terça-feira, 23 de outubro de 2012

As Sete formas de promulgação da Lei de Deus.

As Sete formas de promulgação da Lei de Deus.
Jonas Dias de Souza[1]
D
eus em sua infinita sabedoria adotou várias maneiras de dar a conhecer as suas leis. Realizou várias formas de promulgação. A exemplo das leis seculares que após publicadas nos Diários Oficiais não podem ter seu conhecimento negado. Ou seja, o cidadão não pode alegar em sua defesa o desconhecimento da lei como motivo pelo seu não cumprimento.
Ao nos determos nestas formas de publicações das leis divinas, realmente temos que agradecer (e muito) a Graça redentora de Cristo e seu sacrifício vicário, sem o qual estaríamos perdidos.
Promulgação é
 o ato de assinar uma lei. Um exemplo bíblico pode ser encontrado em Ester. Quando o rei quis dar a conhecer sua decisão de não permitir à rainha Vasti a entrada em sua presença promulgou um edito real.
“Se bem parecer ao rei, promulgue de sua parte um edito real, e que se inscreva nas leis dos persas e dos medos e não se revogue, que Vasti não entre jamais na presença do rei Assuero ; e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela. (Ester 1:19)
Outra definição para promulgação é o ato de anunciar ao povo. Conforme vemos em Isaias.
“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu espírito, e Ele promulgará o direito para os gentios.
Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça.
Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade promulgará o direito” (Isaias 42:1-3)
1ª Promulgação:
A primeira maneira de promulgação que Deus utilizou para dar a entender a sua Lei foi escrevê-la na natureza. Como vemos no livro de Salmos.
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” (Salmo 19:1)
Ou seja, o universo visível e físico, os céus, se constituem numa prova inteligível da Sabedoria, da Glória e do Poder infinito de Deus. Contudo, sabedor de que a limitação humana seria insuficiente para entender toda a lei, partindo do universo, Deus resolveu dar-nos outras promulgações. As coisas espirituais expressadas pela natureza são transcendentes para a mente humana.
2ª Promulgação:
O homem teve a Lei de Deus gravada em sua consciência.
“Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se”. (Romanos 2:15)
Isto é o que os estudiosos chamam de “Fator Melquizedeque”. O homem possui a Lei Divina na sua consciência, mesmo que não tenha sido evangelizado. Ouvi-la ou não, é outra discussão.
 Promulgação:
À lei de Deus foi dada publicidade em Tábuas de Pedra.
“Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares.” (Êxodo 24:12)
4ª Promulgação:
Através de Cristo Jesus, foi nos dada a Promulgação pela Palavra Viva.
“E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14)
O filho eterno de Deus, o seu verbo, encarnou como homem. É esta verdade essencial, que de forma apologética, nega a heresia Gnóstica que afirma que a encarnação não foi real. Este habitou é pode ser traduzido do grego como “Tabernaculou”. Mesmo sendo pecadores, os homens foram aproximados de Deus pela Graça redentora de Cristo Jesus. A Graça é um favor não merecido. A verdade é a Fidelidade de Deus.
5ª Promulgação da Lei divina:
A promulgação em Todas as Escrituras veio a completar a promulgação da natureza. Assim como a experiência da ação de Deus na vida humana. Não temos uma revelação isolada, mas elas completam umas às outras. As Sagradas Escrituras (Bíblia) recebem alguns títulos: Lei, testemunho, preceito, mandamento, temor do Senhor, juízos. E a cada título encontramos um atributo correspondente: perfeita, fiel, retos, puro, límpido, verdadeiros.
“Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4)
6ª Promulgação da Lei divina:
Assim como na consciência, Deus gravou sua lei no coração da humanidade.
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” (Hebreus 8:10)
Esta nova aliança supera a antiga em tempo e qualidade. É extensiva aos gentios. Realiza profunda transformação interior, pois não atua de conformidade com a lei, mas com a Graça. Oferece perdão total, pois não se trata de uma cobertura passageira.
7ª Promulgação.
Os Cristãos devem ser como uma Carta Viva. Para que as Boas Novas do Evangelho possam ser lidas através de nossas vidas.
“Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.” (2 Coríntios 3: 2-3)
A transformação é tão grande que a nova vida cristã chama a atenção.




[1] Servo de Deus. Congrega na Assembléia de Deus Missões na cidade de São João Del-Rei. Graduado em Filosofia pela UFSJ e Estudante de Teologia pela EETAD.

3 comentários:

  1. Muito bom, parabéns que Deus continue abençoando ricamente, poderosamente, por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

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  2. Muito bom, parabéns que Deus continue abençoando ricamente, poderosamente, por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

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