sexta-feira, 27 de junho de 2014

Um estudo sobre o Salmo 91: A misericórdia de Deus.

Divulgador da Palavra
Salmo 91

Um estudo sobre o Salmo 91: A misericórdia de Deus.
Jonas Dias de Souza[1]
“Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em Paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.” (1 Samuel 1:17)
Em muitos lares brasileiros existe uma Bíblia. Na estante, aberta, algumas no Salmo 91. Talvez uma grande maioria delas, com as folhas amareladas, empoeiradas pelo tempo e pela constância da estática que impera sobre este objeto de decoração. Algumas com ricas encadernações em couro e folhas que simulam ouro. Mas o verdadeiro tesouro não está na beleza exterior deste objeto.  O tesouro está em suas palavras que se internalizadas e colocadas aos pés do altar de Deus, sob as formas de orações e súplicas podem abrir portas do bem e fechas as portas do mal.
Eis aí o objetivo deste estudo. Compreender com a ajuda imprescindível do Espírito Santo, o que nos diz as palavras do Salmo 91.

O tema do Salmo 91, é a proteção de Deus em meio aos perigos e tempestades da vida. Importante saber que Deus não promete um mundo livre de perigos, mas promete (e cumpre sua palavra) de ajudar-nos em meio aos perigos e tormentas, sempre que enfrentarmos dificuldades.
Lendo ESBOÇOS BÍBLICOS DE SPURGEON, aprendemos que não há Salmo mais alegre do que este. Possui um tom de nobreza que se sustenta do início ao fim. Chega a ser um medicamento celestial contra praga e pestes. Nos séculos em que o cólera dizimava a população, aqueles que viviam no espírito deste salmo eram destemidos.
1)    O ESTADO DOS PIEDOSOS.
“Aquele que habita no esconderijo do altíssimo, à sombra do onipotente descansará.”
Quando colocamos a nossa Fé em Deus, Ele se torna uma proteção (égide), um amparo, um refúgio quando sentimos medo. Assim como o salmista colocou a sua confiança em Deus, devemos também escudar a nossa Fé em sua promessa de vida. A forma de fazermos isto, é vivendo Nele e permanecer Nele. Colocar a nossa devoção diária a serviço do reino de Deus.
O esconderijo de Deus é aquele lugar íntimo de oração e comunhão. A palavra altíssimo , é um título para Deus. Observamos seu uso por mais de trinta vezes no Antigo Testamento. O uso mais antigo que temos na Bíblia deste termo, é encontrado em Gênesis 14:18-20. O sacerdote sem genealogia Melquizedeque era do altíssimo (El Elyon).  Abraão coloca em igualdade o Deus altíssimo com o Senhor seu Deus e criador.
No livro de Números temos uma comparação do termo altíssimo  com Deus e Shadday. Só é possível descansar debaixo da sombra do onipotente, se estivermos escondidos no altíssimo.  Este título revela a superioridade de Deus e sua supremacia sobre os deuses das nações idólatras e pagãs. Mostra também a onipotência de Deus. Ou seja, em outras palavras não há lugar em que a graça de Deus não nos alcance. Por mais profundo que seja o abismo de nossos problemas, podemos ser transportados para o esconderijo do altíssimo de forma instantânea pela oração.
O Santo dos Santos é a habitação de Deus (sanctum sanctorum). Existem pessoas que habitam nas trevas. Outras na cidade favorecida. Alguns há que habitam no átrio exterior, mas existem aqueles que guardados pelo sangue do Cordeiro ganham o direito de habitar no “lugar secreto” de comunhão e aceitação de Deus. Ele é hóspede, protegido, consolado em toda eternidade.
Descansamos no Todo-Poderoso. Alegramo-nos no SENHOR. Confiamos nele como o poderoso EL , o poderoso Deus.
Quem habita no esconderijo do altíssimo? Somente quem aceita aquele que mora no esconderijo do altíssimo (Jesus) como seu legítimo e suficiente Salvador. Podemos lembrar de Ana (Mãe de Samuel) que foi ao Templo (refúgio) e ali clamou para que sua Madre fosse aberta.
“Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, nele confiarei.”
A proteção que encontramos quando habitamos no esconderijo do altíssimo é que nos faz ter a certeza de afirmamos que Ele é o nosso refúgio e a nossa Fortaleza. É nele que depositamos a nossa confiança.
Eis aí o porquê do mundo não entender quando mesmo nas dificuldades os crentes afirmarem que vai tudo bem. Em meio às lutas e procelas que a vida impõe ao crente, ele sorri e afirma que vai tudo bem. Isto vem da certeza de que Deus é de fato refúgio e Fortaleza.
Confiarei  está no Futuro do Presente. Este verbo indica a certeza de que algo acontecerá no futuro. Neste Salmo, a certeza de que Deus continuará sendo o nosso Refúgio e Fortaleza. Lembre-se das “cidades de refúgio”[2] que existem na Bíblia.
O simbolismo da força da águia ao proteger seus filhotes, é aplicável a situações que precisamos da proteção de Deus. Devemos lembrar, que o inimigo brama como  leão, mas não é um leão. Por sua vez, Jesus é o Leão, da tribo de Judá. O inimigo tenta imitar, e pode conseguir nos convencer com suas imitações. Mas nem por isto vamos subestimá-los.
2)    A SUA SEGURANÇA
“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.”
O laço[3] do passarinheiro é na prática uma armadilha usada para pegar pássaros. Uma arapuca ou um chamariz.  Há vários modelos: Um que prende o pássaro e outro que o laça pelo pescoço. Simbolicamente são as tentações que assolam a vida humana com vistas a prendê-las longe da proteção divina. Quando nos refugiamos no altíssimo o laço não nos alcança porque não andamos desatentos para as ciladas da vida. Pecados fugazes e prazeres passageiros que vão nos prendendo e impedem-nos de alcançarmos uma vida de qualidade em Cristo. Como por exemplo, aquele trabalhador que gasta o alimento da família nos bares ou nas drogas. A bebida, as drogas, a prostituição, as baladas, são laços de passarinheiro. O crente que está protegido no altíssimo está livre destas armadilhas. Mas, para isto tem que estar de fato abrigado.
Este abrigo se dá pela freqüência na igreja, aos cultos de ensino e doutrina. Pelo aprendizado na Escola Bíblica Dominical. Pelo aprendizado conquistado por uma vida de Oração e Palavra que são os dois pilares de sustentação da vida espiritual.
Podemos estar em Guerra espiritual, mas, temos, proteção invisível de perigos invisíveis. O crente que estuda a Palavra de Deus tem sabedoria para fazer frente às espertezas da vida mundana. Possui perspicácia para enfrentar e guerrear contra as ciladas e crueldades do mundo.
Devemos observar os pronomes que são empregados por aquele que está no refúgio do altíssimo: Eu, Direi, Meu, Minha. Isto indica posse da benção. Mas não a benção da falsa teologia da prosperidade. Uma benção que não pode ser contabilizada.
A peste significa tanto uma epidemia, quanto aquilo que corrompe física e moralmente. A corrupção moral acontece primeiro e em seguida vem a corrupção física como conseqüência.  Por exemplo, o vício das drogas, corrompe moralmente, levando a praticar os ilícitos e depois leva o indivíduo para a sepultura. A morte espiritual precede a morte física. Mas a primeira é eterna. A solução é habitar no esconderijo do altíssimo, mas para isto, devemos aceitar a Cristo como legítimo e suficiente salvador. A peste é perniciosa. Temos uma série de sinônimos para pernicioso a saber :  “daninho, danoso, deletério, infeccioso, inoficioso, lesivo, maléfico, maligno, mau, nocente, nocivo, nóxio, ofensivo, pernicioso, prejudicante, prejudicial, ruinoso;  letal e insalubre”
O crente em Cristo tem qualidade de vida. Ele acompanha sua família até a igreja. Passa a viver socialmente com qualidade. Os filhos crescem na sã doutrina e a família reunida louva a Deus.

