sexta-feira, 12 de julho de 2013

Memento Homo, quia pulves es et in pulverem reverteris.



Memento Homo, quia pulves es et in pulverem reverteris.[1]
Jonas Dias de Souza[2]
                Um dia desses deparei com uma cena inusitada, que foi a ver a negativa de um cidadão em atender ao pedido de uma criança. Negou-lhe o pão e vituperou alguma coisa e outra ininteligível.
Não seria tão estranha, se não presenciasse logo após o entregar da moeda na famigerada máquina caça-níquel. Cheguei a pensar, por um momento, que o garoto estaria saciado e teu pai lhe ensinado limites. Puro engano.
                Em um dia não muito distante, estava a conversar longamente com um amigo, que me falou de sua busca religiosa. E de como é árdua o caminhar. Entre outras coisas, lamentava, ou foi levantado o assunto da impossibilidade de uma mudança radical.
A impossibilidade prende-se ao fato de que tendo uma filha, não poderá adotar o meio que lhe parece mais apropriado, pois não convém passar a missão antes de terminá-la.
Um fim de semana que não lembro com precisão, fui solicitado a socorrer uma mãe aflita, que já não sabia mais o que fazer com o filho adolescente. Sentia perdê-lo para o vício.
Conversamos longamente...
De todos aprendi alguma coisa: Há Pais e pais; Deus nos confia uma missão cujo valor não aprendemos a reconhecer; a dor de mãe é a maior dor que conheci.
Destas seis vidas carregamos uma certeza.
Lembre-se, homem, que és pó e ao pó retornarás.
“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;” (Eclesiastes 12:1)




[1] Lembre-se, homem, que és pó e ao pó retornarás

[2] Servo de Deus, Graduado em Filosofia pela UFSJ, Cursando Teologia pela EETAD. Congrega na Assembléia de Deus Missões na cidade de São João Del-rei.

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