segunda-feira, 29 de setembro de 2014

É POSSÍVEL UMA FILOSOFIA CRISTÃ? (Parte I)

É POSSÍVEL UMA FILOSOFIA CRISTÃ? (Parte I)
Jonas Dias de Souza1


A Filosofia tem por tradição trabalhar com os espinhos. Não há reflexão que não provoque um sangramento na alma. Seja na nossa ou na do outro. Não há consenso em termos de reflexão. Não encontrei até hoje dentro da filosofia dois ou mais pensadores que concordassem em torno de qualquer tema. Por isto é possível falar em sangramento. Quando discordamos provocamos um corte em nós e no nosso interlocutor. O grande problema é como será suportado este corte. Por sua vez a Palavra de Deus também provoca corte que separa ossos e medula. De forma simbólica este corte provoca muito mais sangramento do que os cortes filosóficos. Pois trata da transformação de algo velho em novo.
Assim é quando resolvemos discutir o problema da Filosofia dentro da Teologia Cristã. Qual das duas será a melhor? Qual delas será a mais apropriada para conversarmos? Será que é possível de fato uma separação entre Filosofia e Teologia?
Quando estamos dentro de reflexões teológicas estamos dissociados das reflexões filosóficas?
É neste sentido que nos propomos a refletir sobre a questão: É possível uma Filosofia Cristã?

sábado, 20 de setembro de 2014

A NECESSIDADE DE ORARMOS PELAS AUTORIDADES.



A NECESSIDADE DE ORARMOS PELAS AUTORIDADES.
Jonas Dias de Souza[1]
O mundo moderno passa por uma necessidade de autoridade firme, ética, sincera e honesta. Autoridade revestida de valores morais inegociáveis e preocupada com o bem comum e com a qualidade da sociedade que serve.
Afinal o que é autoridade? O conceito de autoridade vai além do simples mandar. Ao contrário, a autoridade não se coaduna com o autoritarismo. São duas coisas distintas. O autoritário carece justamente de autoridade. A autoridade é exercida pelo reconhecimento do direito do outro e de sua posição diante da autoridade que exercemos. Não uma posição inferior, mas uma posição superior, justamente pelo fato de sermos ou possuirmos autoridade.
Um exemplo é o médico. O ser humano que recebeu de Deus o direito e a sabedoria de estudar medicina deve ir além do juramento hipocrático, deve ser um modelo de servir. Isto deve ocorrer com todos os homens de autoridade. Não pode ser pura demagogia. Bombeiros, Enfermeiros, Funcionários públicos, Policiais Militares, Civis e Federais. E sobretudo a classe política dos governantes. Mas temos co-responsabilidade. A nossa participação para a preservação do tecido social, ultrapassa o dever de respeitar as autoridades constituídas, devemos interceder por eles. O que parece estranho ao mundo. Para os Cristãos é um imperativo bíblico.  Sabemos que autoridade deve servir.
É isto mesmo, o conceito de autoridade é  servir. A inversão de valores não pode prevalecer.  Em contrapartida devemos cooperar com as autoridades. Não falamos de obediências às leis, isto é dever. Falamos de cooperar na Batalha Espiritual que é travada a cada segundo.  Como ensinou o apóstolo Paulo, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”  (Efésios 6.10-12).  As  lutas enfrentadas pelos Policiais Militares  diuturnamente, vão além de confrontar cidadãos em conflito com a lei. Além da assistência à comunidade. Além da Preservação da Sociedade. Existe uma luta, uma batalha espiritual travada a cada momento. Os anjos caídos, liderados pelo príncipe deste século, não são meras fantasias são reais.
Contudo temos armas mais eficientes a serem empregadas. Ainda com Paulo, aprendemos  que devemos tomar toda a armadura de Deus para resistirmos no dia mau. “Estai pois firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos (...)” (Efésios 6.14-18)
Esta convocação é para que possamos juntos interceder, orar, clamar, suplicar, pelas autoridades designadas por Deus.  “(...) porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.” (Romanos13.1b)
Esta luta é nossa.  Oração, Palavra, Jejum em prol das autoridades constituídas por Deus. Como ensina a Bíblia: “Ore dessa forma pelos reis e por todos os outros que exercem autoridade sobre nós ou que ocupam cargos de alta responsabilidade a fim de que possamos viver em Paz e tranqüilidade, passando o nosso tempo vivendo piedosa e dignamente.” (1Timóteo 2.2) (Bíblia Viva)
Atenda a esta convocação!




[1] Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões em São João Del-Rei/MG. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

4 elementos da Oração.