“Ele te cobrirá com suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.”
Cristo desejou cobrir Jerusalém com suas penas, para protegê-la, assim como a galinha faz com seus pintinhos, mas esta se recusou. (ver Mateus 23:37). O salmista, por outro lado, tem a certeza de que será coberto com as penas. O simbolismo das pequenas, nos remete para a proteção enquanto não podemos nos aquecer sozinhos. Esta condição de dependência do Cristo Ressurreto deve permanecer por toda a nossa vida.
            A verdade é escudo. A verdade é broquel (proteção, defesa). O broquel era um pequeno escudo circular, com uma guarnição de ferro e uma broca central que servia também ao ataque. Debaixo das asas de Deus estamos seguros. Ele envia mensageiros para nos defender quando nos colocamos sob a sua égide.
Mas a grande chave é a verdade. Podemos discutir ciências e filosofias, mas o fato de Cristo é a fonte de vida é inegável, até mesmo do ponto de vista científico. 
“Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia,”
No cristianismo a noite possui um simbolismo de luta e dificuldades. Durante a noite as situações são mais desesperadoras. Imagine por exemplo, a necessidade de um médico à noite. Devemos lembrar-nos das virgens prudentes que colocaram azeite em suas lâmpadas. Mas, com Cristo e escudado em sua Palavra, aliado a uma vida de oração e busca pela santificação, não temeremos espanto noturno, e nem seta que voe de dia.
Durante a noite é que acontece a maioria da violência. As prostituições noturnas são maiores. A noite é o simbolismo das trevas. Estudiosos, afirmam que há uma classe de demônios que age na noite. Na noite ocorrem os suicídios, as insônias, a solidão dói mais.
O remédio para esta situação é a Luz de Cristo. A proteção de suas penas. Mas devemos temer a noite eterna, que haverá senão aceitarmos a Cristo como nosso legítimo e suficiente salvador. Esta é uma necessidade para o ser humano. O homem natural anda tateando nas trevas, porque existem coisas invisíveis que só o homem espiritual pode discernir.
Convém lembrar-se da primeira páscoa em Êxodo 12. O sangue nos umbrais da porta livrou os que estavam sob a proteção do altíssimo da morte.
As setas que voam de dia são os grandes perigos da vida atual. São tempos trabalhos estes últimos, que vivenciamos uma violência gratuita. Como servos de Deus devemos estar alerta: Orar pelas autoridades, orar pelos policiais, pelos governantes. E saber que estamos debaixo do escudo de Deus.
“nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio dia.”
Há uma gradação no perigo. Vejo o espanto noturno como aquelas doenças psicossomáticas, e a peste noturna como o perigo que ronda a humanidade. O crente em Cristo não está sujeito aos espíritos obsessores, mas existem, os opressores que pode tentar nos atacar. Recorrendo ao sangue de Cristo, estamos livres deste perigo.
“Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.”
Temos aqui a descrição de uma guerra acirrada em que os combates acontecem corpo-a-corpo. Vemos aqueles que sucumbem ao nosso lado, vencidos pelo alcoolismo, pelo desemprego e pelos vícios. Mas nós não somos atingidos. Mas para isto devemos estar debaixo da proteção de Deus. Mas não pensem que os crentes não sofrem as aflições da vida. Embora exista a falsa teologia da prosperidade, que prega que crente em dificuldade é crente pecador. Isto não é verdade. Vemos atualmente, a família sendo destruída, mas devemos buscar preservar a nossa em Cristo. É Cristo que nos faz vencedores.
Somos combatentes de um General que nunca perdeu uma batalha. Todas as vezes que Israel perdeu batalhas, foi porque não seguiu as orientações de Deus. Toda vez que perdeu, foi por causa da desobediência. Vemos então, que, os vencedores estão abrigados em Cristo. Este salmo é endereçado para aqueles que têm Fé no senhor. É seguindo as ordens do GENERAL DOS EXÉRCITOS VENCEDORES  é que veremos dez mil caindo a nossa direita. Neste sentido, é primordial que aprendamos o que está escrito em Efésios 6 (sobre a armadura do Cristão). Conhecendo as nossas armas e as armas do diabo, poderemos batalhar com proteção. Crentes entram em guerra constantemente.  Se observarmos bem, a linguagem bíblica é tipicamente militar. Somos soldados de Jesus e devemos lutar sem temor. Temos  hinos da Harpa Cristã que nos lembra isto. Quando recebemos o PENDÃO REAL temos o dever/poder de defendê-lo com coragem.
            A primeira coisa que temos que aprender a defender é a nossa vida dos ataques do inimigo. Isto se aprende com a sabedoria dada por Deus.

