segunda-feira, 30 de setembro de 2013

É POSSÍVEL VENCER A TENTAÇÃO?

 



COMO VENCER A TENTAÇÃO.
Jonas Dias de Souza

Na vida do homem existe uma série de ocasiões que o levam a desviar-se dos caminhos de Deus. Tudo aquilo que nos afasta do caminho e que nos leva a contrariar os ensinos bíblicos pode ser considerado como pecado. Ocorre que antes das ações, existe uma espécie de aviso que nos ocorre. Este aviso (acredito eu) ocorre no
que pode ser denominado de tentação.

Conforme vemos no Dicionário da Bíblia de Almeida, a tentação é aquela atração para fazer o mal na esperança de obter lucro ou prazer. Ela pode originar-se do tentador conforme narrado no capítulo 3 do Gênesis, ou pode originar-se de dentro do coração humano conforme ensinado na Epístola a Tiago.

Cumpre observar que a Bíblia ensina que ninguém pode ser tentado acima de suas forças.

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que possais suportar.” (1 Co 10.13)

Jesus venceu a tentação usando as Escrituras (Mt 4.1-11), e sendo tentado e tendo vencido pode socorrer os homens quando são tentados, podemos aprender isto lendo Hebreus em seu capítulo 2.

Como podemos então vencer a tentação?

É preciso atentar para o fato de que temos que colocar a nossa total dependência em Cristo Jesus.  A nossa força não é suficiente para vencermos a tentação. Vemos que Cristo recorreu às Sagradas Escrituras. Isto ensina que devemos procurar crescer na doutrina e no conhecimento. E colocar a confiança na graça.

Em paralelo vamos reconhecendo os campos em que somos tentados com mais freqüência. Existem frentes no campo de batalha em que somos frágeis.

A principal arma para vencer a tentação é ORAR. Vigiar e Orar para não cairmos em tentação. E como dever, o crente deve socorrer aqueles que caem.

O diferencial na vida do homem é a presença do Espírito Santo.

O versículo mais triste da Bíblia pode ser encontrado no livro de Juízes. Sansão descuidou-se a ponto de perder a presença do Senhor. Em Juízes 16.20 vemos que “O SENHOR tinha se retirado dele.”   

Devemos saber ainda que a tríplice missão do inimigo do povo de Deus é: Roubar, Matar e Destruir. Mas Deus livra aqueles que depositam a confiança na ajuda do Espírito Santo que foi enviado quando da subida de Jesus aos céus. Sabemos que a tentação é um teste difícil para o homem. A natureza carnal busca incessantemente o prazer e o lucro sobre a natureza espiritual. E não estamos com isto afirmando que devemos ser super-homens, pelo contrário, a nossa força reside na fraqueza. É quando nos sentimos fracos que nos tornamos fortes ajudados por Deus.

Deus não tenta. “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Le mesmo a ninguém tenta”. (Tiago 1.13) Ele permite a tentação para que possamos ser colocados à prova. A tentação origina-se nos nossos pensamentos e concupiscências.

“Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado”. (Romanos 8.7)

A concupiscência é aquele desejo forte e contínuo de fazermos ou termos o que Deus não deseja que façamos ou tenhamos. E como saber a vontade de Deus? Lendo a Bíblia e dizendo sim em concordância com o que nela vem determinado como norma de conduta.

A tentação em si não é pecado. O pecado consiste em ceder à tentação. Deus permite, reafirmamos, para provar a fé do cristão.

Um exemplo bíblico de um vencedor da tentação é José. Não cedeu às investidas da esposa de Potifar e ainda nos legou um ensinamento estratégico para vencermos a tentação no campo do relacionamento afetivo-sexual: Correr, correr...

Contra este tipo de tentação não há fórmula e nem estratégias, mais segura do que “sair de perto”.

O comportamento da esposa de Potifar, se provado na modernidade, renderia uma boa ação por assédio moral no ambiente de trabalho. Obviamente a situação social da época (escravismo) não permitia os recursos legais a José. Mas não devemos esquecer de que ele tinha o maior advogado ao seu lado. Deus.

Há outras áreas de tentação que podemos reconhecer a estratégia do inimigo. Uma delas é tentar o Cristão a ser coerente com o mundo (modismo): Balada gospel, Quadrilha gospel, concurso de perigueti gospel e outras idiossincrasias que permeiam e sempre rodeiam a igreja nesta era hodierna.  A este respeito sugerimos ler Romanos 12.

Existem três áreas de tentações:

1)      Concupiscência da Carne

2)      Concupiscência dos olhos

3)      Soberba da Vida.

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1 João 2.15-16)

Lembre-se de que nem tudo que é agradável aos nossos olhos é agradável aos olhos de Deus. Por exemplo, a história de Davi e Bate Seba.

Vemos que o ocioso Davi foi seguro pelos olhos.  Mas o que Bate Seba fazia tomando banho à vista dos outros?

É preciso santificar os nossos olhos. Lembrem-se do corinho “cuidado olhinho no que vê...”

Jesus foi tentado nas três áreas:

·         Pão que mata a fome (Carne)

·         Reinos do mundo que brilham os olhos (Fama)

·         Jogar se do pináculo do templo (Soberba da Vida)

A intenção do inimigo era torná-lo famoso e afastá-lo da cruz.

O que devemos internalizar é que quando resistimos ao diabo ele foge. Mas a sua ausência é por algum tempo, ele volta. Por isto devemos vigiar e orar, confiados na armadura de Deus conforme vemos em Efésios 6.

Eis o segredo do crente. Um com Deus é maioria. As tentações são constantes, mas não duram eternamente. Com a tentação vem o escape de Deus. O inimigo teme e treme diante do crente de oração.

Imagine um avião com suas asas. Uma asa é a oração e a outra a palavra. Avião não voa com uma asa só e o crente não se mantém de pé somente com a oração ou somente com a palavra.

Submeta-se à vontade de Deus. Concentre-se nas promessas.  Olhe com firmeza para o Autor e Consumador de nossa Fé que é Jesus Cristo.

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