quarta-feira, 7 de agosto de 2013

OS MUROS CAÍDOS DE NOSSA EXISTÊNCIA HUMANA.

OS MUROS CAÍDOS DE NOSSA EXISTÊNCIA HUMANA.  (Parte I)
Jonas Dias de Souza[1]
Qual a melhor definição do vocábulo “MURO”?  Lexicalmente sabemos que é uma construção que pode ser de pedra ou tijolo, cuja finalidade é separar um lugar de outro ou formar uma cerca. È por conseqüência uma obra para defesa, que busca uma separação ou resguardo.
Em nossa existência humana (quando estamos no mundo) possuímos uma ilusão de que possuímos muro a nossa volta, quando na verdade não estamos construindo muro algum, e sim, abrindo a guarda de nossa vida espiritual.
Este jogo de ilusão em que nos encontramos, é proporcionado pela tríplice missão de satanás: Roubar, Matar e Destruir.
Mesmo tendo sido alertado a muitos séculos, deixamos de acreditar, ou sofremos pela absoluta falta de conhecimento da Palavra de Deus. Jesus já havia prevenido o seu povo e ainda hoje previne a quem escuta que “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir...”
Vejam o caso da
bebida alcoólica. Ela começa com uma sensação de liberdade e aos poucos vai consumindo a liberdade do homem que com ela se envolve. A dependência cada vez maior da bebida, leva a quantidades ingeridas cada vez maiores. Isto se dá com as drogas lícitas e ilícitas.
Ao contrário do ladrão, o BOM Pastor veio para nos dar vida e vida abundante.
Os muros caídos de nossa existência simbolizam os pecados que nos tornam alvos do maligno. Até nos tornarmos dependentes destes pecados para auferirmos uma falsa felicidade.
No Antigo Testamento e no Novo Testamento encontramos vários versículos que falam de muro como proteção verdadeira. Esta proteção, esta muralha verdadeira, esta verdadeira defesa só pode ser proporcionada pelo sangue de Cristo Jesus, que foi derramado no calvário para nos redimir enquanto humanidade separada de Deus, de nossos pecados. Somente debaixo deste sangue é que encontraremos totalmente a capacidade de soerguermos os muros de nossa existência. Não há como ficarmos com Jesus e ainda assim deixarmos permanecer as muralhas caídas de nossas vidas.
Encontramos a presença de Deus como uma muralha no livro de Êxodo, quando os filhos de Israel entraram pelo Mar Vermelho “as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda”.(Ex 14.22)  Quando desfrutamos da presença de homens de virtude eles nos servem de muro, assim como, os homens de Davi serviram de proteção para os servos de Nabal: “De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas.” (1Sm 25.16)
Quando encontramos em situações que nos afastam da presença do Senhor, é a ELE que temos de recorrer para com a ajuda dos irmãos em Cristo e quando temos a felicidade de termos um pastor local comprometido com a Sã Doutrina, este nos ajuda a erguermos o nosso muro com a sua orientação espiritual. Mas, por vezes pode acontecer de encontrarmos pessoas que, ao verem que estamos construindo a muralha, nos interpelam duvidosas ou até mesmo inspiradas pelo pai da mentira.  Exemplos destas últimas têm no livro de Esdras: “ (...) Quem vos deu ordem para edificardes esta casa e restaurardes este muro?” (Ed 5:3b)
Mesmo construindo os muros, por vezes temos que repará-los e consertá-los. Consertamos quando nos concertamos. Mas não tenham dúvida de que o concerto com Deus implica em obediência e isto causa dissensões, e invejas nas pessoas ímpias: “Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até a sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.” (Ne 4.6)
O concerto nosso com Deus provoca ira no maligno que envia seus servos para nos atrapalhar: “ E sucedeu que, ouvindo Sambalate, e Tobias, e os arábios, e os amonitas, e os asdoditas que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram se sobremodo.” (Ne 4.7)
Como tapamos as roturas de nossas muralhas? Com oração e Jejum e leitura da Palavra de Deus: “Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles.” (Ne 4.9)
Quando não nos concertamos e por seguinte não consertamos nosso muro, ficamos como uma cidade desprovida de muralhas. Já imaginou uma nação cujas fronteiras são despoliciadas: “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter seu espírito.” (Pv 25.28)
Exemplo de muro forte, de muralha poderosa, é encontrado na pessoa da esposa virtuosa: “Eu sou um muro, e os meus peitos, como as suas torres; então, eu era aos seus olhos como aquela que acha Paz. (Ct 8.9)
(Continua)




[1] Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João Del-Rei. Licenciado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus (EETAD)

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