Foto Divulgador da Palavra



4 elementos da Oração.
Jonas Dias de Souza1

Cumpre informar primeiramente que a ideia deste artigo nasceu após a leitura do livro “Ocupado demais para deixar de orar” da autoria de Bill Hybels. A história deste livro é especial quando vemos o agir de Deus nas pequenas ações. Existe uma livraria em São João del-Rey que vende livros usados. Embora a maior parte seja de livros seculares, existe uma pequena prateleira no fundo destinado aos livros cristãos. Uma pequena parte de uma prateleira para ser mais exato. Estava procurando um livro sobre seitas e heresias que havia visto anteriormente, mas não dispunha de dinheiro para adquiri-lo naquele momento. Como já havia sido vendido, passei a dar uma garimpada nos livros. Há muito deixei de comprar livros esotéricos. Mas como gosto de estudar heresiologia, dei uma olhada em algumas seções. Entremeios aos livros seculares, achei esta obra, que trata da questão da oração.
O livro foi traduzido do original “Too busy not to pray”, por Magaly Fraga Moreira, e publicado no Brasil pela Editora United Press Ltda em 1999. Portanto já se vão três lustros que ele estava me aguardando. O exemplar que comprei não trás quem foi seu dono anterior e está bem conservado. Enfim, um verdadeiro achado, que pode ser creditado aos desígnios de Deus.
Não pense que vai encontrar uma resenha, isto será feito numa outra oportunidade. O que falaremos a seguir é a respeito dos elementos que devem estar presentes na oração e que muitas vezes não nos damos conta, tamanha é a nossa ânsia de pedir...pedir...pedir.
Hybels trás a certa altura do livro um modelo de oração, que em si não é novo e não é nenhuma novidade no meio Cristão. Mas, quando lemos o livro, com a ótica atual da Teologia da Prosperidade, vemos que

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Sobre a Plenitude dos Tempos.



Sobre a Plenitude dos Tempos.
Jonas Dias de Souza[1]
Ao lermos a carta do apóstolo Paulo aos Gálatas deparamos com a expressão “plenitude dos tempos”. “Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, (...) Gálatas 4.4”.  Mas o que é afinal a plenitude dos tempos? Seria uma data no calendário de Deus? Seria um período específico na história da humanidade?
Vamos trabalhar com a questão da história da humanidade pelo simples motivo de que a mente de Deus é insondável para o homem. Portanto trabalhar uma questão de data no calendário de Deus, não passaria de pura especulação, e um afundar num terreno de areia movediça. Mesmo sabendo que as profecias contidas ao longo da Bíblia e que tratavam da vinda do messias, não tratavam de uma data específica. Mas de um tempo determinado por Deus que se constitui no ponto central de toda a história da humanidade. O ponto convergente do surgimento do Messias.
Quando falamos da história da humanidade, podemos tirar algumas inferências baseadas no estudo da mentalidade existente na época, e da cultura principalmente a helenística. Além do fato de termos uma facilidade em termos de comunicação para aquela época.  Um leitor mais atento poderá dizer que hoje as facilidades tecnológicas são mais abrangentes, contudo, naquela época (penso eu) havia mais abertura para a aceitação de uma novidade que exigiria sacrifícios, como foi o cristianismo.
A influência da filosofia grega permitiu aos homens da época uma libertação de uma cultura impregnada de paganismo, onde a religião controlava grande parte da vida do homem. Embora paradoxalmente, a cultura grega era pagã. Trocando em miúdos, podemos dizer que a cultura helenística era tão pagã que aceitar mais um Deus era normal. Só que este Deus, veio para ocupar de fato o lugar dos outros deuses.  Aliado a isto, tínhamos ainda o papel importante de Roma com suas estradas e colônias, e mentalidade de permitir aos povos conquistados que mantivessem em parte sua cultura. Exemplo disto foi a liberdade que o apóstolo Paulo encontrou para discursar no Areópago[2].
Vejamos :

Esboço de Sermão: Cinco evidências do Reavivamento Verdadeiro.


 
 
 
Esboço de Sermão: Cinco evidências do Reavivamento Verdadeiro.
Texto Bíblico: Neemias 8

1ª Evidência: (8: 1-3,5)
Grande desejo de ouvir a Palavra de Deus.
O coração humano ao ser reavivado de forma verdadeira pede: “Traga-nos a verdadeira Palavra do Senhor”.
Em Igrejas comprometidas com a Sã Doutrina: Há Palavra e Ensino da Palavra.
Em Igrejas Descomprometidas: Há somente cantos, danças e excitamentos.
EMOÇÃO X RAZÃO
No descompromisso ocorre a letra morta, sem unção, o “pão adormecido”.

2ª Evidência: (8:6-9)