quinta-feira, 22 de maio de 2014

A CRISE É DE VASO, E NÃO DE AZEITE

Azeite

A CRISE É DE VASO, E NÃO DE AZEITE.
Jonas Dias de Souza[1]
Azeite e Vaso são duas palavras bem conhecidas do povo de Deus. E neste tempo de teologias da prosperidade, tem achado lugar em quase todas as bocas e púlpitos.  Azeite e vaso, são palavras ouvidas nos mais variados contextos.
Mas, sérias reflexões se fazem urgentes para que possamos compreender de fato o que vem a significar azeite e vaso. O azeite é biblicamente falando o
símbolo do Espírito Santo de Deus. Na Bíblia, o azeite é relacionado às bênçãos e unções derramadas por Deus sobre seus servos.
Na maioria das vezes vemos este assunto relacionado ao profeta Elias, na passagem da viúva de Sarepta.  Podemos conferir no 1º Livro de Reis 17. Contudo, o nosso enfoque será no livro de Zacarias, capítulo 4 e  Ageu, capítulo 2. Estes dois servos de Deus, foram profetas bíblicos.  Um profeta é aquela pessoa que anuncia a mensagem de Deus, e sua primeira tarefa é proclamar a palavra do Senhor. Ocorre que dentro desta proclamação, as falhas são comumente apontadas. Mas o profeta adverte também sobre as conseqüências que poderão advir por causa da persistência na desobediência. O profeta conclama o povo ao arrependimento e abandono de suas transgressões contra a lei de Deus.
A respeito do livro de Zacarias temos que é o mais apocalíptico e messiânico dentre os denominados profetas menores. No capítulo 4 é descrita a visão que Zacarias tem de um candelabro que é mantido aceso ininterruptamente, devido a um reservatório ilimitado de azeite. Isto nos lembra que o nosso sucesso, não vem de nossas próprias forças. Não de nosso poder e recurso. É somente, e somente só, através do espírito de Deus que teremos sucesso em nossa empreitada de viver. Ou seja, o Espírito de Deus é dado ao homem sem uma medida, mas de forma abundante.
Neste contexto podemos verificar que não é nosso esforço em fazer a obra do Senhor que faz a diferença. A obra do Senhor Jesus não é feita e realizada pela força humana. É a força humana  que depende de Deus e não o contrário. Isto não significa que não devemos nos esforçar, pelo contrário, com a ajuda divina potencializamos nossas forças e aplicamo-nos  de forma diligente e inteligente. Com eficácia e eficiência.
“Não por força, nem por violência, mas pelo meu espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Ageu 2:9)”
Por vezes perdemos a paciência e esquecemos que o Senhor Deus tem um dia determinado para cada um de nós. E esta é a expressão chave do livro de Zacarias. “Naquele Dia...”
Para vencermos na contemporaneidade não precisamos ser hostis ou fortes, ou lutadores. O pensamento chave deve ser “Deus está na obra”. E devemos nos perguntar antes de uma empreitada, isto é para glorificar o nome de Deus. Ao final Deus triunfa e com Ele, nós triunfamos.
Vemos que de fato, a crise é de vaso. O azeite está aí de forma abundante. Os vasos é que não estão se deixando encher pela maneira e com o produto certo, que é buscar a Glória de Deus.
Por isto que se diz, que a Glória da segunda casa será maior que a da primeira. Se você é crente e não se aplica à oração, verá a Glória multiplicar quando fazê-lo. E se você ainda é um descrente, verá a Glória quando aceitar a Cristo. Onde Deus entra há somente mudanças para melhor.
O Talmude[2] diz que o templo de Zorobabel carecia de cinco utensílios que havia no templo de Salomão: A Arca da Aliança; O fogo Sagrado para consumir a oferta queimada inicial e dos sacrifícios;  A Glória Shekinah; O Espírito Santo; O Urim e o Tumim.
Contudo o templo pequeno recebeu a maior Glória, cerca de 500[3] anos depois de sua fundação. Jesus caminharia pelos pátios e átrios do templo.
Se a crise é de vaso e não de azeite, devemos enquanto vaso escolhido:
·         Ser  pessoas de oração
·         Estudar a Bíblia Sagrada
·         Ser adoradores
Mas também fazer a obra que nos está reservada por Deus. Somos embaixadores de seu reino e Ele quer mudar o mundo através  de nós.
·         Na Igreja
·         No nosso local de trabalho
·         No nosso lar
“A Glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a Paz, diz o Senhor dos Exércitos”. (Ageu 2:9)
É imperativo que se somos vasos escolhidos por Deus, nos deixemos encher pelo azeite do Espírito Santo. Isto ocorre com nossa aplicação na santificação através da Oração e da Palavra.
Enquanto vaso  temos que recolocar os fundamentos do templo. Deus Nos abençoa imediatamente.
Qual a nossa prioridade?
O segundo templo não possuía suntuosidade, não possuía ouro abundante. Contudo foi recheado e inundado da Glória do Deus altíssimo.
A crise jamais será de azeite.









[1] Servo de Deus. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João Del-Rei.
[2] um dos livros básicos da religião judaica, contém a lei oral, a doutrina, a moral e as tradições dos judeus [Surgido da necessidade de complementar a Torá, foi editado em aramaico como um extenso comentário sobre seções da Mixná, reunindo textos do sIII até o sV.] (Dicionário eletrônico Houaiss)

[3] O Templo foi concluído cerca de 516 a.C.


LEIA TAMBÉM:     Um estudo sobre o Salmo 51

Um comentário:

  1. gloria a Deus que nos da a oportunidade de nos abastecer-nos da sua presença da sua graça e isto é o suficiente para caminharmos em meio as tempestades da vida que Deus lhe abençoe e continue lhe usando grandiosamente meu irmão Jonas Dias.

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