Somente com teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.”
O crente vê a vitória de seu povo, e vê a derrota dos ímpios.
3)    SUA HABITAÇÃO.
“Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio! O altíssimo é a tua habitação.”
“Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.”
A tenda representa um abrigo passageiro. Assim como este mundo é para nós uma morada transitória, porque esperamos a vitória, que é a morada no céu. “Nossa esperança é a sua vinda”. A vinda do rei Jesus. Ele nos levará para sua habitação, porque para lá foi nos preparar lugar.
4)    SEUS SERVOS
“Porque aos anjos dará ordem a teu respeito para te guardarem em todos os teus caminhos.”
Com este versículo Satanás tentou a Jesus no deserto. E Jesus respondeu que não devemos tentar a Deus. Isto significa que não devemos procurar o perigo por nossos próprios pés. É preciso prudência para que não venhamos a tropeçar em percalços que nós mesmos colocamos em nossos caminhos. Mas se estamos abrigados no altíssimo e em comunhão, e em obediência a Deus, Ele envia teus anjos para nos proteger. Mas do contrário, estamos entregues à nossa própria sorte. O amor de Deus é demonstrado, nas determinações que Ele dá aos seus subordinados para nos defender.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.”
Anjos são ministradores de bênçãos para o povo de Deus. E para não tropeçarmos eles nos sustentam. Não devem ser adorados, pois a adoração é somente e somente só para Deus.
“Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.”
O crente pode em nome de Jesus Cristo vencer as forças que lhe oprimem. Não significa com isto que iremos de encontro ao perigo sem estarmos preparados. Mas como crentes, por meios da oração e da palavra, e da habitação no altíssimo temos o poder para em nome de Jesus, sermos o sal e a luz. E se isto implicar em um combate corpo-a-corpo com os emissários do malo, não podemos nos furtar a isto.
A vitória do homem de Fé é calcada e espelhada na vitória de Deus. Ao encararmos as ameaças da vida, estamos entrando no triunfo de Deus. O início é a aceitação do sacrifício que Jesus fez na Cruz. É na Crus que devemos nos Gloriar.
5)    OS EFEITOS DA AMIZADE COM DEUS.
“Pois que tão encarecidamente me amou, também eu  o livrarei; pô-lo ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome.”
Amor. Livramento. Alto retiro. Porque conhecemos o nome de Deus.
“Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo ei e o glorificarei.”
Temos aqui uma resposta para as orações. Os crentes invocam o nome de Jesus, e Ele responde. Jesus está conosco nos momentos em que mais precisamos que são os momentos angustiosos. Resposta para a oração, Consolo nos momentos problemáticos, Livramento. E depois de tudo isto um prêmio pela Salvação.
“Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.”
Os privilégios deste Salmo estão endereçados ao Povo que acredita em Jesus Cristo e aceita ser protegido por Ele. Somos os destinatários destas promessas. A salvação que veremos é a Salvação de Deus, a única e verdadeira. Isto vai além de nossos pensamentos.
Para ilustrar transcrevo a letra do Hino 396 do hinário das Assembleias de Deus, a Harpa Cristã. Este hino é da autoria de Ernesto Wooton.[4]

