quinta-feira, 19 de julho de 2012

Qual o dever do homem no pacto?




Qual o dever do homem no pacto?
Jonas Dias de Souza[1]
Texto Base: Êxodo 24
            Deus se propôs a fazer uma aliança.
            Ela é apresentada de três formas.
            Israel concorda em obedecer.
            A aliança é confirmada formalmente.
            É feita uma festa como forma de comemorar a aliança realizada.
Em primeiro lugar é preciso definir o que vem a ser um pacto. O pacto é um acordo entre duas pessoas, onde cada uma possui um papel a ser desempenhado. Quando ocorre o descumprimento das cláusulas especificadas, haverá sanções que também deverão estar explicitadas no acordo.
Biblicamente é possível vislumbrar os
papéis a serem desempenhados pelos homens diante de Deus. No livro de Êxodo vemos que o povo israelita assumiu de forma voluntária um papel para desempenhar no pacto feito com Deus. A perícope bíblica fala da Aliança de Deus com Israel.
Representando o povo foram escolhidos 70 anciãos, cujo objetivo era falar ao povo sobre a natureza da aliança. A nação Israelita começa com a entrada de 70 almas no Egito. Moisés era o intercessor. Arão e seus filhos eram os representantes do futuro sacerdócio Levítico. Em termos modernos são os pregadores comprometidos com a palavra de Deus e que não fazem do púlpito uma forma de ganhar a vida espoliando suas ovelhas. A palavra grega que traduz ancião é “presbyteros”. Onde concluímos que ao falarmos em ancião na igreja moderna estamos falando de pastores, diáconos, e líderes legítimos. Legítimos porque há líderes que outorgam a si o presbitério. Não reconhecem um chamado de Deus para ser seu embaixador, pois se descompromete com a Sã Doutrina.


O povo Israelita assumiu a sua parte no pacto, através da obediência. Retornando um pouco até Êxodo 19: 8, vemos que: “Então o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo.”
Vamos destacar nesta passagem algumas ações dos envolvidos na construção deste pacto, inicialmente, duas palavras, uma do povo e uma de Moisés.
 A palavra do povo é “faremos”. Faremos está no Futuro do presente. O futuro do presente indica um fato que irá acontecer no futuro. Ou seja, um fato posterior ao momento em que se fala. Contudo não vemos o povo pedindo ajuda a Deus para que este “faremos”, se realize. Vislumbramos uma auto-suficiência perigosa e que pode ser vista ainda hoje na humanidade. É deixar Deus de lado dos nossos planos.
A palavra de Moisés é “relatou”. Moisés levou a Deus a informação da concordância do povo.
Deus então passa a ditar as normas que regeriam a vida social, espiritual e total da vida do povo israelita. No entanto é preciso voltar para as preciosas promessas de Deus. Ainda em êxodo 19: 5, “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha.”
O dono de tudo que há pode escolher para sua preferência aqueles que lhe obedecem. Ciente de que havia a concordância do povo, Deus determina que seja escrito todas as suas palavras. E Moisés escreve, erigindo então um altar ao pé do monte e simbolizando a Nação Israelita ergue doze colunas, simbolizando as Dozes tribos.
Embora uns poucos questionem a autoria Mosaica para o Pentateuco, temos que, havia sim, um escrito das coisas que eram ditas por Deus num livro denominado de “Livro da Aliança”: “E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos.” (Êxodo 24: 7)
Hoje o nosso livro da aliança é a Bíblia Sagrada. Vejamos que naquele tempo para ter a sede saciada era necessário aguardar a leitura do livro. Hoje podemos beber da fonte da palavra de Deus a qualquer instante e ainda assim há aqueles que rejeitam por ignorância, desta fonte de conhecimento e sabedoria.
Mas o pacto não ficou restrito às palavras de Moisés, do povo e de Deus. Todo pacto pressupõe um ação. Quando nos entregamos para a conversão. Quando aceitamos a Jesus Cristo como nosso legítimo e único e suficiente salvador estamos aceitando um pacto que exige de nós ações que confirmem dia-a-dia este pacto. Vê-se aqui uma sombra do que aconteceria anos à frente na Cruz do calvário. Quando o povo foi aspergido com o sangue da aliança, foi uma aceitação da vontade revelada do Senhor.
Porque dizemos que é uma sombra? Por que estamos agora debaixo de um novo pacto de uma nova aliança. Quando vamos a João 3: 16, nós temos que: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A missão do filho de Deus no pacto era derramar o seu sangue para a redenção da humanidade. A nossa missão no pacto é obedecer e ser aspergido com o sangue de sacrifício perfeito. Obediência, aspersão e mais obediência.
Encontramos na obediência do povo israelita e na nossa obediência, uma possibilidade de entrarmos num aspecto grandioso da presença de Deus. “O aspecto da Glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos do filho de Israel.”  (Êxodo 24: 17)
Assim como no Monte Sinai brilhou o aspecto da Glória, encontramos uma lembrança na transfiguração de Cristo ensinada em Lucas 9.  A transfiguração confirma o testemunho nos dado pela Lei (Moisés) de que Jesus era o Messias sofredor.  Nos dois casos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, foram deixados pessoas encarregadas de zelar pelo povo e temos também pontos de partidas para novas revelações religiosas.
No livro de Êxodo, a obediência do povo visava a sua preparação para a vinda do sacrifício de Cristo. É preciso lembrar que Deus age através das gerações. Portanto a nossa obediência hoje implicará numa geração futura melhor do que a que temos atualmente, daí a nossa responsabilidade na construção de um futuro melhor. Este conceito de culto que encontramos no livro de êxodo preparava o povo para o sacrifício de Cristo. No Evangelho o ensino de que Cristo deveria dar a sua vida em prol da salvação do mundo.
Descobrimos a necessidade de uma obediência disciplinada e independente da existência de nossos líderes, ou seja, não podemos obedecer condicionados a fiscalização pastoral. Devemos obedecer de forma consciente. Esta ausência de uma consciência de obediência resultou em fracassos quando o líder espiritual ausentou-se. O povo Israelita construiu um bezerro de ouro e os discípulos não conseguiram expulsar o demônio que oprimia um homem.
A obediência exige preparação. É um exercício de ação. Quem obedece se prepara e quem se prepara obedece. Moisés passou 40 dias no Monte e Cristo passou 40 dias no deserto. Ambos passaram por um período de lutas antes de começar o ministério. É um tempo destinado a esquecer os hábitos próprios e nos moldarmos às idéias que surgem com a verdadeira comunhão com Deus.

Quando nos tornamos Cristãos devemos nos preparar para cumprir a nossa parte no pacto. O nosso líder supremo não nos abandona. Jesus cristo não nos abandona jamais.
Deus se torna um fogo consumidor somente quando não estamos na presença de seu filho Jesus cristo. Fora de Cristo não há como obedecer. O papel da humanidade é obedecer a Cristo, aceitá-lo e ter uma vivência ética e cristã. Mas isto só pode ser feito com a presença de Cristo em nossos corações e com o Espírito Santo a nos guiar no nosso caminho de obediência.
Peçamos a Deus que nos ajude a cumprirmos a nossa parte do pacto: Colocando como centro de nossas vidas; adorando-o de verdade e em espírito.




[1] www.divulgadordapalavra.blogspot.com


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