sábado, 15 de junho de 2013

A Corrida da Vida Cristã.





A corrida da vida cristã.

Jonas Dias de Souza[1]

Desde que nascemos iniciamos uma corrida, aliás, a concepção começa com uma corrida em que milhões estão envolvidos. E somente você conquistou aquela prova ( exceção dos casos de Gêmeos). Mas há outra espécie de corrida que começamos ao nos tornarmos Cristãos, seguidores daquele que realizou um sacrifício perfeito para libertar-nos do pecado.

1)      A Corrida

Esta maratona começa com o Novo Nascimento. Quando sentimos realmente a necessidade de aceitarmos a Cristo em nosso coração e de fato o fazemos. Fazemos então a nossa profissão de Fé pública através do batismo e partimos para o discipulado. Ao contrário do que pensam muitos, o discipulado é algo constante e ininterrupto na vida do crente.

É uma corrida que
exige toda a nossa força: “Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar”. (I Coríntios 9:26)

Não corremos portanto, de qualquer maneira, mas com planejamento e treinamento. O atleta de Cristo não entra na batalha sem um planejamento mental e um aparato logístico. Ou seja, não damos aquele impulso descomedido nos primeiros quilômetros e passamos o resto a passos lentos. Embora, na prática aconteça desta forma. O novo convertido que fazer de tudo: evangelizar, cantar, pregar... Depois com o tempo ocorre um esfriamento. Advém daí a importância do treinamento constante, que ocorre nos ensinos bíblicos congregacional e no estudo individual da bíblia.

Esta corrida está voltada para uma meta maravilhosa: “ Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” (Hebreus 11:10)

“Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma pátria.” (Hebreus 11:14)  Esta pátria é a Jerusalém Celestial. Somos competidores numa terra que não nos pertence. Estamos na condição de exilados. Mas já temos um cidade preparada para nos receber: “Mas, agora, desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade” (Hebreus 11: 16)

Nada deve ser motivo de distração para nós corredores. Devemos olhar para o alvo e seguirmos adiante sem esmorecer, mas calcado na sabedoria que Deus dá aos seus filhos. “Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o SENHOR tem prosperado o meu caminho; deixais-me partir, para que eu volte ao meu senhor.” (Gênesis 24:56)

2)      O que nos incentiva a correr.

O que se espera do crente é que receba o incentivo de seus conservos na fé, irmãos da congregação. O que na bíblia é chamado de “grande nuvem de testemunhas”. “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.” (Hebreus 12:1)

Além do que, o nosso exemplo deve animar os irmãos na fé.

Temos também o incentivo do SENHOR:  “E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte seus discípulos e, no caminho, disse-lhes:

Eis que vamos para Jerusalém,  e o filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e condená-lo-ão à morte.

E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará.” (Mateus 20: 17-19)

Maior incentivo não há, do que a certeza de que Cristo venceu com sua ressurreição.

3)      A capacitação para a corrida.

É fundamental que coramos o mais leve possível, já imaginou um corredor com um fardo atado em suas costas, ou um grande peso amarrado nas pernas. Para corrermos bem na vida cristã devemos deixar de lado todo o peso, que traduz-se por fardo de pecado.

“Humilhai-vos, pois debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5:6-7)  Deixar o peso e deixar todo o pecado, para que o êxito na corrida não seja impedido.

“Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos vestistes do novo, que renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” (Colossenses 3: 8-10)

4)      Devemos olhar para onde? (A direção do olhar na corrida)

É comum vermos corredores preocupados com aqueles que estão logo à sua retaguarda. Mas os corredores de elite, não se preocupam com isto. Correm e correm, tendo em vista a linha de chegada. O olhar para trás implica em desgrudarmos os olhos do alvo. “E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal”. (Gênesis 19: 26)

Existe um hino na Harpa Cristã que diz o seguinte: “Quem sua mão ao arado já pôs constante precisa ser...” Portanto ao colocarmos a mão no arado não devemos olhar para trás. “E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” (Lucas 9: 62)

5)      Qual o alvo de nossa corrida?

Não basta simplesmente correr, é preciso ter um alvo. O nosso alvo é no primeiro momento a Glória Futura. Corremos para alcançar a Coroa da Vida. Que uma vida eterna na comunhão com Deus. A Epístola a Tito nos ensina que aguardamos a bem-aventurada esperança e o aparecimento da Glória de Deus. A nossa vitória é incorruptível.

“E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.” (I Coríntios 9:25)
Resumo da corrida da Vida Cristã:
  •  Começa com a conversão
  • Exige que se deixe todo peso desnecessário
  • As regras devem ser observadas
  • A corrida deve ser feita de acordo com as regras
  • O alvo deve ser mantido diante dos olhos
  • O prêmio é a Coroa incorruptível, o galardão

 



[1]  Licenciado em Filosofia pela UFSJ, Estudante de Teologia da EETAD. Congrega na Assembléia de Deus Missões na Regional de São João Del-Rei/MG

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