quarta-feira, 17 de setembro de 2014

4 elementos da Oração.

Foto Divulgador da Palavra



4 elementos da Oração.
Jonas Dias de Souza1

Cumpre informar primeiramente que a ideia deste artigo nasceu após a leitura do livro “Ocupado demais para deixar de orar” da autoria de Bill Hybels. A história deste livro é especial quando vemos o agir de Deus nas pequenas ações. Existe uma livraria em São João del-Rey que vende livros usados. Embora a maior parte seja de livros seculares, existe uma pequena prateleira no fundo destinado aos livros cristãos. Uma pequena parte de uma prateleira para ser mais exato. Estava procurando um livro sobre seitas e heresias que havia visto anteriormente, mas não dispunha de dinheiro para adquiri-lo naquele momento. Como já havia sido vendido, passei a dar uma garimpada nos livros. Há muito deixei de comprar livros esotéricos. Mas como gosto de estudar heresiologia, dei uma olhada em algumas seções. Entremeios aos livros seculares, achei esta obra, que trata da questão da oração.
O livro foi traduzido do original “Too busy not to pray”, por Magaly Fraga Moreira, e publicado no Brasil pela Editora United Press Ltda em 1999. Portanto já se vão três lustros que ele estava me aguardando. O exemplar que comprei não trás quem foi seu dono anterior e está bem conservado. Enfim, um verdadeiro achado, que pode ser creditado aos desígnios de Deus.
Não pense que vai encontrar uma resenha, isto será feito numa outra oportunidade. O que falaremos a seguir é a respeito dos elementos que devem estar presentes na oração e que muitas vezes não nos damos conta, tamanha é a nossa ânsia de pedir...pedir...pedir.
Hybels trás a certa altura do livro um modelo de oração, que em si não é novo e não é nenhuma novidade no meio Cristão. Mas, quando lemos o livro, com a ótica atual da Teologia da Prosperidade, vemos que
estes elementos estão há muito esquecidos em nossa seara. Ele começa por ensinar um acróstico de quatro letras.

Adoração
Confissão
Agradecimento
Súplica
O acróstico é “ uma composição poética onde as letras iniciais, intermediárias ou finais formam palavras ou até mesmo frases.” E serve para memorizarmos sentenças a respeito de determinado assunto.

O primeiro elemento que a nossa Oração deve conter é a ADORAÇÃO. Quando iniciamos nossa oração adorando e reconhecendo os atributos e a verdadeira grandeza de Deus, estamos fazendo igual ao agricultor que prepara com muito carinho o terreno no qual irá lançar a semente. Para Hybels, este momento é o que mede, que parametriza como será o encontro com Deus. A este respeito, é preciso citá-lo, posto que uma referência não será capaz de traduzir a essência do que ele lembra.

A adoração determina o tom de toda a oração. Faz-nos recordar a quem nos dirigimos, na presença de quem vamos entrar, de quem desejamos receber atenção. Muitas vezes nossos problemas e tribulações parecem tão prementes que reduzimos a oração a uma lista de desejos.”
(p.51)

Portanto vamos atentar para quando formos orar, iniciarmos com a verdadeira adoração ao Deus criador do universo, e que não sofre mudanças nem sombra de variações. Que está sempre presente ao nosso lado, mesmo que estejamos fugindo de sua presença.

O segundo elemento é a CONFISSÃO. Inúmeras vezes deixamos de lado esta nomeação de nossas atitudes anti-cristãs denominadas de pecado, por acharmos que não os temos. Simplesmente negligenciamos nossas faltas. Quando estamos a sós temos um padrão diferente de nossa oração pública. Mas via de regra negligenciamos nossos pecados e faltas. E depois ainda queremos rapidez na resposta de Deus. Devemos lembrar que Daniel orou por 21 dias e pediu perdão pelos seus pecados e pelos pecados do povo. A oposição foi tanta que Deus teve mandar um anjo mais forte, porque Satanás estava impedindo a passagem da resposta.
Quem sabe o que está atrasando a nossa benção, seja a falta de confissão nas nossas orações. É de suma importância lembrar que não há pecado pequeno ou grande, ou pecado que não possa ser perdoado. Não há pecadinho e nem pecadão. Há somente pecados que devem ser confessados.

Para lembrar nos do benefício da confissão devemos lembrar que Cristo morreu por nossos pecados. Ele não tinha pecados mas morreu pelo nosso pecado e pelos nossos pecados. Quando estamos em Cristo somos Novas Criaturas. Isto é lembrado Apóstolo Paulo em sua segunda epístola aos Coríntios. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5.17)

Neste momento, aproveitamos e pedimos Deus que nos ajude a livrarmos nos deste pecado em particular.

O terceiro elemento da Oração deve ser a AÇÃO DE GRAÇAS ou AGRADECIMENTO. Devemos sempre que orarmos após adorarmos e confessarmos, devemos agradecer. Basta lembrar do hino da Harpa Cristã que diz “Conta as bençãos, contas quantas são recebidas da divina mão”.
Todos temos inúmeras bençãos a agradecer, a começar pelo fato de estarmos orando. O Brasil, é um País em que podemos carregar ostensivamente a Bíblia Sagrada sem que soframos sanções estatais e das pessoas. Somos Cristãos livres e talvez por isto tão acomodados. Para Bil Hybels, ele pode agradecer por quatro tipos de bençãos: Orações respondidas, bençãos espirituais, relacionais e materiais. Cada leitor pode fazer sua lista. Porque você pode agradecer a Deus. Eu posso agradecer pela capacidade que Ele me deu para escrever este artigo. Agradecer pela ideia e pela permissão de escrever um blog que já atingiu mais de 15.000 leitores. Isto ocorre sob a permissão de Deus e sob a inspiração do Espírito Santo.

O quarto elemento é a SÚPLICA. Neste momento de nossas orações, fazemos as petições. Alguns argumentos errôneos existem no sentido de que não precisamos pedir porque Deus é onisciente. Mas ainda no aprendizado Paulino, vemos que: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ações de graças.” (Filipenses 4.6)
Nada é grande que Deus não possa solucionar, e nada é pequeno demais para falarmos com Ele.
E quando não sabermos sobre o quê ou como pedirmos, devemos lembrar que Deus da a sabedoria que vem do alto para que pedir. Fale com gemidos inexprimíveis que o Espírito Santo traduz as nossas orações diante do Trono de Deus.

O assunto é muito gratificante, mas não seria Ético explorar este assunto, caso contrário o leitor perderá a vontade de ler a obra citada. E se Deus aprouver faremos uma resenha numa outra oportunidade.
Amém!


1Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João del-Rey. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

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