sexta-feira, 26 de abril de 2013


A Igreja como membros do Corpo de Cristo. (7 dons e 27 Princípios de vida)

Jonas Dias de Souza[1]

Em sua epístola aos Romanos, precisamente no Capítulo 12, o apóstolo Paulo trata da Consagração a Deus, assim como, da fidelidade e da humildade no uso de “seus dons”. Vemos, portanto que a igreja, comparada a um corpo humano, possui diferentes órgãos.  Os órgãos do corpo humano possuem igual importância no funcionamento do todo. O coração, o fígado e até mesmo aquele órgão que nem pensamos que existe, aquela pecinha diminuta, a exemplo dos ossículos bigorna ,  martelo e estribo. Todos possuem uma
importância singular.

Assim ocorre com todos os membros da Igreja Universal e portanto local que é o Corpo de Cristo. Que seria da Igreja se não houvesse os Grupos de Oração, os Músicos. Já imaginou uma Igreja formada somente de Pastores ou somente de Diáconos. Eis a importância de cada membro desta comunidade, por mais humilde que seja em sua função. Sinta-se importantíssimo para o correto funcionamento (sem anomalias) do Corpo de Cristo.

É por isto, que o apóstolo Paulo nos concita: “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo, em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Romano 12.1)

O nosso cultuar a Deus deve ser racional. O que é racional? È aquilo que se utiliza da Razão. Obviamente não a deusa razão do mundo secularizado. É preciso enfatizar aqui, que o Novo Testamento foi escrito em Grego, portanto, a tradução para a Língua Portuguesa pode por vezes, ser feita de forma que a palavra utilizada não expresse toda a essência que a palavra original procurava transmitir. Leve-se ainda em conta de que era o chamado Grego Koiné, ou seja, um Grego sem erudição. Este Racional utilizado pelo apóstolo Paulo é o “Logikos”, um adjetivo de Logos. Ou seja uma argumentação da palavra. O serviço racional Paulino é assim um “Logiken Latreian” ou seja, o serviço de adoração que é feito pela nossa mente. Por isto, quando estamos num Culto a Deus, devemos ter em mente a operação de salvação realizada em nós pelo sacrifício vivo de Cristo no calvário. É a aplicação de um modo figurado do vocábulo “Latreia”, ou seja, o sacrifício vivo que o Cristão faz de si mesmo é comparado ao serviço do sacerdote no ofício divino. Este serviço do Cristão realizado pela mente encontra sua ênfase na adoração interior mais do que pelas obras externas.

O também apóstolo Pedro, em sua primeira carta, utiliza: “desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo,” (1 Pedro 2.2).

“O puro leite da Palavra” ou Logikon adolon gala,  é um leite adequado para a mente do Cristão. Pode ser encontrado na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada é uma fonte deste leite puro, que deve ser servido durante o Culto Racional para o Corpo de Cristo (a Igreja universal ou local) se manter forte e para de sofrer por ignorância.

Não se concebe um servo separado do serviço e tampouco, um serviço de qualidade que não esteja ligado à qualidade do servo.

Ainda no capítulo 12 de Romanos o apóstolo nos fala de que existem diferentes dons a ser usado no serviço do Culto Racional a Deus: “De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misricórdia, com alegria.” (Romanos 12.6-8)

Vemos que são sete dons descritos em Romanos:

1)      Da Profecia

2)      Do Ministério

3)      Do Ensino

4)      Da Exortação

5)      Do repartir

6)      Do presidir

7)      Da Misericórdia

Outras listas são encontradas em Efésios 4. 8-12,  1 Coríntios 12. 6-10

Encontramos neste capítulo alguns mandamentos deixados pelo escritor.

Vejamos:

1)      Não fingir no amor;

2)      Aborrecer o mal;

3)      Apegar ao bem;

4)      Amar uns aos outros de maneira cordial;

5)      Não cuidar de forma vagarosa;

6)      Ser fervoroso no espírito;

7)      Alegrar na esperança;

8)      Ser paciente na tribulação;

9)      Perseverar na oração;

10)   Comunicar com os outros crentes nas necessidades deles;

11)   Ser hospitaleiro;

12)   Abençoar aqueles que nos perseguem;

13)   Alegrar com os que se alegram;

14)   Chorar com os que choram;

15)   Ser unânimes entre os santos;

16)   Não ambicionar as coisas altas;

17)   Acomodar às coisas humildes;

18)   Não sermos sábios por nós mesmos;

19)   Não fazer o mal por mal;

20)   Procurar as coisas honestas diante de todos os homens;

21)   Ter paz com todos os homens (Se for possível)

22)   Não fazer vingança por nossos próprios meios; (confiar na justiça)

23)   Dar lugar a ira; (sem pecar)

24)   Dar de comer aos inimigos;

25)   Dar de beber aos inimigos;

26)   Não se deixe vencer pelo mal;

27)   Vencer o mal com o bem.

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Palavras-chave Hebraico e Grego. (2011). Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Silva, J. A. (2007). As Epístolas Paulinas I: Romanos e Gálatas: a justificação pela fé e a liberdade em Cristo. Campinas/SP: Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus.

Sociedade Bíblica do Brasil. A Bíblia Sagrada- Harpa Cristã. Barueri, SP: Casa Publicadora das Assembléias de Deus.

 

 



[1] Graduado em Filosofia pela UFSJ. Aluno de Teologia da EETAD. Membro da Assembléia de Deus Missões na cidade de São João Del-Rei/MG
 

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