quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O MINISTÉRIO DE CADA PESSOA DA TRINDADE NA SALVAÇÃO DO HOMEM.

O MINISTÉRIO DE CADA PESSOA DA TRINDADE NA SALVAÇÃO DO HOMEM.
Jonas Dias de Souza[1]
            No que diz respeito à salvação eterna, a humanidade em sua grande maioria anda alheia ao seu destino futuro. Com o Cristianismo ainda incipiente em muitos países muito há que ser feito. Este artigo destina-se, portanto, ao homem crente em Cristo Jesus e consciente de sua salvação perpetrada pelo sacrifício perfeito de Jesus Cristo.
            Penso que um assunto pouco estudado pelos cristãos seja
 o papel do Ministério de cada pessoa da Trindade para que tal maravilha pudesse ser levada a efeito.
            Como é nosso costume vamos transcrever as passagens bíblicas para facilitar o entendimento por inteiro do escrito, mas como, nunca é demais lembrar, sejamos como os crentes de Beréia.
            Precisamos saber o que significa os vocábulos Ministrar e Ministério. O Crente que tem um chamado e é honrado com um posto na congregação, deve procurar estar apto a servir a comunidade, pois, ensina-nos as Sagradas Escrituras que, aquele que serve; ajuda; é aquele que ministra. Ministrar é servir. Ministrar é ajudar.
      Tendo enviado à Macedônia dois daqueles que lhe ministravam, Timóteo e Erasto, permaneceu algum tempo na Ásia.” (At 19:22) (ARA)[2]

  “E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia.” (At 19:22) (ARC) [3]

            Por sua vez, Ministério, é amplamente conhecido, como a atividade ministrada por Jesus Cristo até o momento de sua subida aos Céus.
           
Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli;” (Lc 3:23) (ARA)

            Nas várias versões de traduções da Bíblia encontramos algumas variações, mas com a mesma idéia implícita de que Ministério se liga a atividade de servir. Na versão Católica da Bíblia temos esta passagem como atividade pública: Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou sua atividade pública. E, conforme se pensava, ele era filho de José, filho de Eli,” (Católica) (Grifo nosso)
            Ora, o conceito de atividade pública na sua essência é o de servir.
            Sabendo que o conceito de servo se liga ao conceito de Ministro; é preciso abandonar (para o correto entendimento deste escrito) a idéia que muitos fazem de Deus. Pensam que deus é um servo da atividade, principalmente na denominada Teologia da prosperidade. O que queremos mostrar é, o que a Bíblia nos ensina, sobre o que aconteceu antes, durante e após a ascensão de Nosso Senhor e Salvador Jesus cristo, e o que realizaram para o bem da humanidade cada pessoa da Santíssima Trindade. Cumpre esclarecer o caráter individual da aceitação do sacrifício vicário.
            O trabalho de Deus pai, subsume-se e se torna sinônimo do trabalho de cada pessoa da Trindade. Mas para que cada pessoa (humana) fosse salva, houve uma especificidade no trabalho de cada pessoa divina.
            Vamos ver um dos versículos mais utilizados pelos Cristãos quando exercem o Ministério de Evangelizar.
            “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
            Deus considerou a humanidade com tão grande benevolência e afeição. Deus amou a humanidade com tão Boa-Vontade, que quis salvar o homem do caminho da escuridão em que estava. Este é o Verdadeiro Amor. É mais do que Amor Cristão. É um Amor desmedido. Incomensurável. Grande Amor. Amor de Deus.
            O Evangelista não consegue expressar a medida deste amor e o faz com a expressão “de tal maneira”.  Deus resolveu então dar o seu filho para salvar a humanidade. Deus pai toma a iniciativa.
            As Sagradas Escrituras nos mostra algumas passagens em que se vê esta iniciativa tomada por Deus.
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gn 1:26) (ARA)

“Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro.” (Gn 11:7) (ARA)
“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is 6:8) (ARA)
      Relembrando Jo 3:16 Deus deu o seu filho, o Unigênito.  Em Efésios vemos que, Deus fez o que era seu propósito: Tomou a iniciativa de salvar os pecadores que estavam alijados de sua presença.
      “nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,” (Ef 1:11) (ARA)
      No livro de Atos dos Apóstolos (que também é conhecido como Atos do Espírito Santo), vemos que, embora Deus tenha tomado a iniciativa, respeitou o Livre Arbítrio do Homem.
      “No que concerne à salvação eterna, o Ministério da primeira pessoa da Trindade, ou seja, do pai, é tomar a iniciativa de Salvar eternamente o ser Humano” [4]
            A primeira atitude de Deus foi dar o seu filho. Após isto, ele enviou o seu filho.
“Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:17) (ARA)
            Deus enviou em Missão seu filho. A missão de Jesus era Salvar a Humanidade. O que foi realizado com a morte na Cruz.          
Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (Jo 3:18) (ARA)
            Contudo, é preciso crer nele. É preciso ter Fé. É preciso confiar o nosso Bem-Estar a Cristo.
            É o que o apóstolo Paulo nos fala como “Fé Salvadora”. A Fé na morte de Cristo como motivo de nossa Justificação perante Deus e a Fé em sua Ressurreição como vitória sobre as forças do mal.
            Deus deu o Unigênito.
            Deus enviou o Unigênito.
            O Unigênito é Jesus Cristo, o filho de Deus.
            E o qual o papel de Jesus Cristo na Redenção?
            A Redenção é a Salvação Eterna. Vejamos o que e a Redenção, pois encontramos diferença entre o Antigo e o Novo testamento.
“Assim diz o SENHOR, o que vos redime, o Santo de Israel: Por amor de vós, enviarei inimigos contra a Babilônia e a todos os de lá farei embarcar como fugitivos, isto é, os caldeus, nos navios com os quais se vangloriavam” (Is 43:14)
Deus é o redentor que livra o povo em diversas situações: cativeiros, pecados, mortes e sofrimentos. Como vimos anteriormente, os sacrifícios de animais precisavam ser renovados. No NT Deus pagou um preço, via sacrifício vicário de Cristo, comprando-nos a liberdade. Houve um resgate do pecado e da lei. No final dos tempos teremos o completar desta obre redentora com a vida eterna, que é uma vida revestida de qualidades espiritual e infindável. O começo da vida eterna é o novo nascimento e a forma de manutenção desta vida é a união do salvo com Cristo Jesus.
“sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,” (Rm 3:24)
O Ministério de Jesus Cristo é a salvação da humanidade, salvação eterna.
            “O principal Ministério da segunda pessoa da Trindade, ou seja, do filho Jesus Cristo, relativo à salvação eterna do ser humano é a redenção, ou seja, a própria salvação eterna”.[5]



Recordando:

Ocorreu nossa eleição quando deus teve para nós um propósito específico. Salvar-nos.

Ocorreu nossa justificação quando deus nos declarou inocentes no que dizia respeito
aos nossos pecados e nos torna “justos” diante dele.

Ocorreu a propiciação, quando fomos aceitos por Deus, através do sacrifício de Jesus Cristo em nosso lugar. Isto nos garantiu o acesso ao pai.

Ocorreu a nossa redenção, quando, ao morrer na cruz, Cristo nos comprou para Deus e nos tirou do império do mal e das trevas.
            Para completar precisamos ver agora a Obra ou Ministério do Espírito Santo.
Qual o Ministério do Espírito Santo no que respeita a salvação Eterna?
“Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.” (Jo 16: 7-11)
            Ser convencido do pecado, da justiça e do juízo é o início do processo de santificação. A humanidade não consegue se santificar sozinha. É preciso a ação santificadora do espírito santo.
“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,” (2Ts 2; 13)
Conforme os ensinos Paulinos, a salvação começa e termina com deus. Os nossos próprios méritos são incapazes de atuar na nossa salvação.
A redenção é um presente de Deus. Um presente que aceitamos mediante nosso Livre arbítrio. O único caminho é aceitando a Cristo. O apóstolo Paulo nos ensina, ainda, que é pela santificação que nos tornamos semelhante a Cristo.
“eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” (1 Pe 1:2)
     
      “O principal Ministério da Terceira pessoa da Trindade, ou seja, do espírito santo, relativo à salvação eterna, é a santificação (separação)” [6]
Outrora, pertencente ao diabo e escravo das paixões e concupiscências. Agora, converso e pertencente a Deus. Salvo! É santificado pelo Espírito Santo.
Quando o homem dedica-se ao estudo da palavra (Sã doutrina) e à Oração.
Quando o homem dedica-se a obedecer à palavra, ele é santificado em sua pessoa ou o que é também chamado de santificação pessoal.
“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada.” (1 Co 9:16)
 Anunciar o Evangelho é obedecer. Este deve ser o Ministério de todo Crente: Procurar oportunidades para anunciar a obra redentora de Cristo.
E caminhar para glorificação, que é o estado final do Cristão, após a morte e tornar-se semelhante a cristo.
“o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” (Fp 3:21)
Oremos, pedindo a Deus a ação do Espírito Santo nas nossas vidas em nome de Jesus.





[1] Servo de deus e membro da Assembléia de Deus.
[2] Almeida Revista e Atualizada
[3] Almeida Revista e Corrigida
[4]  Vilela; Milton e De Faria; José Joaquim Gonçalves. “Doutrina Cristã da Trindade”, p9.
[5]  Idem
[6] Idem

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