ALÉM DO NOSSO ENTENDIMENTO.
1)    Muito além do nosso entendimento
Alto que mais todo pensamento
Glorioso em seu sublime intento,
É o amor de Deus, sem par
Grande amor! Amor de Deus!
Enche a terra e enche os céus!
Grande Amor! Amor que abrange
A todo mundo e atinge a mim
2)    Fez um sacrifício infinito
Dum valor imenso, inaudito;
Dando-nos o filho seu bendito;
Calculai o amor de Deus.
3)    Grande, foi mui grande o meu pecado;
Triste, perigoso o meu estado;
Mas o amor que nunca foi sondado
Me salvou – o amor de Deus!
4)    Foi que perdoou os pecadores
Rogos atendeu de malfeitores,
Quem sarou os pobres sofredores
Esse imenso amor de Deus!




Bibliografia

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. (2003). São Paulo.
Brasil, S. B. (2008). Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova.
Bruce, F. (2008). Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Vida.
CPAD. (2008). Harpa Cristã. Rio de Janeiro: Casa publicadora das Assembleias de Deus.
Spurgeon, c. (1886). Esboços Bíblicos de Salmos. shedd Publicações.









[1] Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões em São João Del-Rei. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.
[2] “As cidades de refúgio representavam, em linguagem jurídica hodierna, um "habeas corpus" a favor do criminoso não culpado, ou cujo crime não tivesse sido apurado adequadamente. Em caso de homicídio, pela lei, caberia ao parente mais próximo do falecido a responsabilidade de aplicar a "Lei de Talião" ao homicida, e isto poderia ser feito a qualquer hora e em qualquer lugar, exceto na cidade de refúgio, onde o homicida que não matara intencionalmente poderia aguardar seu julgamento em segurança. (Nm 35:11,12)”   Disponível em: http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/cidadesderefugio.htm acesso em 23/06/2014

[3] “Lembramos que o laço em hebraico significa ‘espancador’ e que em nossa versão traduz por cilada, laços, cadeias ou outras palavras hebraicas geralmente traduzidas como armadilha”. Disponível em http://prhamilton.blogspot.com.br/2011/03/o-que-e-o-laco-do-passarinheiro.html acesso em 23/06/2014

[4]  Ernesto Wooton chegou ao Maranhão em 1909 e em 1922 casou com a brasileira Ana Correia Araújo, a D. Ninoca. Em 1930 missiona com os índios Guajajara em Barra do Corda até 1935. Diziam que “ele nunca revidou uma ofensa”. Disponível em: http://operegrinodedeus.blogspot.com.br/2012/03/biografia-do-hino-e-dos-autores.html acesso em 27/06/2014