.
“Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.” (Jeremias 1.12)
A providência divina formará o pregador da palavra. Velará sobre a sua inspiração. Protege seus passos. Deus determina a forma de nossa ação. Há céticos? Sim! Ateus? Muitos.
Mas nós os salvos, estamos debaixo do manto de Deus. Podemos contar com ele em nosso barco. Nós não vivemos pelas obras de nossas mãos. Não mais.
Sabemos que as obras e as virtudes não salvam. Aceitamos a providência divina, perfeita, na forma de Jesus Cristo e seu sacrifício vicário.
Aceitemos o nosso chamado ao trabalho. O de sermos líderes, governantes e testemunhas do Poder de Deus.
Amém!







[1] Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João Del-Rei/MG. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

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