terça-feira, 10 de setembro de 2013

Epafrodito, Cooperador no Evangelho.


Epafrodito, Cooperador no Evangelho.
Jonas Dias de Souza

“Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão,  e cooperador, companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades.” (Filipenses 2:25)

Afinal, o que é o Ministério Pastoral? Esta questão permeia todos aqueles que almejam alcançar a sua vocação. Isto mesmo, o chamado para o pastorado ou para o trabalho evangelístico é uma vocação, e não há lugar para aventureiros nesta seara.

Vejam a história de Paulo. Quando houve o chamado de Cristo, não houve tergiversação ou adiamento, ele simplesmente atendeu ao chamado. Isto acontece com o vocacionado. Simplesmente diz SIM.

A vocação de Epafrodito era na verdade
vocações. Vemos que ele foi o portador da ajuda que a igreja de Filipos enviou a Paulo.  Visando prover a necessidade do apóstolo que se encontrava na prisão, a igreja de Filipos realizou uma coleta para ajudá-lo nas necessidades, e a Epafrodito coube a missão de ser o portador desta oferta missionária.

Oferta missionária, é aquela ajuda que damos para os vocacionados que estão propagando o Evangelho no campo, pode ser financeira ou em oração.

A lição que extraímos é que Epafrodito era um obreiro de confiança da igreja de Filipos.  Culturalmente aquela oferta destinava-se a custear as despesas de Paulo com sua prisão, posto que o prisioneiro romano não ficava às expensas do Estado, como temos no nosso modelo estatal.

Além de gozar da confiança da igreja, Epafrodito teve seu trabalho reconhecido.  Ou será que justamente por ter seu trabalho reconhecido, ele foi transformado num emissário.

Isto acontece ainda hoje. O trabalhador da Seara tem quer ser reconhecido antes de ser nomeado.  Por isto buscamos insistentemente nos transformar em obreiro aprovado, pois, embora a Salvação seja para todos, o crescimento doutrinário é para aquele que dedica-se.

É o apóstolo Paulo quem detalha a condição valorosa de Epafrodito: Irmão, cooperador, companheiro nos combates. Ele não era simplesmente um companheiro, vemos que, era um companheiro nos combates.  Epafrodito era Obreiro. Um trabalhador. Um operário. Mas antes de tudo era um irmão.

Vemos que não há referências sobre os irmãos naturais de Paulo, portanto, era muito importante contar com seus irmãos em Cristo. E não há dúvidas que principalmente no mundo moderno, há irmãos em Cristo que nos são mais valiosos que nossos irmãos naturais. Mas também sabemos que todos devem ser alvos de nossas orações.

Não notamos egoísmo por parte de Paulo, pois este não conservou Epafrodito sob sua guarda. Este envio para a Igreja demonstra a preocupação de Paulo com o Pastorado, e como um líder que amava seu rebanho. Neste sentido Paulo não gerenciava, mas amava e pastoreava.

Para a prática Cristã, Epafrodito deve ser um exemplo a ser seguido. Conforme traduz a NVB[1], “e nós dois temos sido verdadeiros irmãos, trabalhando e lutado lado a lado.”






[1] NVB: Nova Bíblia Viva.

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