terça-feira, 20 de maio de 2014

Os passos do filho pródigo: Ele deu sete passos para cair em desgraça. E agora?





Os passos do filho pródigo: Ele deu sete passos para cair em desgraça. E agora?
Jonas Dias de Souza[1]
Para entender este texto é fundamental a parábola do filho pródigo, que pode ser encontrada no livro de Lucas 15: 11-32.
Podemos enumerar os catorze passos que o filho pródigo deu, desde sua entrada no pecado saindo da casa do pai, até o seu retorno. Esta sim é uma demonstração de conversão, que implica numa guinada de 180 graus.
O primeiro passo foi a exigência que ele fez a seu pai. Ainda em vida, seu pai teve que lhe dar a parte da herança. Ainda hoje vemos filhos que exigem dos pais a sua parte na herança. A ganância é tanta que histórias de apressar a morte dos pais não é novidade.
O segundo passo foi a
sua partida para longe dos olhares paternos para desfrutar a sua liberdade. Ou seja, longe dos olhares de reprovação por suas atitudes pavorosas no pecado.
Em seguida, deu seu terceiro passo, vivendo uma vida dissoluta e entregue a torpeza de sua vida. Neste momento ele dissipa todos os bens que recebera por herança. Sem o suor não damos o devido valor aos bens. Continuou sua caminhada dando o quarto passo pelas experiências na fome que assolou o país em que estava. Não pensou no futuro, gastou como se o amanhã não chegasse.  Ainda trôpego em seu caminhar, dá o quinto passo. Tentou trabalhar depois de gastar tudo. Mas, teve que se tornar servo, pois não o vemos  se profissionalizando, enquanto tinha como se manter. O sexto passo foi o da humilhação, quando teve que se julgar satisfeito com a comida dos porcos. A partir daí entrou no sétimo passo, o da miséria. Não ganhava nada de ninguém. Foi abandonado pelos amigos.
Até aí, vemos que os passos foram em direção ao abismo. Foi se aprofundando cada vez mais rumo a uma vida de sofrimento e desolação.
Começa então a sua ascensão para uma vida de qualidade. Quando dizemos que conversão é 180 graus, entenda o porquê.
Como ele deu sete passos para cair em desgraça, é natural e óbvio e matemático, e porque não dizer extremamente lógico que, sua redenção se desse dando sete passos contrários. Na vida não há atalhos a ser seguido quando se trata de conversão e de remissão de pecados. Não há um elevador que de repente faça você alçar voo. A realidade é uma escada. Metaforicamente ilustrando é claro.
O regresso ao lar começa...
Ele dá o primeiro passo ao cair em si e detectar que sua vida anterior era melhor. O segundo passo acontece quando em profunda reflexão ele se dá conta de que caso continuasse naquela vida, ele morreria de fome. Após vem naturalmente o terceiro passo,  que é o da decisão de erguer-se e caminhar para o lar. O quarto passo,que é o da confissão de pecados, é o momento em que ele mostra de fato que está decidido a mudar. Ele reconhece que o que  fez com o pai dele foi extremamente errado. O passo seguinte (quinto passo) é o da confissão verbal de seus erros e o reconhecimento de sua indignidade por causa do pecado em que estava. Ao abrir de mão de tudo que tinha; que afinal era nada, ele dá o sexto passo. E por fim ele Regressa para casa, levanta e vai de fato dando o sétimo passo.
É por isto que Deus coloca esta parábola no livro de Lucas. Para nos mostrar como Pai amoroso, que temos que decidir a voltar  para casa. Como? Aceitando a Cristo como Salvador.
Os caminhos para longe de casa são:
  • ·             Desperdício e perdas. Desperdiçamos nossos bens, que nem sempre são materiais.
  • ·            Um caminho de pura necessidade.
  • ·            Um caminho de escravidão no pecado. Muitas vezes auxiliados por quem está nas trevas.
  • ·            Com insatisfação no caminho: Doenças, depressão, neuroses, vícios.
  • ·            Com misérias. A ponto de mendigarmos: Atenção, carinho, amor...
  • ·            Um caminho de morte física e também espiritual.
  • ·              Um caminho de insanidade absoluta.

 O que queremos?

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)





[1] Servo de Deus. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de São João Del Rei. Estudante de Teologia da EETAD. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João del-Rei/MG.

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